Maconha: guerra contra Grow-shop, na Holanda.
A Holanda é uma monarquia constitucional que sempre esteve na vanguarda das medidas progressistas.
Por exemplo, a Holanda oficializou o matrimônio gay e autorizou a eutanásia.
Ainda, por lei de 28 de novembro de 1968 permitiu a venda de maconha em coffe-shop a maiores de idade: o primeiro aberto foi o Café Sarasani, na cidade universitária de Utrechet.
Mais, inovou ao eleger um gay para chefiar o Ministério Público no combate à criminalidade.
Não se deve olvidar ter a Holanda legalizado a prostituição e cataloga como empresária a prostituta: com a legalização, as casas, –como qualquer outro estabelecimento comercial–, passaram a ser vistoriadas pelas agências de saúde e as empresárias são submetidas a exames médicos, para renovar o alvará de funcionamento dos seus pontos comerciais: o problema de agora é que as máfias compraram os pontos e as empresárias viraram testas-de-ferro .
Como os progressistas perderam espaço em várias grandes cidades e o premier Jan Peter Balkenende (no poder desde julho de 2002) teve, em face das eleições de novembro de 2006, de formar uma coalizão com os partidos trabalhistas e união católica, algumas mudanças começaram a ocorrer.
Frise-se: não estão em curso mudanças na velocidade desejada pelos conservadores, em especial o prefeito de Amsterdam. Até porque os conservadores não sabem como fazê-las. Ainda mais em tempo de crise financeira.
Na Holanda, o mercado da maconha movimenta US 10 bilhões por ano. E perder o dinheiro dos turistas, em tempos bicudos da economia, é tudo que um chefe político não pretende, ainda que conservador como o gestor de Amsterdam.
No momento, os conservadores não querem mais ver aberto nenhum “grow-shop”.
O “grow-shop” é uma loja especializada na venda de instrumentos e produtos para os que pretendem cultivar maconha e desfrutar do produzido.
Pela lei holandesa, em cada residência podem ser cultivados até cinco pés de maconha: na Holanda, o uso médico-terapêutico da maconha é permitido.
Num “grow-shop” se pode encontrar de tudo para o cultivo e desfrute da maconha. Por exemplo, equipamento para irrigação de até cinco vasos de maconha. Fora adubo, sementes, tesouras, luvas e lâmpadas para germinações em estufa.
É muito vendido o espremedor a frio de sementes canábicas. Isto para extração de óleo comestível usado em saladas: as sementes são vendidas em feira-livre e em “grow-shop”.
Num “grow-shop” pode ser encontrado um certo produto que é muito vendido nas várias bancas de jornais e revistas brasileiras: papel-gomado.
Atenção: o papel-gomado na Holanda é para enrolar a erva-canábica. No Brasil, ao contrário da Holanda, o papel-gomado, –imagino eu–, é usado para substituir a palha, empregada na elaboração de cigarro de tabaco em corda.
A iniciativa para fechamento das lojas parte de Rotterdam, a segunda maior cidade do país e o maior porto europeu.
Segundo uma conservadora Comissão Comunal de Segurança Pública de Rotterdam, “o grow-shop representa o elo principal de sustentação da criminalidade organizada que atua no comércio das drogas leves”.
Em Rotterdam, segundo levantamento na Junta Comercial, funcionam 25 desses estabelecimentos, que são catalogados como “grow-shop”.
Os membros da supracitada comissão suspeitam que o “grow-shop” é usado para lavagem de dinheiro. Seria fachada para financiar agricultores autorizados a plantar maconha e, também, os coffeeshops de venda de maconha.
Em várias cidades, os alvarás para aberturas de novos cafés com autorização para venda canábica estão suspensos.
Muitos estabelecimentos foram fechados por descumpriram regras como, por exemplo, ultrapassarem a venda de 1/2quilo diário. Ou, não fiscalizaram adequadamente, ou seja, de maneira a impedir que o comprador saia com o produto: pela lei, só se pode fumar no interior do café.
Pelo levantamento de 2003, existiam 800 cafés autorizados a vender maconha na Holanda. O número teria caído em 20%, no ano de 2008.
PANO RÁPIDO. As mudanças na Holanda, quando ocorrem, são lentas, pois o impacto econômico nunca é desconsiderado.
–Wálter Fanganiello Maierovitch–

A economia movimentada da maconha na Holanda não pode ser desprezada nem pelos conservadores.
Na Colômbia, ocorre o mesmo com relação à indústria da cocaína.
Só hipócritas e pagadores de dízimos contestam.
Comentário por Ema — 22 de abril de 2009 @ 14:35
Creio que não seja hipocrisia fechar os olhos para os males que as drogas traz ao ser humano.
Hipocrisia é se aproveitar disso para movimentar um capital
Comentário por Lindsay — 22 de abril de 2009 @ 16:54
Muito interessante a delicada ironia no comentário sobre o papel-gomado difundido em larga escala em quase todas padarias, mercadinhos e lojas de conveniencia do país…
além de todos os utensílios vendidos legalmente(dechavadores, isqueiros, “bongs e pipes”) utilizados para consumir qualquer erva seca que queira fumar!
No Brasil hipocrisia é escancaradamente desvelada muito antes de qualquer mudança efetiva de cunho legal, político e social.
Comentário por RENATO F — 22 de abril de 2009 @ 17:03
Bom, antes uma sociedade de hipócritas pagadores de dízimo do que uma de prostitutas maconheiras autênticas… em todo caso, triste do país que não pode abrir mão de prostituir suas mulheres e drogar seus filhos sem cair no caos econômico.
Comentário por tomas — 22 de abril de 2009 @ 17:25
“No Brasil, ao contrário da Holanda, o papel-gomado, –imagino eu–, é usado para substituir a palha, empregada na elaboração de cigarro de tabaco em corda.”
fala sério…
Comentário por Aloizio Filho — 22 de abril de 2009 @ 17:51
Complexa esta questão, a legalização é benéfica mas a fiscalização tem q estar sempre ao lado senão vira Brasil…rs
Comentário por Fê — 22 de abril de 2009 @ 17:52
No Brasil o problema de legalizar é que dessa maneira os caciques da politica perderiam a boquinha do tráfico.
Comentário por Gabriel Capucho — 22 de abril de 2009 @ 18:18
Prefiro viver numa nação de hipócritas e pagadores de dízimo do que num país de prostitutas e drogados. Uma nação que não protege suas mulheres e seus jovens é podre em valores e decadente nos costumes.
Comentário por Marcos Amaral — 22 de abril de 2009 @ 18:38
O tal Aloizio Filho é zero em ironia. Ele não percebeu a gozação. E ainda escreve indignado.
Acorda, Aloizio. Acho que você anda dando uns tapas a mais. A maconha deixa abobalhado, com uso constante.
Marcinha Encrenca.
Comentário por marcinha encrenca — 22 de abril de 2009 @ 18:48
Quando sera lançado o ministério da Hipocresia , falado por Lula ..
Os maiores integrantes seriam os catolicos , hipocritas , que queriam deixar morrer uma menina de 9 anos estuprada …e o tal presidente que enquanto Bispo espalhava filhos pelo Pais ….HIpocritas , ou como dizia o Cristo…Sepulcros caidos….liderados por um inquisitor medieval
Comentário por paulo — 22 de abril de 2009 @ 19:12
“No Brasil, ao contrário da Holanda, o papel-gomado, –imagino eu–, é usado para substituir a palha, empregada na elaboração de cigarro de tabaco em corda.”
HAHAHAHA até parece!
Comentário por João Maia — 22 de abril de 2009 @ 19:15
Papel Gomado ???
Só Smoking Master Meu Velho .
Comentário por Ze — 22 de abril de 2009 @ 19:19
muito bom. a hollanda e um pais mais que moderno. livre. tudo e possivel por la.
Comentário por cicero — 22 de abril de 2009 @ 19:20
Estive na Holanda há pouco tempo e não sou consumidor de nenhum tipo de droga. Mesmo assim fiquei impressionado. A cidade respira liberdade e um senso democrático, sem perder sua organização. Sem nenhum tipo de demagogia, não vi atos de violência ou desordem em Amsterdam. Tanto os coffee shops quanto o Red Light District funcionam com normalidade e atraindo turistas de todos os tipos. Fico triste de ver que as mudanças que hoje querem implementar na Holanda sejam fruto de conservadorismo e não de progresso e bem estar. Acho que deveriam manter Amsterdam do jeito que está, como eles próprios denominam de: “O última cidade livre no mundo”.
PS.: Não vejo a legalização como algo positivo no Brasil. Fiscalização é a chave de tudo, e como sabemos, até esta aqui no Brasil por vezes é corrupta.
Comentário por Arnaldo — 22 de abril de 2009 @ 19:27
Sempre achava seus comentários interessante e de acordo com a realidade; até este momento. Porque quase nada deste artigo é conforme a verdade. O prefeito de Amsterdã é do partido dos trabalhadores. Nao há conservadores no governo. É uma coaliçao de dois partidos de democratos cristaos mais o partido dos trabalhadores. E a razão porque está fechando os coffee-shops e os grow-shops tem muito mais a ver com segurança publica do que com fortalecimento dos conservadores. Melhor se informar direito. Será que seus outros artigos estao tao pouco conforme a verdade tambem?
Comentário por Geert R. Haveman — 22 de abril de 2009 @ 19:37
E essa cidade “Utrechet”???
Deve ser em outro país, porque na Holanda não é….
Comentário por Bety — 22 de abril de 2009 @ 19:49
Frequentemente ouço o argumento de que ‘liberar a maconha é um passo rumo à maior liberdade individual do cidadão’. Eu até concordaria. O problema é quando essa liberdade gera assassinatos, crime organizado e estados paralelos. Se o pessoal da classe média-alta soubesse a quantidade de pessoas que morrem por cada grama consumido dessa droga… Não só não devemos liberar a maconha como sim criminalizá-la. Porte de drogas, não interessa se para consumo próprio ou tráfico, já deveria gerar uma pena bem longa numa penitenciária.
Comentário por Ângelo — 22 de abril de 2009 @ 19:53
Só hipócritas e pagadores de dízimos contestam”. (sic)
Comentário por Ema — 22 de abril de 2009 @ 14:35
EMA : s.f. (sXIV cf. FichIVPM) 1 orn ave reiforme da fam. dos reídeos (Rhea americana), que vive em regiões campestres e cerrados no Paraguai, Bolívia, Argentina, Uruguai e Brasil; com até 170 cm de altura, é a maior e mais pesada ave brasileira, de cabeça e pescoço cinza-pardacentos, partes inferiores brancas, cauda ausente e pés com três dedos; Apesar de possuir grandes asas, ela não voa. Usa as asas para se equilibrar e mudar de direção na corrida.
Caça moscas perto de carne em putrefação. Ingerem pedras para facilitar na trituração do alimento..o NOME ME BASTA…Jorge
Comentário por Jorge Eduardo — 22 de abril de 2009 @ 19:59
aff… quanta ignorancia…….
Comentário por Felipe — 22 de abril de 2009 @ 20:02
…O pior cego é o que não quer ver. “Prefiro viver numa nação de hipócritas e pagadores de dízimo do que num país de prostitutas e drogados. Uma nação que não protege suas mulheres e seus jovens é podre em valores e decadente nos costumes” Que piada. Como se o Brasil ‘protegesse’ sua mulheres… ACORDA Marcos Amaral!!! No Brasil há prostitutas com NOVE anos de idade!! E proibir a maconha só faz crescer o poder do tráfico. É a lei do mercado, onde há procura, há oferta. Quando os EUA proibiram o alcool com a Lei Seca, explodiu a criminalidade. Após a legalização do fabrico e consumo de bebidas alcoólicas, o crime organizado nunca mais chegou a ter o mesmo poder. Mas é claro, pessoas hipócritas preferem tapar os olhos ao invés de enxergar quantas pessoas morrem por dia no Brasil com o tráfico de drogas. E na maioria, crianças.
Comentário por Marcelo — 22 de abril de 2009 @ 20:09
. A maconha deixa abobalhado, com uso constante.
(quanta ignorância)
Seria o mesmo falar dos salários dos jogadores de futebol sobre uma condicional inutilidade.
Mas quanta incerteza disposta nos demarca
LIBERDADE PELO IR E VIR JÁ
quanta ousadia da massa manipuladora
Comentário por Sapo — 22 de abril de 2009 @ 20:13
ta loko perdi uma namorada por causa disso, não pq eu usava e sim pq ela usava ficou completamente fora ba q tristeza, amava ela quis seguir outro caminho, isso estraga o pouco do cérebro q as pessoas tem nossa acordem!!!!! vão toma uma cerveja e deu………………………
Comentário por lokão — 22 de abril de 2009 @ 20:20
boa noite a todos!Não posso deixar de comentar as escritas de MARCOS AMARAL E TOMAS,caros amigos,nosso brasil é mais ou igualmente hipocrita como a holanda(ou vcs acreditam no que é dito em telejornais revistas e etc…?)já os pagadores de dízimos na sua MAIORIA são pessoas simples que precisam de bengalas espirituais para continuarem com um sentido na vida um grupo para se identificarem!Quanto as prostitutas… vulgas empresarias(como são chamadas na holanda) lá como diz a reportagem elas tem que passar por exames de rotina e o estabelecimento(puteiro)é vistoriado de tempos em tempos,aqui meus amigos é roleta russa,camisinha,reza braba e ressaca moral no dia seguinte acompanhada de baseado totamente “ilegal”(sim! ILEGAL QUASE NINGUEM FUMA O TAL DO BECK NÉ??) hipocrisia é a destes dois que, quem sabe nunca fumaram “um” nem nunca recorreram dos prazeres de uma empresaria(prostituta)após sairem bêbados em seus carros pelas esquinas de suas respectivas cidades! O brasil não protege nem suas mulheres nem seus jovems e nem niguem! Aqui o unico direito que vc tem é o de pagar!pagar imposto encima de imposto e ver um rodovia federal virar particular.Imposto para saude??praque??tenho unimed obrigado!!escola publica??fala serio!!!acho que no brasil todo não conseguimos contar 5 escolas publicas que se comparem com as particulares!!!quem prefere morar numa nação de hipocritas é um também!o brasil que eu sonho é de igualdade par todos!!desde prostitutas até pagadores de dizimos,mas principalmente sem HIPOCRITAS!ABRE O OLHO GALERA!!!!!
Comentário por fabio — 22 de abril de 2009 @ 21:42
Com base nesta tese, poderia-se legalizar os assaltos a bancos, pois movimenta também uma grana alta!
E distribui renda!
Ah, aproveita e rasga também o Código Penal!
E vivamos a barbárie e o inferno aqui na terra!
Caminhamos para um abismo!
Comentário por Austregesilo — 24 de abril de 2009 @ 1:36
Enquanto o álcool e o tabaco forem legalizados, considerarei hipócrita aquele que chegue em algum lugar com discurso anti-drogas.
Comentário por Vitor Malheiros — 24 de abril de 2009 @ 15:09
Se legalizarem as drogas, é lógico que o consumo e o número de consumidores irá aumentar e muito, bem como os os gastos públicos para tratar da saúde de uma multidão imensamente maior de drogados!
Legalizando as drogas, o poder dos traficantes será muito maior, pois institucionalizando a fabricação e o refino das drogas, serão criadas companhias e produtores muito mais fortes e ricas do que as que dominam o mercado da bebida e do cigarro!
Não é legalizando crimes que estes serão combatidos, isto é pura lógica!
No caso da bebida e do cigarro, socialmente aceitos, deve-se impor cada vez mais restrições à sua aceitação social, campanhas educativas e limitações à propaganda livre destes produtos!
Comentário por Demetrius — 25 de abril de 2009 @ 3:12
Gente, Isso é fantástico! Já pensou grows-shops em toda a orla carioca…Que delícia!!!!
E se criassem também os gays-shops…Uai….me arrepiei só de pensar poder entrar em uma loja e consumir um bofe ali mesmo, malhadinho, molhadinho e uai….nem posso falar que me dá uma coisa, um quentinho que me deixa sem fôlego e sem palavras….
É fantástico! Vai poeta que é sua vez….
Comentário por Zequinha Cuamargo — 25 de abril de 2009 @ 19:12
“”Legalizando as drogas, o poder dos traficantes será muito maior, pois institucionalizando a fabricação e o refino das drogas, serão criadas companhias e produtores muito mais fortes e ricas do que as que dominam o mercado da bebida e do cigarro!”"
Demetrius sem logica nenhuma isso o que vc disse, 1º que drogas como cocaina e crack não são produzidas aqui no Brasil e 80% da maconha no Brasil é da Bolivia e do Paraguai.
Onde um traficante de morro que não sabe nem ler e escrever vão criar uma industria.
Comentário por Daniel — 26 de abril de 2009 @ 5:48
A Holanda é o último lugar da Terra em que o Homem ainda é livre. Perdoem-me os brasileiros proibicionistas que vendem maconha nas favelas e superlotam seus calabouços medievais chamados de “cadeias”, mas o que financia o tráfico e o terrorismo mundial é o proibicionismo contra o comércio e o consumo de qualquer tipo de droga. No Brasil, o “congresso” só avança contra os chamados “crimes comuns” (drogas, por exemplo), mas NÃO AVANÇA CONTRA OS CRIMES ECONÔMICOS (aqueles do colarinho branco). Para mim, é preciso antes de qualquer coisa moral para atacar políticas acertadas que fazem da civilização holandesa a única do mundo. O resto é barbárie. O Brasil proibiu a maconha e, por sua própria ignorância, trouxe o CRACK. Na Holanda a liberação da maconha fez explodir o consumo da erva e REDUZIR A NÍVEIS PRÓXIMOS DE ZERO o consumo da heroína. A isto os holandeses chamaram REDUÇÃO DE DANOS. Viva a Holanda, sempre.
Comentário por João Afonso De Orleans e Bragança — 26 de abril de 2009 @ 20:20
So quem nao vive na Europa, para nao saber que o papel gomado e sim para enrolar tabaco!
Na europa, todo europeu gosta de enrolar seu proprio cigarro, um pelo fator de que se fuma menos. Leva-se mais tempo para enrolar e dizem eles que o fumo fica mais gostoso, pois ficam ali acaraciando o tabaco. Outro motivo e pelo mesmo ser mais barato que o industrializado(Paga-se menos imposto!!!)
e por isto o papel gomado e tao popular.
E nao me venham com este papo que todo mundo fuma maconha na holanda que e outra lenda Urbana!
A Holanda so autoriza uso da maconha, liberacao da prostituicao, casamento gay, etc. por um unico motivo: Sai mais barato nao controlar, e autorizar, do que reprimir. Simples matematica. Nao e porque eles gostam de ser liberais nao!
E outra, o nome da cidade e Utrecht!
Comentário por Papel Gomado — 27 de abril de 2009 @ 5:45
Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que pais é esse? (3x)
No Amazonas, no Araguaia, na Baixada fluminense
No Mato grosso, nas Gerais e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que pais é esse?(4x)
Terceiro Mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão.
Que pais é esse?(4x)
Brazucas, perdoem-me, MAS CAIAM NA REAL.
Comentário por João — 27 de abril de 2009 @ 16:59
nunca usei papel gomado pra cigarro de tabaco hahah
Comentário por Yuri Schlindwein — 27 de abril de 2009 @ 22:53
O que eu acho pior nos discursos proibicionistas é baterem sempre as mesmas teclas: vai aumentar o consumo, vai aumentar os danos com a saúde, as pessoas irão se entregar para drogas mais pesadas pois é porta de entrada, faz mal, é um incentivo para os maus costumes, etc, etc…
O Homem é um ser vivo que tem a Liberdade de Pensar. O seu Pensar Gera suas Ações. E ninguém gosta de ser impedido de fazer algo que Queira…
Se a pessoa for convencida que determinada ação
gera consequências não desejáveis, ela mesma será encorajada a não fazê-la… Com Educação e Consciência os erros e os arrependimentos sempre serão menores!
Sou a favor da Legalização das Drogas, do Aborto, da Eutanásia…
É muita Ilusão acreditar que a proibição acarretará em erradicação… Ainda não caiu a ficha que enquanto existir o Homem, essas atividades ocorrerão. Por que não tirar as pessoas consumidoras (que em geral não fazem mal à Sociedade) da ilegalidade?
Leiam o livro: “O que é a Legalização das Drogas” de Rogério Rocco da Editora Brasiliense e vejam que a guerra contra as drogas é uma batalha sangrenta e sem fim. Uma guerra, como muitas, absolutamente desnecessária…
Comentário por Lucas — 30 de abril de 2009 @ 3:24
Nao podemos liberar a maconha no Brasil, somos incapases de gerenciar este processo economicamente, por sermos coruptos e semi analfabetos, mas todo o cidadao deveria ter o direito de de plantar em casa o seu skankzinho sem agrotoxicos com sementes ”comercializadas” pelo governo!
Na Holanda da certo, sim, aonde bilhoes de US$ sao trazidos com o turismo e impostos, a maioria da populacao holandesa e contra esta pratica, mas nunca irao abrir mao deste bilionario mercado e por serem capazes de controla-lo!
Vou todo ano a mais de 10 anos a Amstedam fumar meu haxixe Marroquino e Nepales…nunca vi nem escutei ofencas ou brigas mesmo jogando aquela sinuca com Hell Angels, educacao seria e respeito a liberdade eles ja aprenderam faz tempo…
Comentário por cristian — 30 de abril de 2009 @ 15:22
Bom dia Dr. É abominavel esse sistema politico/juridico do Iran com pena capital, e concordo plenamente que um governo que se diz democratico e limpo como diz o Lula aperte a mão suja de angue do presidente do Iran, o que me estranha e o Sr. não ter feito esse mesmo comentário quando o lula aperta a mão do Buch e Obama que estão tão sujas de sangue como a do goverante do Iran, que tem em seu pais pena igual a pratica pelo Iran.
Comentário por J. lima — 2 de maio de 2009 @ 7:22
Conversa mole a de que o Brasil e/ou qualquer outro “país” (o brasil é um país??? que país é este?) não estão “preparados” para a liberação das drogas e/ou do que quer que seja. Na verdade é o histórico discurso do inimigo, aqueles que verdadeiramente têm sangue nas mãos, ou seja, todos aqueles que por ignorância e barbárie ou por intenção deliberada PROIBEM O CONSUMO E A COMERCIALIZAÇÃO de qualquer tipo de droga. São estes “senhores” que empurraram a juventude americana para o “CRACK”. Os ignorantes e os incautos que nos perdoem, mas educação e liberdade são fundamentais. Prisão perpétua para todos os “defensores” do PROIBICIONISMO que já assassinou milhões de americanos no mundo, dentre os quais os brasileiros (sulamericanos). PROIBIR É CRIME.
Comentário por João — 4 de maio de 2009 @ 13:26
A MACONHA É NOSSA
Ib Teixeira
Vai de vento em popa no Brasil a campanha pela descriminação das drogas. Na TV, certa jovem, bela de corpo e pobre de espírito, chega a lamentar a falta de um baseadinho. Personalidades ilustres acreditam que a liberação fará o milagre de acabar com a extrema violência. Deputados no passado visceralmente estatizantes agora invocam a lógica do mercado para engrossar a corrente descriminalizante. O raciocínio é simples. A oferta da droga no livre mercado faria com que as quadrilhas de traficantes entrassem em saudável recesso.
É certo que a experiência não é uma enfermidade contagiosa. A campanha liberacionista das drogas, muito antes de chegar às nossas fronteiras, avançou Europa adentro e desembarcou nos Países Baixos. O grito ”é proibido proibir” dos estudantes franceses parece ter inspirado a chamada Lei do Ópio holandesa. Formalizada em 1976, o ”modelo” está completando 25 anos. Entre seus objetivos iniciais se incluíam: 1) a redução da criminalidade; 2) a prevenção da dependência química; e 3) a segurança da sociedade.
Um quarto de século após a adoção da legislação permissiva seus resultados podem ser analisados de forma cabal. Organismos internacionais já se debruçaram sobre esse virtual laboratório para as políticas públicas relacionadas com as drogas. A primeira resposta pode ser encontrada num simples anuário das Nações Unidas. Ao contrário do que inicialmente foi almejado, uma das conseqüências mais terríveis da liberalização da maconha na Holanda foi o crescimento exponencial da criminalidade.
De fato, o país se encontra atualmente em primeiríssimo lugar entre as nações mais desenvolvidas quando se considera o número de homicídios dolosos. Nesse sentido, as últimas cifras oferecidas pelo Relatório do Desenvolvimento Humano mostram que a taxa holandesa subiu além dos 15 assassinatos por 100 mil habitantes. Vamos repetir: 15 por 100 mil! Tão espantoso indicador contrasta dramaticamente com 1 homicídio no Japão; 1,6 na Espanha; 1,9 no Canadá; 2,1 na Noruega; 3,1 na Bélgica; 3,6 na Austrália; 4,7 na França; 4,9 na Dinamarca; e, 4,9 na Itália.
O altíssimo nível da brutalidade mais extrema a que chegou a Holanda após a descriminação da maconha também pode ser avaliado pelo fato do país estar superando até mesmo a taxa de homicídios de países considerados muito violentos, como os Estados Unidos, com seus 10 assassinatos por 100 mil habitantes. Aliás, em matéria matança humana, os holandeses estão imensamente mais distantes de seus vizinhos belgas e bem mais próximos do remoto Brasil.
Apesar de tal realidade, não falta quem imagine um suposto êxito da legislação holandesa. Mas, para decepção dos adeptos do laissez-faire, outro informe das Nações Unidas exibe alguns resultados desses 25 anos de vigência da Lei do Ópio. Para o documento da ONU, a experiência realizada nos Países Baixos fracassou. Segundo o informe, nenhum dos objetivos pretendidos foi alcançado. E o que é ainda mais deplorável: a Holanda herdou de sua lenidade uma seqüência de problemas de difícil solução. Como, por exemplo, o fato de que atualmente cerca de 15% da população de 12 ou mais anos estejam escravizados ao vício. Não apenas da droga permitida, a maconha, mas de outros entorpecentes ainda mais pesados. Qual o significado desse percentual? Nada menos do que 600 mil holandeses viciados, principalmente jovens. O que representaria para o Brasil semelhante percentual? Uns 24 milhões de vítimas das substâncias entorpecentes.
A ONU, ao examinar a experiência da Holanda, também revelou que cresceram a violência e o número de distúrbios, principalmente nas proximidades dos coffee-shops que distribuem a droga. A Lei do Ópio também permitiu que a Holanda atraísse a seu território toda sorte de indivíduos desclassificados. Terroristas, traficantes, e principalmente o chamado narcoturismo dominam as cidades. Constantemente, do estrangeiro, chegam legiões de viciados para desfrutar da liberalidade holandesa.
A pesquisa mostra que a Holanda se transformou igualmente em campo estrategicamente importante para o tráfico internacional. Drogas leves e pesadas entram e saem de Roterdã, do Aeroporto de Schipol e do Centro da cidade. Isso é claramente visível para quem chega de trem à ilha artificial que abriga a Estação Central, onde transitam viciados implorando por dinheiro ou traficantes oferecendo cocaína.
Para enfrentar essa difícil conjuntura, os holandeses estão gastando verbas apreciáveis, tanto com a oferta da droga metadona para estimular o abandono do vício como no tratamento dos casos mais graves de viciados, muitos deles estrangeiros. E o que é pior, sem resultados, pois muitos voltam a se drogar.
Ante a pressão da opinião pública e da Comunidade Européia a legislação permissiva foi alterada para se reduzir drasticamente a quantidade de drogas vendidas livremente nos coffee-shops e bares. As 30 gramas de maconha anteriormente permitidas, foram reduzidas a cinco. Mas o mercado livre da droga tem uma dinâmica própria, como diz um informe da ONU: ”Os coffee-shops não têm sido suficientemente controlados. Não cumprem a lei. Vendem drogas duras ou uma quantidade demasiada de drogas leves. E ainda exportam drogas aos países vizinhos.”
Realmente, os que criaram a lei permissiva imaginando o paraíso de um país liberto das drogas vivem agora o inferno da violência. Aos brasileiros de boa vontade, que ainda sonham com a legalização, restaria a advertência: lembrai-vos da Holanda!
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Ib Teixeira é pesquisador de problemas sociais e trabalhou durante 10 anos nas Nações Unidas.
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Jornal do Brasil, 25 de novembro de 2001
Comentário por Pepe Legal — 12 de maio de 2009 @ 8:40
Sobre seu corpo,total arbítrio!!
Legalize Já!!!!!!!!!!
Comentário por Terra Nova — 15 de maio de 2009 @ 22:14
reacionários nunca desistem, né…
Comentário por Maria Octavia — 2 de junho de 2009 @ 11:56
mais quanta bobagem , Quem financia o trafico e o povo que sobe no morro para comprar maconha concordo.
Mas quem fabrica arma e o próprio governo, que e vendida pela policia para os traficantes
Assim todos ganham dinheiro e o Brasil se afunda na merda.
Se vocês querem viver nisso bom proveito.
LEGALIZE JÁ “NÃO COMPRE PLANTE”
Comentário por nABUCO — 4 de agosto de 2009 @ 16:59
No Brasil, 200 mil mortes anuais são causadas pelo tabagismo.
Quem mata mais o tabaco ou a cannabis (maconha) ?????
Nem vou comentar sobre as mortes causadas pelo álcool seria uma desvantagem!
Eu acho que estão culpando a erva errada
Agora eu quero ver alguém me mostrar 1 morte causada pelo uso de maconha!
Até hoje não tem relatos de alguém que morreu só por fumar maconha
Comentário por nABUCO — 4 de agosto de 2009 @ 17:20
Lá vem a religião para ferrar com a humanidade novamente. Ser prostituta é um direito, se drogar é um direito. Só não está de acordo quem possui seus valores cristãos que não se sabe nem se é tudo verdade.
”Religião é o ópio do povo”
Comentário por Bruno B. — 7 de outubro de 2009 @ 12:29
Que seja legalizada a maconha, assim como o cigarro, cachaça, drogarias e outras organizações.
Democracia com obrigação de votar é o cúmulo, não legalizar a maconha não me surpreende, mas quando assim for Amsterdan perde o status(^_^)
Comentário por Valmir Brito — 10 de outubro de 2009 @ 15:46
só lembrar que quem usa drogas financia o tráfico…
e nem sempre gostaria disso, ele financia o tráfico por não ter liberdade…
se EU pudesse ter 10 pés em casa teria facilmente…
porém eu posso perder minha casa caso descoberto…
não compensa no brasil o auto plantio, então hoje o usuário prefere subir um morro e correr o risco de uma ‘dura’ que não sai mas caro que 10 pratas dependendo de como voce está vestido…
o usuário financia o tráfico pois não pode financiar o estado..
só na inglaterra estima-se 76 bi de libras indo para mãos de criminosos que podiam estar indo para saúde pública, educação..e no nosso caso mais importante, segurança pública…
tenho o direito de fumar…
estaremos mais um ano na marcha para lutar
lutem por seus direitos
Comentário por Fabio Gopfert — 6 de janeiro de 2010 @ 13:29