Terra Magazine

30 de maio de 2009

Obama entra na “infoguerra” e escolhe ciber-czar

Tags:, , , - walterfm1 às 15:25

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pós 11 de setembro,  apostou no cyberterror

Laden: pós 11 de setembro, apostou no cyberterror

Na quinta feira, o tema principal deste Blog Sem Fronteiras de Terra Magazine foi sobre ciberterrorismo. E ficou o alerta sobre o crescimento em progressão geométrica daquilo que simbolicamente denominei de “Al Qaeda.com”: confira vídeo.

Como já esperado por especialistas que acompanham o fenômeno do terrorismo, nesta sexta-feira, o presidente Barack Obama decretou a “infoguerra” e a justificou. Por exemplo, lembrou de ataques ocorridos e dos riscos à segurança dos sistemas de segurança civil.

O uso da web por organizações terroristas não é novidade. O problema, e isto integra relatórios na posse do presidente Obama, é a difusão de sites a transmitir mensagens, a gerar na multiplicação de adeptos do alqedismo, de fanáticos religiosos e de anarcohackers.

Não se trata de novidade, friso.

Nos anos 90, a Al Qaeda inaugurou o seu primeiro site. Ele foi chamado de “Al Neda”. Estava registrado no Texas e em Singapura, como se descobriu depois do trágico 11 de setembro de 2001.

Antes da supracitada tragédia de 11 de setembro, — e isto consta de documentos arquivados no Pentágono–, os 007 ocidentais passaram à CIA (agência de espionagem dos EUA) uma carta, apreendida no Afeganistão, que fora enviada por Osama Bin Laden ao seu sogro e chefe dos talebans, o mulá Omar.

Na carta, Bin Ladin já falava que a “batalha” principal iria se desenvolver no campo da propaganda.

Com exclusividade para Terra Magazine, segue um parágrafo da referida carta: “Nós devemos transmitir a nossa mensagem às massas das nações e destruir a barreira midiática imposta ao movimento da Jihad”.

Para ter idéia, os 007 dos serviços de inteligência do Ocidente e os agentes da CIA estimam em 7 mil o número de sites de perfil filo-alqaedistas.

PANO RÁPIDO. O ciber-czar a ser escolhido pelo presidente Obama vai ter a dificílima tarefa de combater sofisticadas redes que transmitem mensagens, ordens, vírus e segredos.

A filosofia da “Al Qaeda.com”, –como já destaquei no post de quinta-feira deste blog–, pode ser resumida na frase “Faça você Mesmo”. Com isso, a cúpula da Al Qaeda difunde a idéia, que já vingou em ataques ao metrô de Londres, de que atos violentos podem ser realizados sem necessidade de autorização da cúpula alqaedista.

Em vídeo, Bin Laden e Ayman al Zawahiri já falaram que os “jihadistas” devem buscar as suas próprias armas para atacar o Ocidente. Todos devem lutar e não ficar a esperar apenas ações dos grupos regulares da organização.

Em muitos sites interceptados pelos ciber-007, descobriu-se jihadistas sendo adestrados por internet. E se ensinava como fazer bombas com celulares programados para a função de detonar explosivos. O “Faça você Mesmo” será o grande desafio para o futuro ciber-czar do presidente Obama.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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29 de maio de 2009

Czar Antidrogas de Obama: Droga é questão de saúde pública e não de Tribunais.

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Gil Kerlikowske, na semana passada, teve o nome confirmado pelo parlamento para assumir, por indicação do presidente Barack Obama, o cargo de responsável pelas políticas de drogas dos EUA.

Conforme informamos nesse blog, o czar da Casa Branca, que já foi chefe de polícia de Seatle , manifestou-se, no seu primeiro pronunciamento, contra a política de Guerra às Drogas, que acaba sendo, na visão da população, algo de repressão contra as pessoas.

Hoje, Gil Kerlikowske endossou a tese sustentada por progressistas especialistas europeus. No aeroporto de Seatle, e enquanto aguardava um vôo para Washington, o czar afirmou que o “problema das drogas é de saúde pública e não do Judiciário”, numa alusão clara ao consumo.

Mais ainda, o czar disse que a polícia conhece bem os juízes e os procuradores, mas não trabalha próximo às comunidades e aos centros envolvidos na recuperação do usuário. Em outras palavras, não conhece e não sabe lidar com o usuário.
 
Para rematar, o czar afirmou, com base em dados extraídos de várias pesquisas, que nos EUA morrem mais pessoas por consumo irregular de medicamentos e  de drogas proibidas do que em razão de disparos por armas de fogo.

PANO RÁPIDO. Em dois pronunciamentos, o czar da Casa Branca mostrou intenção de propor ao presidente Obama uma radical mudança no trato com o fenômeno das drogas. Até agora, Obama se mantém em silêncio.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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28 de maio de 2009

Al Qaeda hoje é “.com” e tem rede no Brasil; assista

walterfm1 às 14:37

1. O tradicional bate-papo da redação teve uma novidade. Com a garganta inflamada e febre alta, Bob Fernandes, capo dei capi de Terra Magazine, não compareceu e foi substituído pela dupla Thais Bilenky e Marcela Rocha. Posso dizer, talvez com risco de rescisão contratual, que estive em companhia mais agradável nesta quinta-feira.

2. Al Qaeda.com
Faz tempo que a Al Qaeda deixou as ações espetaculares, como os ataques às Torres Gêmeas e ao Pentágono. Perseguida e bombardeada em cavernas, os membros da cúpula de governo alqaedista se separaram e partiram para o cyberterrorismo.

As mensagens de Osama Bin Laden e Al Zawarire percorrem as redes e chegam à Al Jazeera e a todos os recantos do planeta. Resumindo, existe uma miríade de internautas filo-alqaedistas que recebem informações de sítios difusores da jihad alquaedista wahabita.

A filosofia da “Al Qaeda.com” é o do “Faça você mesmo”. Quer dizer que qualquer islâmico adepto da doutrina alqaedista pode agir, independente de autorização da cúpula.

Hoje, as redes adestram os que ficam na frente de distantes computadores. Mais. Recrutam homens-bomba. Muitos desses “kamikazes” explodiram no Iraque.

O episódio referente à presença de um alqaedista no Brasil, –conforme revelado por Janio de Freitas na Folha de São Paulo–, deve ser analisado à luz do ciberterrorismo. A propósito, foi a seção de ciberterrorismo do FBI que suspeitou da atuação no Brasil de membro da Al Qaeda, apelidado de “K”.

3. Projeto Bomba
Os governos da Bolívia e da Venezuela devem uma resposta. Para os 007 de Israel, urânio está sendo enviado a fim de ser enriquecido no Irã e depois destinado para o chamado “Projeto Bomba”.

Os 007 de Israel falam, também, de uma rede de coleta de fundos para o grupo Hezbollah e um nó-de-rede estaria em Curitiba.

O Hezbollah teria um departamento sul-americano, dirigido por Hussein Karaki, para gerir rede de arrecadação de doações.

Em Curaçao (Antilhas Holandesas), os 007 informaram sobre a prisão, pela polícia da Ilha, de narcotraficantes. Dentre os presos, estariam membros do Hezbollah.

4. Por que o casamento gay foi barrado?
Por 6 a 1, a Suprema Corte de Justiça da Califórnia entendeu constitucional a emenda aprovada em referendo de novembro passado. A emenda proíbe o casamento gay.

Confira o vídeo e a solução de como um casal gay pode continuar a se casar nos EUA.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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27 de maio de 2009

Interrogados os dez Prefeitos presos por ligações com o Narcotráfico.

.narco-general Gutierrez Rebolo

O presidente Felipe Calderon continua a guerra contra os potentes cartéis mexicanos.

Como não acredita na polícia, –que estaria no “bolso” dos narcotraficantes–, resolveu desarmá-la e empregar na repressão o Exército Mexicano.

Em operação sigilosa, o Exército, ontem, prendeu dez prefeitos de cidades do estado de Michoacan. Também foi aprisionado o secretário de segurança pública estadual Mario Bautista.

O governador de Michoacan, Leonel Godoy, disse nada saber a respeito de ligações  do secretário e dos dez prefeitos. Também afirmou que não tinha anterior conhecimento da operação do exército.

Os prefeitos encontram-se presos numa base militar. Na manhã de  hoje começaram os interrogatórios. Eles estão sendo acompanhados pelo procurador geral Eduardo Medina, que, em entrevista, admitiu que os cartéis de narcotraficantes “conseguiram penetrar nas raízes do estado”.

Na capital, advogados se movimentam para conseguir na Justiça a imediata soltura dos prefeitos. Eles contestam a legalidade e a veracidade do relatório de inteligência que fundamentou às prisões.

Não foi divulgado o nome do responsável pelo trabalho de inteligência. Pelo levantado por este blog Sem Fronteiras, não se trata de Protógenes Queiroz. Mais, eventuais pedidos de liminares de soltura não serão apreciados por Gilmar Mendes.

No México, não é novidade o envolvimentos de altas autoridades com narcotráfico. Isto foi bem mostrado no filme Traffic, um campeão de bilheterias.

PANO RÁPIDO. Em 1999, no escritório das Nações Unidas em Viena, participei de uma reunião sobre narcotráfico.

Dentre os participantes, estava o general Gutierez Rebolo (foto acima), então czar antidrogas mexicano. Participava, também, o responsável pela guarda e a conservação dos bens imóveis apreendidos de narcotraficantes colombianos, cujo nome não mais lembro.

Meses depois, o general Rebolo foi preso por ligações com o megacartel de Tijuana: ele é mostrado no filme Traffic e a produção conseguiu um sósia para fazar o papel. Rebolo é o general careca, um dos protagonistas do filme. No filme, a produção resolvê-lo matá-lo, para evitar problemas pois ainda não estava definitivamente condenado e poderia ingressar com ação indenizatórioa.

Na vida real, Rebolo está preso. Ele confessou a ligação com os cartéis de narcotraficantes. Até deu uma desculpa por ter se corrompido: tinha muitas amantes para sustentar.

O supracitado colombiano foi destituído do cargo de responsável pelos bens apreendidos com narcotraficantes. Ele havia colocado os seus familiares para morar nos magníficos apartamentos apreendidos.

Wálter Fanganiello Maierovitch

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26 de maio de 2009

Cocaína: Agora, Red-Bull Cola entra na mira das autoridades sanitárias da Áustria.

Pelo jeito, as autoridades sanitárias austríacas ficaram preocupadas com o encontro, na Alemanha, de 0,4 gramas de  cocaína por litro do energético Red-Bull.

Ontem, em diferentes cidades, foram realizadas preventivas apreensões de latinhas de Red-Bull-Cola.

Segundo a Agência Austríaca para a Saúde e a Segurança da Nutrição, o resultado da perícia químico-toxicológica será divulgado até o final da semana.

No Brasil, apesar da ampla divulgação sobre o constatado na Alemanha, nenhuma providência foi tomada com relação ao produto que é aqui comercializado.

O instituto alemão que realizou a análise no produto comercializado como  Red-Bull-Cola, emitiu, no final da tarde de ontem, uma nota de esclarecimento. Ou seja, para a cocaína fazer efeito, haveria necessidade de o consumidor beber 100.000 litros de uma vez.

Parêntese: sobre dosagens elevadas, é bem lembrar que a dose mortal da maconha é de 4 kg (fonte: Tod Mikurya, Marijuana in Medice: Past, Present and Future, California Medicine, 110- 1969, pp.34/40). Para matar, há necessidade, portanto, de consumo continuado de 4 kg de erva canábica. Tal quantidade é igual a 40 mil vezes a dose normal de consumo por um usuário de maconha

Para os austríacos, o importante é constatar a presença de elemento escondido do consumidor, isto é, não especificado na “latinha”.

O professor alemão Fritz Soergel, um especialista de nomeada, considerou excessiva a proibição da bebida Red-Bull Cola em várias cidades da Alemanha. Ele alertou que “vivemos num mar de drogas e substâncias dopantes”.

Para Soergel, depois de um teste rápido, ocorreram oscilações na quantidade de cocaína encontrada e nos efeitos, no metabolismo, do “benzoylecgonia”. Mais, ele constatou variações nas taxas de cafeína: “ Se fosse feito o mesmo tipo de análise em outras bebidas e alimentos, muitas descobertas ocorreriam”, ressaltou Soergel.

PANO RÁPIDO. A empresa que fabrica o Red-Bull ainda não avaliou o impacto no que toca à queda de consumo em face do sucedido na Alemanha. O  blog Sem Fronteiras de Terra Magazine oferece um “par de asas” para quem adivinhar o porcentual de um eventual aumento de consumo de Red-Bull no Brasil.   

–Wálter Fanganiello Maierovitch

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Pano Rápido do Decano deste Blog Sem Fronteiras, diretamente da Cidade Maravilhosa.

Bom mesmo é água de nascente e Orgânicos da Mantiqueira.

Esse é o meu vício.

PAULO CARVALHO.

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25 de maio de 2009

Premier italiano Berlusconi acusado de conquistar a noiva de um jovem de 21 anos. Pedida CPI.

walterfm1 às 16:09

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Noemi,foto do premier no quarto.

Noemi,foto do premier no quarto.

Federico Fellini, –considerado o mais importante cineasta da Itália–, deve estar querendo sair do sepultura. Só para produzir para o cinema a última das histórias do galanteador primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, o mais novo Giacomo Casanova, aventureiro veneziano do século XVIII.

No final de semana, o respeitado jornal La Repubblica publicou uma entrevista com o ex-noivo da napolitana Noemi Letizia, causadora do pedido de divórcio formulado por Verônica Laro, segunda esposa de Berlusconi.

A jovem Noemi chama Berlusconi de “papi”. Ela passou férias de verão na sua cinematográfica mansão na Sardenha. Esteve, acompanhada da mãe, na última e concorrida festa de Natal promovida em Milão pelo premier, sem que a esposa do anfitrião soubesse de quem se tratava. Mais, esteve  o premier na festa comemorativa dos seus 18 anos de idade, no dia 26 de abril passado.

O referido ex-noivo, Gino Flaminio, de 22 anos, foi ouvido pelos jornalistas Giuseppe D´Avanzo e Conchita Sannin do La Repubblica. Ele conta como começou a relação Noemi e Berlusconi e que só percebeu ser amorosa quando, em janeiro, recebeu um “arrivederci”.

Parêntese: Noemi era menor de 18 anos quando Berlusconi começou aquilo que muitas definem como assedio (outubro de 2008). A propósito, o premier nega peremptoriamente qualquer tipo de relação e afirma tratar-se de amizade familiar. Mas, a cada dia, Berlusconi complica-se com versões posteriormente desmentidas na imprensa.

 Pelo período referente à menoridade de Noemi  e pelas justificativas consideradas mentirosas ao povo italiano, já existe pedido de abertura de investigação parlamentar (“Comissione di Inchiesta Parlamentare”, igual à nossa CPI) formulada  por Emma Bonino, de oposição.

Segundo Gino, a noiva enviou um “book” com fotos para uma agência de modelos de Roma. A agência encaminhou as fotos para Emilio Fede, diretor do canal televisivo Tg4 e apresentador de programa onde emprega como figurantes jovens bailarinas, como fazia Chacrinha. O apresentador lança novos talentos.

Emilio, com o álbum enviado por Noemi debaixo do braço, foi almoçar (ou jantar) a convite de Berlusconi. E acabou por esquecer o “book” com as fotos de Noemi no gabinete do premier.

Gino contou que, para surpresa, o próprio Berlusconi telefonou para Noemi. Então, falou do seu “rosto angelical” e aconselhou-a a estudar e se “manter pura”. Os telefonemas se repetiram e Gino, pelas conversas que escutava quando dividia o aparelho telefônico com a noiva, considerou-as respeitosas e a revelar interesse igual a de um pai extremoso.

O escândalo Noemi estourou quando a segunda esposa de Berlusconi, a ex-atriz Verônica Lario, anunciou que havia sido desrespeitada pelo marido e estava ajuizando um pedido de divórcio litigioso. A gota-d´água foi o comparecimento de Berlusconi à festa de aniversário de Noemia, num buffet em Napoli.

Como Berlusconi é um dos homens mais ricos da Europa, o problema maior do divórcio deverá ser o relativo ao patrimônio e à pensão. Os dois filhos do casal não se manifestam sobre o sucedido.

Para se defender, Berlusconi disse ser velho amigo do pai de Noemi, importante dirigente regional do seu partido político e ex-motorista do falecido premier Bettino Craxi (condenado no processo criminal referente à operação Mãos Limpas, Craxi fugiu para a Tunísia, onde faleceu). Em entrevistas apresentada em programa da RAI (televisão estatal concorrente com as de Berlusconi), políticos napolitanos disseram não conhecer o pai de Noemi, que nunca participou da cúpula diretiva regional do partido político de Berlusconi.

Até o momento, a imprensa italiana anotou dez contradições de Berlusconi, que, no programa Porta a Porta, pediu para comparecer e explicar ao povo italiano que era apenas um velho amigo de família. Explicou Berlusconi que estava em Napoli para encontros políticos. Ligou para o seu correligionário Letizia a fim de se inteirar de fatos políticos regionais e partidários. Então, soube da festa de aniversário de Noemi e, convidado pelos pais da moça, passou para um brinde e fotos foram tiradas.

PANO RÁPIDO. O jornal Corriere della Sera de hoje publica uma entrevista com Emilio Fede, da Tg4 e que frisou não ser plausível o relato de Gino sobre o “book fotográfico”.

 Berlusconi já fez outras cafajestadas com a esposa Veronica Lario. Numa delas, conseguiu o perdão, em Marrocos, ao se apresentar entre dançarinos de uma casa de espetáculos. De repente, tirou o capuz e entregou à surpreendida Verônica um colar de esmeraldas.

A escolha e posse da ministra de Mara Carfagna, modelo que posou nua para várias revistas e para calendário que no Brasil enfeitaria borracharias de beira de estrada, enfureceu Veronica. Tudo piorou com Berlusconi, ausente a esposa e presentes colunistas sociais, promovendo “cantadas” em festas com artistas e modelos. A gota d´água leva o nome de  Noemi Letizia, que, em entrevistas, disse ser muita amiga do “papi”, com o qual canta canções, cmenta as lições do colégio e  recebe bons conselhos.

Para a minha caneta-falante, Concetta RompeCoglione, o premier Berlusconi, de 73 anos e apelidado Cavaliere, é, no sentido literal do termo, um pedófilo, ou seja, amigo de criança. 

Wálter Fanganiello Maierovitch

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Pano Rápido do Decano deste Blog, diretamente da Cidade Maravilhosa.

Boa tarde.

Diz-se que flertar é um esporte nacional na Itália.

Mas bom senso faz parte do jogo.
Ser brega quando se é autêntico, é legal.
Berlusconi faz o tipo brega ridículo endinheirado.
De onde sai essa gente?????

-PAULO CARVALHO-

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24 de maio de 2009

A esperança de Cesare Battisti está na doutrina Tarso Genro.

walterfm1 às 14:00

A revista Carta Capital que está nas bancas, – numa edição comemorativa dos seus 15 anos de vida–, derrubou mais um factóide plantado em favor de Battisti.

A ONU, pelo seu Alto Comissariado para Refugiados sediado em Genebra, não se pronunciou sobre o caso Battisti, ao contrário do noticiado na mídia. Portanto, não revelou a ONU a alegada preocupação no caso de ser deferida a extradição de Battisti.

Neste blog Sem Fronteiras, de Terra Magazine, recebemos várias mensagens a destacar o acerto da decisão do ministro Tarso Genro, “reconhecido até pela ONU”. A verdade apareceu e, frise-se, a ONU jamais se manifestou sobre o caso Battisti. Assim, precipitadas as mensagens que nos foi encaminhada, todas fundadas em notícia publicada no jornal “O Estado de S. Paulo”.

A única esperança de Battisti está no acolhimento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da “doutrina Tarso Genro”. No entanto, esta é insustentável. 

Com efeito. Durante a ditadura, praticou-se no Brasil o “terrorismo de Estado”. O poder central e dominante da sociedade fazia emprego sistemático e político da violência. Nos estertores do regime, cuidou-se de deixar uma “lei de anistia”, cuja legitimidade não resiste a uma isenta análise técnico-jurídica. Da expressão régime de la terreur, da época de Robespierre (1793-1794), chegou-se, diante dos horrores do fascismo e do nazismo, ao termo “terrorismo de Estado”.

Outra espécie de terrorismo é aquela direcionada a atacar o Estado Democrático de Direito. Ela se dá quando indivíduos ou organizações clandestinas secretas promovem imprevisíveis atentados com escopo político. Alexander Schmidt, um dos maiores estudiosos do fenômeno, frisa que esse tipo de terrorismo visa gerar um sentimento de medo na população. E acrescenta: “O alvo direto da violência não é o alvo principal. As vítimas imediatas da violência são geralmente escolhidas ao acaso (alvos de oportunidade) ou de modo seletivo (alvos representativos ou simbólicos) entre os cidadãos, e têm a função de comunicar mensagens específicas”.

Não é difícil perceber que, na ditadura militar brasileira, houve “terrorismo de Estado” e legítima reação de grupos de resistência. Nos chamados anos de chumbo na democracia da Itália, verificou-se um terrorismo de matrizes diversas: fascista (terrorismo nero), esquerdista radical (terrorismo rosso) ou anarquista. Na Itália, o terrorismo matou 378 pessoas.

As organizações eversivas procuraram, pelas armas e não pela força do voto, derrubar o sistema democrático italiano, em que o Partido Comunista Italiano (PCI), o segundo maior, crescia de modo a preocupar os fascistas, apoiados pela CIA, e os pró-soviéticos, que não aceitavam os fundamentos do eurocomunismo.

O aumento de atentados terroristas em solo italiano e o golpe militar chileno de 1973, impulsionado pela CIA, levaram o secretário-geral do PCI, o saudoso Enrico Berlinguer, a relançar uma proposta de aliança entre massas comunistas e católicos, para “prevenir tentações autoritárias”. Assim, celebrou-se o chamado Compromisso Histórico.

O ministro Tarso Genro, que se tornou o principal defensor do assassino Cesare Battisti, é incapaz de perceber as diferenças entre Brasil e Itália. Ao igualar situações diversas, erra. Pior, abre caminho para garantir a impunidade, quer a assassinos comuns (terroristas), quer aos que estiveram a serviço da ditadura brasileira, no período 1964-1985.

Nesta semana, perante a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Genro produziu a seguinte pérola: “Battisti não será bode expiatório na Itália”. Mutatis mutandis, seria como se um ministro da Justiça italiano dissesse: o coronel Brilhante Ustra, chefe dos torturadores do DOI-Codi, é nosso refugiado político e não será bode expiatório no Brasil”. Mais: a nossa decisão é soberana.

Apenas para lembrar, Battisti está condenado definitivamente por quatro assassinatos. Para usar da definição de Schmidt, supracitada, fez de alvos diretos da violência (o alvo mediato, principal, era o Estado Democrático italiano) um açougueiro de periferia, um joalheiro de subúrbio, um policial e um carcereiro de presídio regional, onde cumpria pena por roubo, antes de se engajar na organização Proletários Armados para o Comunismo.

Para Genro, Battisti é inocente. Pior, sustentou que correrá risco de perder a vida, caso seja entregue à Itália. Em sessão da mencionada Comissão da Câmara, falou em insuficiência das provas e que nenhum juiz, hoje, condenaria Battisti. Ou seja, Genro tornou-se o juiz dos juízes, ou melhor, o julgador dos acertos da Justiça italiana. E ele julga, também, a Corte de Direitos Humanos da União Europeia, que não considerou os processos condenatórios arbitrários ou nulos. Ainda, a Justiça da França, que concedeu a extradição de Battisti, virou bode expiatório na visão de Genro.

Tarso Genro destacou na Comissão que os crimes atribuídos a Battisti são políticos. O coronel Brilhante Ustra e os assassinos de Rubens Paiva devem achar o mesmo. Aplicada a “doutrina Genro”, poder-se-ia dizer que cometeria crime político o matador do próprio Genro, em território brasileiro e por ideologia diversa. Para Schmidt, isso seria crime comum (terrorismo). Pelo direito internacional e convenções, delitos de sangue consumados em Estados democráticos nunca são crimes políticos, mas crimes comuns (terrorismo).

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, humanista, comunista histórico e subscritor do Compromisso Histórico, não aceitou a sugestão de Genro para a Itália adotar uma lei de anistia: ele é contrário. Napolitano, no sábado 9, dia nacional de memória às vítimas do terrorismo, recebeu os familiares dos assassinados. Sobre o caso Battisti, e certamente a pensar em Genro e Lula, que ao abraçá-lo emocionado já o chamou de “companheiro Napolitano”, disse ser “injustificável a indulgência brasileira” com Battisti.

Wálter Fanganiello Maierovitch

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23 de maio de 2009

Mafioso vai pedir asilo político a Tarso Genro.

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ministro Tarso Genro

ministro Tarso Genro

Aos jornais de Palermo e logo depois de arrestado em São Paulo, o mafioso Leonardo Badalamenti disse que é um “preso político e vítima de um clamoroso erro judiciário”, na Itália. Assim, não pode ser extraditado pois será perseguido.

Leonardo sustenta que nunca pertenceu à Cosa Nostra e foi perseguido por ser filho de Gaetano Badalamenti, um famoso capo-mafia.

Como a Cosa Nostra declarou guerra ao Estado-italiano, matando em 23 de maio de 1992 o juiz Giovanni Falcone, iniciou-se perseguição até contra pessoas que, segundo entende Leonardo, não pertenciam à máfia

Com esses dois argumentos, Leonardo Badalamenti pretende seguir os passos de Cesare Battisti. E obter, como conseguiu o terrorista Battisti em decisão do ministro Tarso Genro, o “status de refugiado político”.

A destacar que nunca matou ninguém ao contrário de Battisti (4 homicídios), Leonardo Badalamenti pretende ser solto e permanecer morando em São Paulo. Mais, com o “status” concedido por Tarso Genro poderá tentar impedir a extradição, como a mesma tese usada por Battisti e pelo ministro Tarso Genro. 

Leonardo Badalamenti mora em São Paulo há mais de dez anos, onde é conhecido por Carlos Massetti. Sua prisão ocorreu ontem em São Paulo, depois de uma investigação conduzida pelos carabineiros italianos (polícia militar) do ROS (grupo de operações especiais).

Conforme divulgado pelo ROS, ele participava de um grupo que colocava títulos falsos no mercado e a meta era embolsar U$1,0 bilhão.

Os falsos títulos registravam emissões pelo Banco da Venezuela, com sede nos EUA, e os gigantes Lehman Brothers, de Baltimore, e Hong Kong Shangai Bank.   

 Leonardo é filho do capo-mafia Gaetano Badalamenti, que morreu em presídio norte-americano enquanto cumpria uma condenação de 15 anos de prisão em regime de segurança máxima, por tráfico internacional de drogas proibidas.

O velho Gaetano Badalamenti, apelidado de “Tano Seduto”, era chefe do clã da Cosa Nostra na pequena cidade de Cinisi. Gaetano estava condenado na Itália por associação mafiosa e por ter mandado matar o jornalista Peppino Impastato: como estava preso nos EUA, participou por videoconferência da sessão de julgamento ocorrida no palácio da Justiça de Palermo.

 

jornalista Peppino Impastato.

foto: jornalista Peppino Impastato.

Peppino Impastato, na pequena cidade de Cinisi, morava exatos cem passos da casa de Gaetano Badalamenti.

Pela rádio, Impastato denunciava as ações da Cosa Nostra e o fato de o velho Badalamenti haver controlado as licitações para a construção do aeroporto de Palermo, que hoje leva o nome dos juízes Falcone e Borselino, ambos dinamitados pela Máfia.

A morte de Impastato é mostrada no premiado filme intitulado “Cento Passi”, ou seja Cem Passos: disponível em locadoras brasileiras.

Impastato morreu numa explosão, entre os trilhos de uma ferrovia. Badalamenti simulara a autoria de um frustrado atentado terrorista por parte de Impastato. E aproveitou-se do fato de Impastato ser um jornalista de esquerda e comentarista de uma clandestina rádio radical. Em resumo, simulou-se que Impastado iria explodir um trem e ao manejar a carga houve a explosão. Mais, IMpastato era filho de um mafioso, do clã de Badalamenti: reprovava o pai por seu ele mafioso.

Leonardo Badalamenti era ligado ao falecido e conhecidíssimo Tommaso Buscetta. Uma antiga matéria do jornalista Renato Lombardi, no jornal Estado de S.Paulo (1993), informou sobre a prisão, no Brasil, de Leonardo junto com Buscetta. Posteriormente, destacou Renato Lombardi (hoje na Tv.Cultura de São Paulo), Leonardo foi solto, pois a acusação era branda, de uso de documento falso.

PANO RÁPIDO. Badalamenti pertencia a um grupo de falsários comandado por Gaspare Ofria. Para a procuradoria antimáfia de Palermo,  esse grupo representa um ramo da máfia dedicada à prática, na Itália e no exterior, de crimes de estelionato, fraudes, falso documental e ideológico:18 suspeitos foram presos.

Tudo começou com a compra e posterior venda de um valioso convento da ordem dos cappuccinos em Passignano, às margens do lago Trasimeno.

O restaurado convento foi vendido por Ofria ao regente George Lucas, famoso pelo filme Guerra nas Estrelas. A compra de Ofria fora com títulos falsos e o regente George Lucas, que pagou em dinheiro, vai ficar no prejuízo.

E no prejuízo ficará a imagem do Brasil, caso o ministro Tarso Genro dê outra decisão canhestra, como a que está a favorecer o assassino Cesare Battisti.

–Wálter Fanganiello Maierovitch

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21 de maio de 2009

Na Europa, cidades proíbem cigarro nos parques; assista

 

Toda a quinta feira passo na redação de Terra Magazine.

É para gravar o bate-papo com o jornalista Bob Fernandes, responsável por Terra Magazine: confira o vídeo acima.

Aproveito, também, para agradecer o pessoal da redação que ajuda na intermediação dos comentários: quando não faço a intermediação, leio com atenção, -durante a madrugada e graças à minha velha insônia-, todos os comentários exibidos na página do “blog”.

Nossa gravação não deve passar de três minutos. Nos empenhamos, mas nunca dá. Aí, sobra para a Thais e o Aloísio. São eles que recebem a tarefa de editar.

Do meu lado, troco olhar como a minha inseparável caneta-falante, a Concetta Rompe-coglione e ela sempre lembra do Goethe e da sua tentativa de estancar o tempo: “Clamo ao tempo fugaz, fique, não te vás”.

Outra coisa que não conseguimos é percorrer todos os assuntos da pauta. Bom, vou postar algumas coisas que faltaram.

(1) Proibido Fumar nos Parques Europeus.

H.Bogard, em Casablanca

H.Bogard, em Casablanca

Ensina a sabedoria popular que os parques são os pulmões verdes das cidades. Frequentados por crianças, esportistas e os da terceira idade que gostam de longas caminhadas, a fumaça não é, efetivamente, saudável.

Os europeus levaram a sério essa questão. E verdes, ambientalistas e antitabagistas, foram à luta. As proibições surgiram em diversos parques. Na Itália, por exemplo, existe a proibição nos parques de Verona, Napoli, Bolzano. E está prestes a ser estabelecida para Milão.

Na Inglaterra, há proibição absoluta de fumar em todos os locais públicos: abertos e fechados. Cerca de 25% dos ingleses fumam e são atingidos pela vedação legal. Com uma população composta por 19% de fumantes, o Canadá acompanha o modelo inglês de total proibição.

Um pouco diferente é a Espanha: 28% dos espanhóis fumam. Não se pode fumar em locais públicos, com exceção de bares e restaurantes. Os incomodados devem procurar estabelecimento que não aceite tabagista. Na Suíça, a proibição vale, também, para discotecas, bares, danceterias e restaurantes.

Pelos últimos levantamentos, as proibições ao fumo nos parques públicos crescem em progressão geométrica.

Na Holanda e fora do período reservado para o sol das crianças, pode um casal manter relações sexuais no parque, com a cautela de procurar lugar adequado. Por enquanto, não há proibição ao fumo e para quem gosta de uma tragada depois da atividade sexual, “nihil obstat”.

(2) Reeleição de Lula e o Supremo Tribunal Federal.

Marco Aurélo de Mello

Marco Aurélo de Mello

 

Para o ministro Marco Aurélio de Mello, conforme entrevista a Terra Magazine, o presidente Lula não poderá concorrer ao terceiro mandato, ainda que haja consulta popular. Para o ministro, a alternância é uma regra básica da democracia.

Pelo jeito, a alternância no STF é mais elástica. Só se dá a alternância ao completar um ministro os 70 anos: a chamada “expulsória”. Assim mesmo tramita uma emenda constitucional para estabelecer a “expulsória” aos 75 anos. Aí, o ministro Marco Aurélio terá mais bons anos de quebra, antes da “alternância”.

O ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), não foi eleito, mas escolhido pelo primo Fernando Collor de Mello, quando era presidente da República. Está há cerca de 19 anos no STF.

O ministro Marco Aurélio esqueceu de lembrar duas coisas.

Primeiro, juiz não pode prejulgar. E ele já antecipou sua decisão sobre a inconstitucionalidade de um eventual terceiro mandato.

Segundo olvido: François Mitterand ficou 14 anos no poder na França.

(3) Diplomatas encontram pacifista presa “tranquila”

Ontem foi terceiro dia de jugamento da pacifista birmanesa Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz. Por pressão internacional, a Junta Militar deixou que ela se encontrasse com 28 diplomatas, antes impedidos de encontrá-la. O julgamento é a portas fechadas.

Os diplomatas dizem que o estado de saúde de Kyi é bom. Ela está detida em presídio, mas ocupa uma casa que fica nos fundos, segundo os visistantes. Contam que a pacifiscta está tranquila e os encontrou elegantemente vestida.

Aos diplomatas, Kyi disse:

- Muito obrigada pela presença dos senhores. Isto é muito importante para mim. Espero ter uma ocasião de contar com o senhores novamente, em um dia melhor.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–  

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20 de maio de 2009

EUA perto da legalização da maconha. Ativistas animados com pesquisa e estratégia George Soros

Vovó Canabis atenta, em Londres.

Vovó Canabis atenta, em Londres.

Os ativistas da legalização da maconha nos EUA estão animados. Dentre eles, está George Soros, empresário e financista que, num único dia, faturou US$1,0 bilhão. Soros mantém 75 dos seus funcionários cuindando de estratégias pró-legalização em sete cidades norte-americanas.
Nos últimos quatro meses progrediu-se mais do que em 20 anos, afirmou Ethan Nadelmann, 52 anos, presidente da mais importante organização não governamental para a legalização da cannabis.
A conclusão de Nadelmann está apoiada em sondagem publicada na última edição do ABC-Washington Post. Pela sondagem, 46% dos pesquisados são favoráveis a legalizar a maconha, como ocorre com o tabaco e o álcool. São contrários 22%, porcentual em queda na comparação com anos anteriores.

Nadelman preside a Drug Policy Allance. É bacharel em Direito e conquistou a laurea de doutor em concurso público.

A mencionada Drug Policy Alliance e os apoiadores orientados por Soros adotam a mesma estratégia vitoriosa que a adoção da união gay em 5 estados e foi aprovada pelo presidente Obama.

Grosso modo, é a estratégia do “abafa” num sistema federativo. Como explicou Nadelman, os estados-federados elaboram as leis e a União fica pressionada e “incapsulada”.

Para os ativistas, os discursos conservadores não mais resistem. Por exemplo, não pega mais o discurso da venda de maconha com princípio ativo (thc) potente, alterado. Isto porque, explica Nadelman, competirá ao Estado regulamentar e fiscalizar, como faz com o álcool e o tabaco. E recebe tributos para isso.

PANO RÁPIDO. Como já registrado em textos anteriores publicados neste blog Sem Fronteiras, em tempo de crise econômica-financeira os governantes buscam fontes novas de tributação. E o mercado das drogas proibidas nunca entrou em crise.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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