Terra Magazine

30 de junho de 2009

Escândalo Berlusconi: presidente da Itália pede trégua até final do G8. Cai prestígio do premier entre as eleitoras

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diz não pagar michê por ser conquistador.

Berlusconi: diz não pagar michê por ser conquistador

Giorgio Napolitano, presidente da Itália, completou ontem, 29 de junho, 84 anos de idade. Ele aproveitou a presença da imprensa para pedir uma  trégua com relação aos escândalos protagonizado pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

A trégua pedida terminaria no final do G8, summit que terá início na próxima semana, na cidade de L’Áquila, em reconstrução depois de forte terremoto.

Pelo jeito, a trégua não foi aceita e vários jornais europeus dedicaram, hoje, comentários sobre o escândalo.

O londrino Times, por exemplo, reservou uma página inteira às festas de Berlusconi, com participação de garotas de programa e, conforme se está apurando pela magistratura de Bari, uma eventual circulação de cocaína.

Anota o Times que Berlusconi se coloca, como todos os líderes políticos envolvidos em escândalos internos, ativíssimo no campo da política externa. Trata-se de referência à coletiva de ontem de Berlusconi, a bordo do magnífico navio Fantasia, onde ficarão hospedados os chefes de governo e de Estado membros do G8.

Richard Owen, correspondente do Times, bateu pesado: “A escolha de uma coletiva a bordo de um navio de turismo foi singular. Serviu para recordar as origens de Berlusconi como ‘cantor de piano-bar’ em cruzeiros e com seu olhar particular para as belas mulheres. No Fantasia, o “cenário era perfeito, pois havia um piano. Podia-se até esperar que o premier se  levantasse e iniciasse a cantar as canções napolitanas que o fascinam”.

Durante a coletiva no Fantasia, Berlusconi se apresentou, sem modéstia, como o líder político europeu de maior aceitação popular.

Por evidente, Berlusconi esqueceu-se da pesquisa do último domingo, pós-escândalo com as três garotas levadas a pagamento para encontro com ele no Palazzo Grazioli (residência oficial).

Entre as eleitoras italianas, a popularidade de Berlusconi caiu 4%: em janeiro ele tinha 51%, e caiu em junho para 47%.

Qaunto aos jovens, na faixa entre 18 a 24 anos, Berlusconi despencou e a sua avaliação é negativa. Seis meses atrás era positiva sua avaliação, ou seja,  antes dos escândalos com Noemi Letizia, pivô da sua separação, e com as garotas de programa que eram contatadas por Gianpaolo Tarantini, apelidado de o “Rei das Próteses”.

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palco da coletiva dada ontem por Berlusconi.

Navio Fantasia: palco da coletiva dada ontem por Berlusconi.

Parêntesis aberto.  Tarantini está sendo investigado em Bari por suspeita de fraude na venda de próteses cirúrgicas a hospitais públicos: ele tem uma empresa que fornece produtos hospitalares. Também está sendo investigado — diante do revelado por interceptações telefônicas realizadas pela Guarda de Finanças da Itália — por crime de exploração de prostituição.

O terceiro inquérito contra Tarantini diz respeito a tráfico de cocaína. Numa festa em casa alugada na requintada e alpina Cortina d’Ampezzo (sem presença de Berlusconi), Tarantini e os seus amigos ofereciam cocaína às mulheres: sexo e cocaína, diziam nos telefonemas interceptados pela Justiça.

No momento, existe investigação para saber se Tarantini fornecia cocaína para as inúmeras garotas de programa que encaminha para as festas de Berlusconi, na sua cinematografica mansão sarda, em Villa Certosa. Parêntesis fechado.

PANO RÁPIDO. O grande temor de Berlusconi diz respeito aos eleitores católicos, em grande número na Itália. Eles são mais fiéis às cartilhas vaticanas do que aos programas dos partidos políticos.

Pela última pesquisa pós-escândalo com as garotas a pagamento, Berlusconi, entre eleitores católicos praticantes, caiu de 61% para 54%. Parece que sua esperança está na “remissão dos pecados”, que Ratzinger poderá lhe conceder. E minha caneta-falante, Concetta Rompi-Coglione, já resmunga sobre quanto lhe custará uma penitência.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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29 de junho de 2009

Mousavi : o candidato derrotado e ex-premier poderá acabar na forca.

enforcamento em Teerã.

enforcamento em Teerã.

-1. Para o ministro responsável pelos 007 iranianos, Gholam Mohsen Ezhei, as revoltas ocorridas depois da vitória de Mahmoud Ahmadinejad, no primeiro turno das eleições presidenciais de 12 de junho passado, foram orquestradas e financiadas pela Central Intelligence Agency (CIA), com apoio de americanos, europeus, sionistas e mídia estrangeira.

Os presos políticos recolhidos na temida seção 209 do presídio de Ervin estariam sendo torturados para admitirem as acusações que convém ao ministério de Inteligência. A partir dessas confissões, os 007 de inteligência da Vevak — agência iraniana de espionagem composta por mais de 30 mil agentes — estão a concluir sobre o complô da CIA.

No momento, as autoridades teocráticas maiores esperam a chegada de provas da ligação da CIA com os candidatos derrotados Mir Hussein Mousavi e Mehdi Karroubi.

Mousavi, 67 anos, pintor, arquiteto e ex-primeiro-ministro do falecido líder xiita Khomeini, é o alvo principal. Isto por ter popularizado o movimento Onda Verde, que saiu as praças em protestos. Mais ainda, diante da brutal repressão, promovem cantos noturnos com gritos de “Allahu Akbar” (Deus é grande): o principal jogador da seleção de futebol, apelidado de Maradona iraniano, exibiu, em jogo internacional, uma faixa verde, numa adesão ao protesto pela fraude nas apurações eleitorais.

Lógico que as únicas provas incriminatórias serão as obtidas mediante tortura.  Se elas aparecerem, Mousavi e Mehdi poderão ser processados e condenados à forca, como traidores.

Mousavi e Mehdi são considerados os responsáveis pelas revoltas  populares, a partir do pedido de recontagem de votos e das declarações no sentido de ocorrência de fraude a favorecer a reeleição de Ahmadinejad, delfim do Guia Supremo, ayatolá Khamenei.

Três assessores diretos de Mousavi, segundo colocado nas eleições, estão presos: Mostafa Tajzadeh, Abdollah Ramezanzadeh e Mohsen Aminzadesh.

Para a Anistia Internacional (Amnesty International), alguns jovens reformistas estão sendo levados a programas da televisão do Estado para admitir que “são terroristas”. Para a organização Repórteres Sem Fronteiras, os presos durante as manifestações estão incomunicáveis, ou seja, não podem receber visitas de parentes e nem de advogados.

-2. Para se ter idéia da maquina repressiva iraniana, existem 120 mil guardas da revolução, chamados “pasdaran”. Eles são guiados por Ali Jafai, um dos fiéis ao Khamenei, o Guia Supremo.

Os “pasdaran” mantém 31 departamentos e duas brigadas de choque: “Al Zahra” e “Ashoura”.

Na repressão aos movimentos de ruas e praças atua a violenta milícia Basij, comandada pelo fanático religioso Hussein Taeb. Essas duas forças têm por meta garantir a revolução de 79, quando da derrubada do xá Reza Parlavi.

-3. O presidente Barack Obama não confirmou o envio de carta a Khamenei, pouco antes do pleito e a consignar disposição de reaproximação e retomada de relações diplomáticas, interrompidas desde 1979.

Como os EUA não possuem representação diplomática no Irã, a carta do presidente Obama teria tramitado via a embaixada da Suíça.

Khamenei não informou sobre a referida carta, mas, num dos seus pronunciamentos a favor de Ahmadinejad e em face das revoltas populares, manifestou estranheza sobre as contradições norte-americanas. Ao mesmo tempo que pregam a reaproximação, estimulam, com os sionistas, os movimentos de revolta contra o resultado das eleições, sustentou Khamenei.

Para observadores internacionais, o silêncio de Obama e a manifestação de Khamenei não deixam dúvida quanto à remessa da referida mensagem epistolar.

-4. PANO RÁPIDO. No curso desta semana haverá novidades. Ninguém estranhará em Teerã se o juiz Saeed Mortazavi — que faz questão de assistir aos enforcamentos dos seus condenados — decretar a prisão de Mousavi.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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28 de junho de 2009

Papa lança encíclica diante da crise econômica

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papa Bento XVI

papa Bento XVI

O papa Bento XVI assinará — no dia 29 de junho, que é dedicado aos santos Pedro e Paulo — a encíclica denominada Caritas in Veritate, sobre economia e trabalho: “Sem verdade, sem confiança e amor pelo verdadeiro, não existe consciência e responsabilidade social”, escreveu o papa.

Apesar de a assinatura estar marcada para o próximo dia 29, a nova encíclica só será publicada no dia 6 ou 7 de julho. Na ocasião, o papa estará em Castel Gandolfo, na sua residência oficial de verão, longe do calor do Vaticano, apesar dos jardins que o rodeiam.

Caritas in Veritate será a terceira encíclica do pontificado de Ratzinger e a primeira dedicada à economia e ao vasto universo do trabalho.

Não haverá ataque à globalização, mas a conclusão de que ela precisa ser governada, com novas regras.

Governada por quem?

A resposta está dada na encíclica. Pelo que já se sabe,  o papa frisa que não seria um governo por meio de um megaestado nem pela ONU. Ratzinger  propõe, consoante adiantado pela assessoria de imprensa vaticana, um modelo internacional de governo da globalização com uma “autoridade”. E essa autoridade “deverá (1) ser  regrada pelo direito, (2) ater-se de modo coerente ao princípio da solidariedade, (3) ser dirigida à realização do bem comum e (4) empenhar-se na promoção de um autêntico e integral desenvolvimento humano, este inspirado nos valores da caridade e da verdade”.

Dois outros pontífices, Paulo VI e João Paulo II, já haviam feito incursões nessas áreas, respectivamente, na Populorum Progressio (1967) e Sollicitudo rei Socialis (1987).

Desde a última viagem de Ratzinger ao Oriente, já se falava que trabalhava numa nova encíclica, mas não havia notícia de que fosse restrita à área econômica, em razão da crise gerada nos EUA e que abateu o mundo.

Apostava-se em temas econômicos em razão da crise e de o papa Bento XVI ter trocado correspondência e tido vários encontros com grandes e conhecidos economistas. Pelos corredores da administração vaticana, até o nome de Delfim Netto foi ventilado.

O papa Ratzinger, na encíclica, em fase de revisão final feita pelo próprio autor, usa frases de muita força e efeito: “É necessária uma revisão aprofundada sobre o modelo de desenvolvimento”. Mais ainda, advertiu: “No novo contexto internacional é preciso ser reavaliado o papel do poder dos Estados”. Está concluído, também, que  “uma abertura moralmente responsável à vida representa uma riqueza”.

PANO RÁPIDO. Muitos jornais europeus informam que, antes da crise global, o Estado do Vaticano andava economicamente mal das pernas.

Nada se sabe sobre o agravamento da situação vaticana nos dias atuais.

Empresários italianos do ramo de hotelaria reclamam da exploração, por ordens religiosas, de serviços de hotelaria, sem pagamento de tributos ao governo italiano e a estabelecer concorrência desleal: muitas ordens abriram as portas — dos seus anexos às igrejas, de mosteiros etc. —  para atender turistas, com pagamento de diária baixa.

Espera-se que a contribuição do papa Ratzinger — nas encíclicas não é inspirado pelo Espírito Santo (só nas questões de fé) — seja de utilidade. Em breve, darei um telefonema ao Delfim Netto, que em matéria de economia também é papa.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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26 de junho de 2009

México legaliza porte de pequena quantidade de drogas leves

Com a Guerra às Drogas em curso e sangrenta, a Câmara e o Senado do México aprovaram a legalização da posse, para consumo próprio, de pequenas quantidades de cocaína, maconha, heroína, anfetaminas e metanfetaminas.

A nova lei seguiu ontem para sanção do presidente Felipe Calderón. Este, no seu primeiro ato de governo, iniciou, com ajuda do então presidente George W. Bush,  a War on Drugs, contra os potentes cartéis mexicanos. Executou e fracassou com o Plan Mérida, uma versão mexicana do Plan Colombia.

Como já escrevemos neste espaço, a repressão militarizada de Calderón resultou em mais mortes de civis — sem ligações com a criminalidade organizada — do que de membros dos cartéis mexicanos de drogas. Calderón envolveu e desmoralizou o Exército do país, que não contava com preparo para enfrentar potentes cartéis: Tijuana, Golfo, Sinaloa etc. Por outro lado, Calderón descobriu que a polícia mexicana havia sido cooptada pelos cartéis.

Em 2006, e ao decretar guerra aos narcotraficantes, Calderón ganhou aprovação popular. Com isso, abafou o forte rumor de suspeita de fraude nas apurações que lhe deram a vitória nas eleições. Até  enquanto esteve o aliado W. Bush na Presidência dos EUA, o mexicano Calderón sempre foi contrário à descriminalização das drogas.

Com pesquisas a mostrar que a popularidade do presidente está em baixa e os cidadãos mexicanos cientes de que a Guerra às Drogas foi um fracasso, Calderón começou a mudar o discurso. E os mexicanos têm certeza de que vai sancionar a lei descriminalizante, nas próximas horas. Pelo que se comenta, Calderón perdeu a Guerra às Drogas e só fez “trapalhadas” com a gripe suína, que se difundiu a partir do México.

Com efeito, pela lei em face de sanção, aquele que for apanhado com pequena quantidade de droga para uso pessoal não estará a cometer crime.

Para os adeptos das políticas conservadoras, de matriz americana, a nova legislação transmitirá uma mensagem errada, de o consumo não ser prejudicial.

PANO RÁPIDO. Caso sancionada a lei, o México, ao contrário do Brasil, vai se alinhar com países progressistas. Para estes — e com todo o acerto —, o consumo de drogras é uma questão sociossanitária, e não criminal.

Sobre o tema, Calderón surpreendeu ao afirmar ser necessário distinguir entre pequeno consumidor e grande traficante. Essa sua colocação está sendo vista como indicativo de que sancionará a nova lei. Antes, usava o conhecido discurso de Bush, um verdadeiro truísmo, de que se não houvesse consumo não existiria o problema das drogas.

No Brasil e no governo Lula, deu-se tímido passo. Ou seja, a posse de droga para uso próprio continua a ser considerada conduta criminosa. Houve, apenas, despenalização. Ou seja, o usuário não mais vai para a cadeia: a pena pelo crime é alternativa ao encarceramento.
–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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25 de junho de 2009

Surpresas no Irã. Khamenei erra na avaliação. Repressão violenta na Praça do Parlamento. Opositor muda de lado

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Khamenei e o delfim Ahmadinejad

Khamenei e o delfim Ahmadinejad

A iraniana Narges Mohammadi, física de profissão, é considerada o braço direito de Shirin Ebadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, em 2003.

Narges acabou de sustentar que, apesar do governo despótico de Ahmadinejad, cresceram os movimentos feminista, estudantil e sindical. Para ela, “se os movimentos da sociedade civil continuarem a crecer no Irã, pode-se conseguir colocar rédeas no Estado”.

Narges sabe do que fala. E os protestos que não param representam a prova de que a sociedade civil iraniana está mais organizada e consciente do que se imaginava no Ocidente.

Por três vezes Narges foi detida por suas opiniões. Ao fundar a organização não governamental denominada Observatório para Eleições Livres, passou vários dias e horas sendo interrogada a respeito das suas intenções. Não bastasse, o secretário do Observatório para Eleições Livres foi detido e permaneceu dois meses encarcerado: o observatório nasceu da falta de transparência nas eleições e Shirin Ebadi (Nobel da Paz) e Narges pregaram o não comparecimento às eleições de 2005, que, no segundo turno, foram ganhas por Ahmadinejad. O perdedor foi Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, ex-presidente de 1989 a 1997. No Irã, como no Brasil, admite-se uma reeleição consecutiva ou várias espaçadas.

Taghi Rahmani, desse supracitado ativismo pelos direitos das mulheres e das crianças, ficou preso durante 14 anos por ser considerado subversivo.

Como se percebe, Narges entende bem de lutas de resistência civil. Mais ainda, ela sabe projetar conseqüências: “A democracia não nasce de repente, do improviso”.

Caso ocorresse a eleição presidencial de  Mir Hossein Mousavi, de 67 anos, Narges afirma que seriam alargados os espaços nos campos da exteriorização do pensamento e dos direitos humanos.

Ontem, na praça que circunda o Parlamento, ocorreu nova manifestação dos partidários de Mousavi, que insistem em ter havido fraude eleitoral.

Segundo a rede americana CNN, os basiji (milícia governativa) abriram fogo contra a multidão e dois manifestantes, que corriam pela rua Jomhori, teriam sido atingidos.

Mensagens transmitidas por twitter informaram que manifestantes foram espancados na Praça do Parlamento e algumas mulheres feriram-se depois de empurradas de cima de pontes.

O Guia Supremo, ayatolá Khamenei, de 69 anos, não esperava pelas manifestações de ontem. Apostava no conformismo e na volta à paz, até diante da decisão do Conselho dos Guardiões: reconheceu irregularidades. No entanto, entendeu, com base na quantidade de votos a serem invalidados, não serem suficientes para comprometer a reeleição de Ahmadinejad.

Khamenei apostava, também, no impacto da desistência do recurso de impugnação das eleições apresentado pelo ex-canditado conservador Mohsen Rezai (um dos fundadores da organização Pasdaran, que é a milícia revolucionária).

Rezai, que na contagem oficial teria tido 1,7% dos votos, retirou o recurso para acalmar os ânimos e fez uma advertência: “A situação política, social e de segurança do país entrou numa fase sensível e determinante, e ela é mais importante do que as eleições”.

Durante a manifestação de protesto na Praça do Parlamento, o ex-candidato Mousavi, dado como segundo colocado nas apurações, com 33,8% dos votos, publicou um comunicado na internet de três páginas. Nele, insiste na fraude e enumera diversas situações a caracterizá-la.

No Irã invisível, da luta pela cadeira vitalícia de “Rahbar” (Guia Supremo), continua o silêncio de Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, de 74 anos, apoiador de Mousavi e chefe do Conselho do Discernimento (também conhecido por Conselho dos Peritos). Esse órgão é composto de 86 membros, com 8 anos de mandato, e é o único capaz de derrubar Khamenei.

PANO RÁPIDO. Para os ayatolás que apoiam Khamenei e o seu delfim Ahmadinejad, a CIA estaria por trás das manifestações e promoveria uma guerra de informações falsas voltadas para enraivecer o Ocidente contra o Irã. Não é o que pensa a respeitada ativista Narges, acima mencionada.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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23 de junho de 2009

Garotas de Programa: Berlusconi esperneia e insinua armadilha política.

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Berlusconi desmentido por imagens e gravações.

foto La Repubblica de Patrizia : Berlusconi desmentido por imagens e gravações.

Acaba de chegar às bancas italianas a revista Chi (Quem). Deve esgotar a edição, pois traz uma entrevista exclusiva do premier Silvio Berlusconi. Isto sobre as três garotas de programa que, por duas vezes e em audiência nada oficial, estiveram com ele no Palazzo Grazioli, residência reservada ao primeiro-ministro.

Berlusconi, na entrevista, disse nunca na sua vida ter pago para fazer sexo. Afirmou, ainda, jamais haver conseguido entender que satisfação existe sem o prazer da conquista.

No particular, as provas não favorecem o premier, que, na primeira notícia sobre as apurações da Justiça de Bari, sustentou não conhecer Patrizia D’Addario: a Justiça de Bari apurava pagamento de indevidas comissões em contratos celebrados com a empresa de serviços hospitalares de Gianpaolo Tarantini. No curso das interceptações, apareceu a suspeita de outro crime, ou seja, o de favorecimento, induzimento, à prostituição.

As fotografias e gravações desmentiram o premier, que bem conhecia Patrizia.

A propósito,  Patrizia, antes de atender telefonemas, tinha o hábito de ligar seu gravador: talvez tenha aprendido com o falecido cacique Juruna, que fazia a mesma coisa nos encontros com autoridades, ou seja, registrava as promessas.

Mais ainda, as interceptações telefônicas com autorizações judiciais feitas pela Guarda de Finanças da Itália revelaram conversas entre Berlusconi e Gianpaolo Tarantini sobre festas e encontros suspeitos.

Não se deve esquecer, também, a remessa do currículo de Patrizia ao supracitado empresário Tarantini e, logo depois, a inserção do nome dela como candidata em Bari, na lista do partido político comandado por Berlusconi (confira-se post e foto abaixo).

Na entrevista à revista Chi, Berlusconi partiu para o ataque. Só que sustenta uma versão que dificilmente poderá comprovar, de encontro adrede preparado com objetivo de fazê-lo cair numa armadilha.

Para Berlusconi, e com relação a Patrizia, montou-se uma verdadeira armadilha e “alguém deve, a pagamento régio, ter transmitido-lhe ordem muito precisa e detalhada”. E o escândalo ocorreu próximo ao segundo turno das eleições provinciais e comunais: a votação terminou ontem e começou no domingo passado.

A uma das perguntas feitas, Berlusconi ironizou:

Jornalista: -  “Não percebeu que pudesse ser uma prostituta (referência a Patrizia) de luxo que desejava preparar-lhe uma armadilha ?”

Berlusconi: -“Caso suspeitasse de uma coisa do gênero por parte de uma pessoa, estaria a mil milhas de distância dela”.

No final da tarde de hoje, Patrizia, procurada em razão da entrevista  à revista Chi, distribuiu uma nota à imprensa. Ela reafirma ter mantido relações sexuais com Berlusconi a pagamento, conforme farta prova: no post de ontem informamos ter Patrizia entregue seis CDs com gravações à Guarda de Finanças.

PANO RÁPIDO. Com os resultados nada animadores no segundo turno das eleições ocorridas na sua Milão — onde houve surpreendente mudança de tendência e o candidato de Berlusconi ganhou no sufoco —, analistas políticos destacavam que o premier, com a imagem destruída, iria silenciar e mergulhar no trabalho. Pelo jeito, erraram e o premier, com a entrevista à revista Chi, inicia um bate-boca com Patrizia, uma ex-correligionária política  que não faz concessões profissionais: sexo, só a pagamento.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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Harém de Berlusconi: Organizador das festas do premier é suspeito de tráfico de drogas e favorecimento à prostituição

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transsexual Manila Gorio

Foto: transexual Manila Gorio

Todos sabem que a Igreja Católica tem muita influência na vida política italiana.

O Vaticano — quer pelo papa, quer pelos cardeais — intromete-se frequentemente nas questões de Estado e pesam os chamados eleitores católicos, ou seja, aqueles que rezam pela cartilha do Vaticano, e não pelos programas dos partidos políticos laicos da Itália. Importante recordar que a Democracia-Cristã, liderada por Giulio Andreotti (sete vezes premier e senador vitalício), dominou a vida política italiana por anos, depois da Segunda Guerra.

Silvio Berlusconi cativou o eleitorado católico e, ao vencer com o seu partido e ser guindado ao cargo de premier, apresentava-se como representante dos cidadãos católicos.  Ele, até o recentíssimo escândalo com a napolitana Noemi Letizia (que o chama de “papi” e o recebeu na festa de 18 anos), sustenta posições conservadoras, do agrado da Igreja. Por exemplo, Berlusconi, que se proclama católico apostólico romano, é contra o aborto e o casamento entre homossexuais.

Nas eleições deste mês para o Europarlamento, o premier Berlusconi não conseguiu atingir o percentual esperado e propagado. O partido de Berlusconi (PDL) ficou muito distante. Bem abaixo do obtido da vez anterior. O motivo deveu-se à perda dos votos dos católicos, em consequência do “escândalo Noemi”. Esse escândalo levou a sua esposa (segundo casamento), Veronica Lario, a pedir  divórcio. Para os católicos italianos, a representação no Europarlamento exigia candidatos com compostura: até Patrizia D’Addario concorreu às eleiçõespelo partido de Berlusconi (a conferir post e fotos abaixo).

O último escândalo de Berlusconi - com fotos, gravações, festas e orgias sexuais com garotas de programa no Palazzo Grazioli (residência oficial do primeiro-ministro da Itália) - afasta, definitivamente, o eleitorado católico e o Vaticano do premier.

Ontem, as declarações de Patrizia D’Addario, Barbara Montereale e Lucia Rossini “queimaram o filme” de Berlusconi com a Igreja, definitivamente.

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Garotas de Programa no banheiro do Palazzo Grazioli`, residência oficial do premier

Garotas de programa no banheiro do Palazzo Grazioli, residência oficial do premier

No Palazzo Grazioli, para as garotas de programa agenciadas pelo empresário Gianpaolo Tarantini, o premier exibiu um vídeo. Era sobre uma festa na sua cinematográfica Villa Certosa (Sardenha). Pelo relato de Barbara Montereale, cerca de 50 garotas de programa, a maior parte natural do Leste Europeu, divertiam os convidados. Num determinado momento, em sumários trajes de “Papai Noel” (Babbo Natale), surgiram várias escort girls romenas e eslovenas.

Na festa, filmada, todas as garotas de programa chamavam Berlusconi de “papi”. De “papi” ele era também chamado por Noemi. E esse apelido, “papi”, conforme revelou o jornal Corriere della Sera, foi dado por uma brasileira muito conhecida em Milão.

A procuradoria de Bari investiga o sucedido, em paralelo com apurações sobre a empresa Tecno Hospital, de Gianpaolo Tarantini.

Trata-se de investigação sobre favorecimento à prostituição. O único indiciado, até agora, é Gianpaolo Tarantini, que, ontem, disse que o premier Berlusconi não sabia de nada. Mais, que não pagava programas, mas apenas cobria despesas com viagens e hotéis.

Hoje, Berlusconi pode perder, de preocupação, muitos fios do seu implante de cabelos. É que a procuradoria de Bari inicia apurações sobre o grupo de garotas de programa de Tarantini, em face da suspeita de, além do favorecimento à prostituição, ocorrer tráfico de drogas ilícitas.

Nas festas organizadas por Gianpaolo Tarantini, segundo comentários de pessoas com acesso às interceptações telefônicas e aos relatos testemunhais de Barbara Montereale, além de garotas participavam travestis.

Um dos transexuais seria Manila Gorio (foto ao lado), amiga de Patrizia d’Addario, que, por uma noite com o premier, teria recebido 2mil euros (R$ 6 mil). Ao jornal Sunday Times, Patrizia D’Addario, a respeito das festas de Berlusconi no Palazzo Grazioli e em Villa Certosa, afirmou ter passado: “Uma noite no Harém de Berlusconi”.

PANO RÁPIDO. Na casa para encontros com garotas de programa que teria sido alugada em Brasília pela “Turma de Ribeirão Preto”, do então ministro Palocci, que levou à violação do segredo bancário do caseiro denunciante, nunca houve nada equiparável ao sucedido no Palazzo Grazioli.

Os jornais britânicos de hoje especulam sobre a queda de Berlusconi, necessária para brecar escândalos que crescem em progressão geométrica.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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CONFIRA vídeos do You Tube:

1) Barbara Montereale: “Berlusconi ha fatto sesso con Patrizia D’Addario”.
http://www.youtube.com/watch?v=WLTBxlAAxV0

2) Barbara Montereale racconta come Silvio Berlusconi ingaggiava le ragazze per le sue feste 2 di 2.
http://www.youtube.com/watch?v=Ka-x15PjAhQ

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22 de junho de 2009

Berlusconi volta a se complicar com as Garotas de Programa levadas ao Palácio Grazioli.

walterfm1 às 17:28

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Barbara Montereale

Foto Corriere della Sera: Barbara Montereale

Da sacada do Palazzo Venezia, no coração de Roma, il duce Benito Mussolini fazia intermináveis discursos fascistas. Para acompanhar os discursos e a chuva de perdigotos, a multidão se concentrava na Piazza Venezia e na Via del Plebiscito.

Na referida Via del Plebiscito — bem próximo à sacada que fora usada como palanque fascista por Mussolini e que tinha como pano de fundo uma magnífica janela em cruz —, fica o monumental Palazzo Grazioli.

O Palazzo Grazioli abriga, na Itália republicana e pós fascista, a residência oficial do chefe de governo italiano. O inquilino do momento é o primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Hoje, as sólidas fundações do Palazzo Grazioli suportaram um terremoto político.

No final da tarde, Patrizia D’Addario — (1) garota de programa, (2) modelo de calendário que no Brasil faria sucesso em todas as borracharias e (3) ungida pela mãos do premier Berlusconi a candidata do seu partido —, entregou o seu celular para a Guarda de Finanças da Itália.

No celular estão as fotos e as gravações de quando Patrizia  esteve no Palazzo Grazioli. Isto para dois “michês” com o premier Berlusconi. Também estão armazenadas fotos das festas que Patrizia participou em Villa Certosa, na cinematográfica mansão sarda do premier e onde o ex-presidente da União Européia, conforme post e foto publicados neste blog Sem Fronteiras, foi flagrado nu, à beira da piscina: estava acompanhado e com o pênis ereto.

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Candidata de Berlusconi era sua Garota de Programa

Candidata de Berlusconi era sua Garota de Programa

Patrizia tirou fotos até do banheiro do Palazzo Grazioli. Isto enquanto tomava banho de imersão, à espera de o premier terminar uma entrevista coletiva sobre a vitória de Barack Obama.

Na primeira festa no Palazzo Grazioli, e como não quis ficar para relações sexuais, Patrizia recebeu mil euros (R$3 mil). Quando dividiu o leito com o premier, recebeu o dobro.

Quem pagou foi o empresário Gianpaolo Tarantini, conforme revelam os registros entregues por Patrizia e as testemunhas ouvidas pelo Ministério Público de Bari: testemunharam outras garotas de programa, que participavam de festas no romano Palazzo Grazioli e na suntuosa Villa Certosa, em Porto Rotondo, na Sardenha.

Tarantini — um empresário da área sanitária  que possui uma sociedade comercial dedicada à venda de materiais hospitalares — encontra-se sob investigação pela Guarda de Finanças (a polícia fiscal italiana). Tarantini tinha interesse de se fazer íntimo de Berlusconi.

Em Bari, perante o representante do Ministério Público, Tarantini negou que pagasse “michês” para as “garotas” desfrutadas por Berlusconi, como Patrizia D’Addario, Bárbara Montereale e Lucia Rossini. Em depoimento, Tarantini disse que apenas cobria as despesas das viagens das “garotas”.

Numa conversa telefônica interceptada pela Justiça, e quando se investigava a empresa de Tarantini, surgiu a história das garotas de programa contratadas em Bari, para as festas de Berlusconi. Numa das gravações feitas por Patrizia, ficou claro que as garotas viajavam de avião até Roma e se hospedavam em hotel de luxo. Em carros de luxo e com vidros escuros, elas eram transportadas do hotel ao palácio onde Berlusconi reside.

Além do “terremoto” provocado pelas gravações e pelas fotos entregues hoje por Patrizia à Guarda de Finanças, dois outros episódios provocaram trepidações.

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Calendário com Patrizia D´Addario

Calendário com Patrizia D'Addario

Na Procuradoria de Bari, fala-se de garotas de programa recrutadas em Milão, Padova, Bologna, Lecce e Barletta. Lógico, para atender ao premier.

Não bastasse, antes de ingressar no Palazzo Grazioli, as “garotas” não passavam pelos obrigatórios controles de segurança, onde são tiradas fotos e é identificada toda a pessoa que ingressa.

PANO RÁPIDO. Os torcedores do Milan, enfurecidos com a venda de Kaká, que foi autorizada por Berlusconi (ele é presidente honorário e de fato do Milan), estão a se divertir com as trapalhadas do premier. Na última apuração eleitoral para as administrativas provinciais — logo depois da venda para o Real Madrid —, o jogador Kaká teve mais de 3 mil votos na Lombardia.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

FOTO SURPRESA:

Depois dos 3 a 0 do Brasil na Itália e das fotos exibidas ontem por este Blog Sem Fronteiras de Terra Magazine, os internautas, em comentários e por e.mail, elegeram Berlusconi, com o trofeu “Esse é o Cara. . . dura” . Confira, abaixo.

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Silvio Berlusconi

Silvio Berlusconi

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21 de junho de 2009

As Garotas de Programa do premier Silvio Berlusconi.

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Barbara Monterreale

Barbara Montereale - Foto: La Repubblica

A semana foi pesada em termos de más notícias. E o caradurismo do presidente do Senado, José Sarney, só convenceu a sua filha, Roseana, que ganhou recentemente no Tribunal Superior Eleitoral, sem ter votos suficientes, o governo do estado do Maranhão.

Por tudo isso, saio da nossa conhecida república bananeira e escrevo sobre uma outra, a  macarrônica. Tenho certeza, essa citada república macarrônica está fazendo o meu avô molisano (Molise-Itália), Bernardino Fanganiello, girar no túmulo do Cemitério do Araçá, em São Paulo. Com efeito, apresento aos leitores deste blog Sem Fronteiras, de Terra Magazine, algo tragicômico, ou melhor, macarrônico.

O protagonista é o premier Silvio Berlusconi, o homem mais rico da Itália: cada “michê” varia de 3 mil a 10 mil euros (multiplique por três e o leitor terá o valor em reais).

Berlusconi considera-se um galã irresistível e, com plásticas, implantes capilares e tinturas de cabelo, pensa ter descoberto a fonte da juventude.

Com a ajuda do jornalista italiano Paolo Manzo, do La Stampa, de Torino (terceiro maior em circulação na Itália), este blog preparou a galeria de “Garotas de Programa do Berlusconi”.

As “garotas de programas” atendem ao primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi até no Palazzo Grazioli, que é a residência oficial destinada ao chefe de governo.

Patrizia D´Addario

Patrizia D'Addario - Foto: Corriere della Sera

Antes de mostrar as fotos, um registro. No final de semana, o advogado de Berlusconi, que é deputado eleito em lista do partido do premier, já avisou que, pelo Código Penal italiano,  não se pode enquadrar, no crime de favorecimento à prostituição — objeto de apuração em Bari (Puglia) —, aquele que desfruta das “ragazze squillo”, como são chamadas as shows-girls na Itália.  Além disso, frisou que Berlusconi nunca pagou nada para mulheres.

A propósito, no início da semana, Berlusconi negou que fizesse programas com mulheres. Os filmes, as conversas telefônicas gravadas e testemunhos, pegaram, mais uma vez, o premier na mentira.

Por exemplo: Patrizia D’Addario, que mora em Bari e tem agenda a dar preferência a empresários de Dubai (Emirados Arabaes), registrou os encontros com o premier. Também fotografou o Palazzo Grazioli. Mais ainda, saiu candidata a vereadora na lista do partido de Berlusconi. Em média, ela cobra 3 mil euros por programa.

Na noite da eleição de Barack Obama, a exuberante Patrizia dormiu com Berlusconi, no Palazzo Grazioli: ele e a Procuradoria de Bari têm provas abundantes e incontestes. Certamente, uma noite para consolar Berlusconi, o primeiro da lista dos sabujos do ex-presidente  George W. Bush.

Patriza D´Addario

Patrizia D'Addario - Foto: La Repubblica

A última garota de programa, conhecida na sexta feira 19, chama-se Barbara Montereale, que diz já ter recebido 10 mil euros por favores sexuais a Berlusconi.

Hoje, com eleições em segundo turno, provinciais e municipais, surgiu um novo nome: Lucia Rossini. Ela confirmou os programas no Palazzo Grazioli com Berlusconi: os jornais italianos não conseguiram, ainda, a sua fotografia.

PANO RÁPIDO. A magistratura do Ministério Público de Bari apura contratos e acertos com a administração pública feitos com a Tecno Hospital: a empresa vende equipamentos hospitalares e pertence aos irmãos Tarantini.

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Berlusconi candidato ao trofeu Priapismo azul, a ser instituäo por este blog.

Berlusconi candidato ao Troféu Priapismo Azul, a ser instituído por este blog.

Gianpaolo Tarantini, conforme conversas telefônicas interceptadas, contratava Patrizia D’Addario, vulgo “Alessia”, e Barbara Montereale para as festas de Berlusconi, na residência oficial (Palazzo Grazioli) e na cinematográfica villa que o premier mantém na Sardenha (Villa Certosa).

Patrizia D´Addario

Patrizia D'Addario - Foto: La Stampa

Depois do escândalo com a napolitana Noemi Letizia — que chama o premier de “papi” e o conheceu quando era menor de idade —, Berlusconi abastece a imprensa internacional com suas macarrônicas aventuras, cafonices e mentiras.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

FOTOS da Galeria das últimas conquistas atribuídas a Berlusconi.

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Patrizia D´Addario

Patrizia D'Addario

Barbara Montereale

Barbara Montereale - Foto: La Repubblica

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a menor Noemi Letizia, que não é garota de programa.

A menor Noemi Letizia, que não é garota de programa - Foto: La Repubblica

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19 de junho de 2009

Irã. Guia Supremo confirma Ahmadinejad. ONU e UE externam preocupação.

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Khamenei e Ahmadinejad na oração desta sexta-feira

foto AP: Khamenei e Ahmadinejad na oração desta sexta-feira

Na oração desta sexta-feira, os iranianos tiveram duas surpresas.

A primeira delas deveu-se ao Guia Supremo, Ali Khamenei, ter assumido a sua condução, mudando anterior programação. A outra surpresa ficou por conta das suas palavras, no curso da reza: “O povo escolheu aquele que desejava” nas eleições para a Presidência da República islâmica.

O líder maior do sistema teocrático iraniano, no poder desde 1989, repetiu o raciocínio do nosso presidente Lula, que saiu em defesa de Ahmadinejad.

Khamenei, sempre nesta sexta-feira e durante a tradicional reza das sextas-feiras, ressaltou, a ecoar as palavras do nosso presidente Lula: “Não houve nenhuma manipulação (referia-se à alegação de fraude). Foram 11 milhões de votos de diferença entre Ahmadinejad e Mousavi. Como pode ter ocorrido manipulação, com tal diferença, manipulação?”

A manifestação de Khamenei serviu para ungir Ahmadinejad. Um verdadeiro “imprimátur”, para usar um termo ocidental.

Depois dos recados e da confirmação de Ahmadinejad, o ayatolá Khamenei disse que “o Irã precisa de calma. É difícil escolher o caminho justo quando se está agitado”.

A oração foi no pátio externo da Universidade de Teerã, onde os pasdaran e os basiji, na segunda e terça passadas, invadiram o alojamento dos estudantes e realizaram prisões.

Ao lado esquerdo de Khamenei estava sentado Ahmadinejad.

Antes do início da cerimônia, uma massa de iranianos, durante 5 minutos, gritou slogans em favor da Revolução Islâmica.

Enquanto a cerimônia se desenvolvia no Irã, a ONU, pela palavra de Navi Pillay, que preside o Alto Comissariado para os Direitos Humanos, revelou preocupação pelo “número crescente de prisões”.

Para Navi Pillay, não estão claros os motivos que levaram, no Irã, ao encarceramento de um grande número de ativistas de direitos humanos e políticos.

Quanto à União Europeia, foi emitida a seguinte nota: “A União Europeia está a acompanhar com preocupação o que ocorre no Irã com relação às manifestações”.

PANO RÀPIDO. Na queda de braço entre o Guia Supremo, Ali Khamenei, 69 anos, e os ayatolás Akbar Rafsanjani, 67 anos,  e  Ali Montazeri, 72 anos,  o líder maior bateu o martelo. Isto em favor do seu candidato Ahmadinejad. Khamenei foi firme ao afirmar inexistência de fraude e dar recato recomendando aos iranianos o fim das manifestações.

Não se sabe, até agora, se ocorreu um informal acordo, pois situação e oposição são peças de uma mesma engrenagem.

Hoje, os jornais do mundo inteiro noticiaram que o Conselho dos Guardiões promoverá, amanhã, um encontros com os candidatos de oposição.

Pela fala de hoje de Khamenei, no encontro para a oração de sexta-feira, parece que o Conselho dos Guardiões, amanhã, vai impor um silêncio obsequioso (estilo código canônico) aos perdedores, em especial Mousavi e os seus dois ayatolás sustentadores.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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