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manifestação na basília de São Paulo
Hoje, uma multidão lotou, em Roma, a praça e a enorme basílica de San Paolo fuori mura (fora da marulha). Isto para a última homenagem aos seis paraquedistas dinamitados em Cabul: Matteo Mureddu, 26 anos, Davide Ricchiuto, 26 anos, Giandomenico Pistomani, 28 anos, Massimiliano Randino, 32 anos, Antonio Fortunato, 35 anos e Roberto Valente, 37 anos.
A emoção fez-se acompanhar de outro sentimento, ou seja, da inutilidade da presença de militares italianos no Afeganistão. Isto porque a população está consciente do insucesso da “missão Isaf” no Afeganistão. E pelos dados recém-revelados, os italianos sabem que novas tragédias acontecerão.
Muitos cidadãos carregavam, durante o cortejo fúnebre, uma foto de Simone Valente, de dois anos de idade. Simone aparece com a boina de paraquedista do tradicional grupo Folgore e a foto foi publicada com destaque em vários jornais italianos. A foto foi tirada ontem, com Simone Valente à espera, no aeroporto militar, da chegada dos espólios do pai Roberto.
Até o momento não se sabe se a explosão em Cabul deveu-se a uma ação de homens bombas ou ao acionamento da carga de dinamite, estimada em 150 kg, por telecomando.
A carga explosiva estava no interior de um automóvel Toyota, estacionado na rua onde passariam os dois blindados italianos Lince, com os seis paraquedistas.
A explosão provocou a abertura de um buraco com 70 metros de diâmetro e dois metros de profundidade. Além dos seis paraquedistas, faleceram 15 civis afegãos.
Com a presença do presidente Georgio Napolitano e a leitura de mensagem do papa Bento XVI, o monsenhor Pelvi, responsável pela celebração, lembrou que os seis paraquedistas integravam uma missão de paz, de apoio aos cidadãos afegãos.
No particular, a Itália integra a Isaf (Força Internacional de Assistência e Segurança), comandada pela NATO. E a Itália mantém no Afeganistão 2.800 militares, não para combater, mas para dar segurança à população e auxiliar nas missões de paz.
Desde 7 de outubro de 2001, quando forças armadas dos EUA e da NATO resolveram intervir no Afeganistão, já faleceram 21 militares italianos e 830 norte-americacos.
No final do toque de silêncio na basílica de San Paolo ecoou, no meio da multidão, uma voz que deixou o premier Berlusconi sem ação, emparedado: -“ Retire-os logo. Por quantos mortos devemos esperar ainda ?”.
O premier Berlusconi, apesar da grande comoção e da pressão pela volta dos militares, assegurou que os italianos deverão continuar no Afeganistão. A palavra de Berlusconi coincidiu com a do presidente Barack Obama, que frisou, hoje, que a luta contra o terror prosseguirá no Afeganistão.
PANO RÁPIDO. Dados de hoje, pelos serviços de inteligência da Alemanha, França, Canadá, Grã Bretanha e EUA, revelam que os talebans controlam de 75% a 80% do território afegão.
Em junho de 2008, consumaram-se 308 atentados suicidas com emprego de dinamite. Já em junho de 2009, foram 736 atentados. Isso mostra que os talebans já estão plenamente reorganizados, depois das baixas e dos recuos a que foram obrigados em 2002 e 2003.
E os talebans, nos ataques sucidadas, usam crianças. Cada criança-kamicase é vendida numa faixa entre US$7,0 mil a US$14,0 mil.
–Wálter Fanganiello Maierovitch–
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Vale a pena Conferir.
Caro Wálter,
quando vejos relatos tais, por um átimo, penso que dever-se-ia abandonar à propria sorte os países que insistem nessa toada de terror e que não deveríamos nos envolver com o problema deles, para não gerar ingerências indevidas, mas, então, me lembro da poesia do Brecht:
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário (comunista)
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Não foi tal indiferença a força motriz a qual fez com que Hitler quase dominasse a Europa e o mundo?!
Não podemos nos render!
Com estima,
Jeová Barros de A. Júnior.