Terra Magazine

30 de setembro de 2009

Censura imposta ao Estadão vai parar no Maranhão. Odor de corporativismo

Le Gens du Justice

Daumier: Le Gens du Justice

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) voltou a surpreender na tarde de hoje.

Ele manteve a censura ao jornal O Estado de S.Paulo, no que toca à proibição de publicar matérias sobre a investigação policial chamada de Operação Boi Barrica e referente ao empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney.

A surpresa, sob o prisma jurídico, fica por conta de o TJDF  ter mantido a censura e decidido não ser competente para apreciar o caso, que envolve grave decisão do desembargador Dácio Vieira, membro do próprio TJDF.

Para o TJDF, a competência é do Tribunal de Justiça do Maranhão, e não se está aqui, neste blog Sem Fronteiras, a fazer piada de assunto que representa cláusula pétrea da nossa Constituição.

Em outras palavras, Vieira não se deu por incompetente, mas o Tribunal, sim, mantendo a sua decisão e determinando o envio dos autos para o Tribunal de Justiça do Maranhão.

Convém recordar que, há 61 dias, o desembargador Dácio Vieira, que mantém relacionamento com a família Sarney, impôs, por meio de decisão liminar, censura a O Estado de S.Paulo.

Arguida a sua parcialidade, por meio de exceção de suspeição, o TJDF realizou uma “ginástica jurídica” para reconhecer — por fato outro que não a amizade do desembargador Vieira com os Sarney — que deveria se afastar do processo. E se afastar por haver, posteriormente à arguição de suspensão, falado sobre o caso.

Ao se declarar incompetente, o TJDF pode causar um conflito negativo de jurisdição. Isto se o Tribunal do Maranhão também entender ser incompetente para o caso. Em síntese, mais demora e manutenção absurda da censura.

Tudo muito estranho, para dizer o mínimo. Como o desembargador Vieira é do TJDF e se deu por competente ao conceder liminar de censura, a corte de Brasília, à luz da lógica jurídica e do bom Direito, tinha o poder-dever de suspender, cautelarmente, a decisão de um seu membro.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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29 de setembro de 2009

Governo Hugo Chavez contra a Maconha.

Tags:, , , - walterfm1 às 16:29

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Family Guy e o cão maconheiro.

Family Guy e o cão maconheiro.

O cão Brian, –do popular enlatado televisivo conhecido por Family Guy–, irritou os integrantes do governo do presidente venezuelado Hugo Chavez.

No episódio levado ao ar para toda a Venezuela, o cão Brian apareceu fazendo campanha para legalizar a maconha.

Para o ministro da Justiça venezuelano, o capítulo de ontem da Family Guy, protagonizado pelo cão Brian, “instiga ao consumo da maconha”. Na sua visão, Brian faz apologia da maconha.

Diante disso, a popular série norte-americana da Family Guy foi banida de todos os canais televisivos da Venezuela. A empresa de mídia que insistir na difusão, além da multa, sairá do ar.

O ministro da Justiça, anteriormente, proibiu a série Os Simpsons.

Certamente, o ministro da Justiça venezuelano  deve estar ansioso pela volta da série Dr. Fu Manchu, personagem criado por Sax Rohmer, em 1912.

O referido doutor tinha um projeto para difundir o uso de drogas entre os ocidentais. Viciar com ópio os ocidentais era sua receita de conquista. Isto para dominar os brancos. Em resumo, era o “racismo farmacológico” cunhado por Sax e pela CIA com o objetivo de demonizar os chineses.

PANO RÁPIDO. Ainda não se sabe qual será a reação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aquele oportunista que luta pela legalização das drogas, mas, em dois mandatos presidenciais (8 anos), manteve a criminalização e a pena de prisão aos surpreendidos na posse de maconha para uso próprio.

Talvez, FHC lance um protesto contra Chavez, que deverá morrer de medo.

Como FHC faz de tudo para voltar à ribalta, poderá passear pelo aristocrático bairro paulistano de Higienópolis, onde mora, com um cachorrinho da raça de Brian. Lógico, sem deixar de ingressar num smart-pet-shop, para comprar alguns produtos naturais, como, por exemplo, cogumelos alucinógenos, chá de salvia divinorum, osso de pó de coca, biscoitos cannabicos, etc. 

Por outro lado e como o destino vive a nos pregar peças, convém lembrar que, na semana passada,  o Congresso dos EUA analisou a lista dos países que não cooperam na luta contra as drogas proibidas.

Tal lista fora enviada pelo então presidente George W.Bush. O Congresso, segundo a lei vigente, pode determinar o corte de ajuda financeira e a proibição de investimentos americanos privados no país elencado pelo presidente.

A Venezuela havia sido relacionada por W. Bush numa represália à expulsão de bisbilhoteiros agentes da  Drug Enforcement Administration (DEA): este esqueceram as drogas e começaram a grampear Chavez.

Nenhuma sanção econômica o Congresso dos EUA determinou contra a Venezuela. O mesmo se deu com relação à Bolívia, outro estado contemplado por W.Bush.

Do seu rancho do Texas, onde certamente foi o cão Brian banido dos televisores, W.Bush deve ter exultante com o governo Chavez.

No Brasil, aqueles que impediram as manifestações sobre a liberação da maconha, por meio de  mandado de segurança, devem estar igualmente exultantes com o lado reacionário de Chavez.

Por aqui, eles tudo fizeram, — e até convenceram alguns juízes a deferir absurdas liminares–,  para não ser aplicado o dispositivo constitucional que assegura a liberdade de reunião e a livre manifestação de idéias.
–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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Comentário do blogueiro TATO e de PAULO CAVALHO, decano do blog.

1. O desenho Family Guy, que no Brasil é veiculado com o nome de Uma Família da Pesada é veiculado pelo canal fechado FX e na Globo nas madrugadas de domingo.

Não tem nada de infantil.

Na propaganda do desenho no canal FX eles fazem uma comparação com Os Simpsons e a conclusão: “Menos amarelo, mais ácido”. Ou seja, não tem nada de infantil.

Em outro episódio os personagens invadiram o Rancho do W. Bush no Texas e mostraram uma série de carreiras de cocaína sobre a mesa…

É pesado mesmo, mas é sensacional, acho que as pessoas devem ter oo direito de escolher o que querem ou não querem assistir, não é o governo quem deve fazer isso. . . .

 Tato.

2. Interessante!?

Quem disseminou o uso do ópio na China foram ingleses e americanos, no século XVII.

Chegou-se a ter, naquela ocasião, uma população usuária da ordem de 10 milhões de chineses, e era um dos principais produtos de exportação da Inglaterra.

Paulo Carvalho

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Czar antidrogas de Obama chega a Bogotá com discurso contra a Guerra às Drogas. Expectativa sobre como justificará as 7 futuras bases militares dos EUA

Obama e Uribe, pupilo de W.Bush

Obama e Uribe, pupilo de W. Bush

O czar antidrogas da Casa Branca, Gil Kerlikowske, inicia o seu périplo pela Colômbia e deverá dizer ao presidente Álvaro Uribe para não contar com o apoio de Barack Obama no que toca a ressuscitar o fracassado Plan Colombia.

Desde que assumiu, em maio passado, a responsabilidade como gestor das políticas sobre o fenômeno das drogas, Kerlikowske considera um grande equívoco a War on Drugs.

Depois de ter o nome aprovado pelo Congresso, o novo czar, em entrevista ao Wall Street Journal, desabafou: “Independentemente da maneira como se procura explicar para as pessoas que se cuida de uma guerra às drogas ou que se trata de uma ‘guerra’ a uma substância, os cidadãos percebem ser ela uma guerra contra as pessoas. E não devemos entrar em guerra com o povo deste país”: http://online.wsj.com/article/SB124225891527617397.html.

Numa das duas reuniões agendadas com Uribe, o czar Kerlikowske dirá que Obama, para a questão das drogas proibidas, privilegiará políticas voltadas para a redução da demanda. Ou seja, vai mudar o foco do governo anterior,  que optou  pela repressão militarizada e pela repressão judicial criminalizante.

Para reduzir a demanda, o czar Kerlikowske, que tem experiência na área policial, falará a Uribe sobre planos de incentivos a (1) cultivos substitutivos à coca e (2) aproveitamento, em atividades lícitas, da mão de obra atualmente empregada pelos potentes cartelitos, administrados por narcotraficantes colombianos.

Só para lembrar, 80% do cloridrato de cocaína (pó) disponível nos EUA tem origem colombiana.

Uribe mandou preparar para apresentar ao czar Kerlikowske um relatório detalhado sobre políticas de contraste ao narcotráfico que o governo colombiano pretende levar adiante. E, no relatório, pelo que se sabe, haverá registro sobre as polêmicas sete bases dos EUA, justificadas como necessárias ao combate ao narcotráfico e à guerrilha.

Pelo que se sabe, Kerlikowske não propõe o fim da repressão à oferta, mas considera ser o principal a redução da demanda. E o governo Obama, ao contrário de Bush, não apoiará o derrame de herbicidas em áreas de plantio de coca, dados os danos ecológicos irreversíveis: o ponto principal do Plan Colombia era o derrame, por aviões da DynCorp, do herbicida glifosato (no Brasil conhecido por Round-Up), fabricado pela multinacional Monsanto.

O czar Kerlikowske sabe muito bem da experiência calamitosa, e ruinosa em termos financeiros, do projeto de cultivo substitutivo que a ONU e os EUA experimentaram na Bolívia, na região do Chapare e no governo do falecido presidente Hugo Banzer.

Os agricultores bolivianos do Chapare não conseguiram escoar a safra substituta e suportaram prejuízos. Todo o projeto estava centrado no escoamento da safra para a Argentina, que, à época, mergulhou numa profunda crise econômica.

O czar sabe, também, do interesse geoestratégico americano, que procura disfarçar a presença bélica na Colômbia, com as novas bases militares, mediante o falso rótulo de combate às drogas.

PANO RÁPIDO. Como perguntar não ofende, coloco uma questão. Se a nova política de Obama privilegiará a redução da demanda, por que bases militares na Colômbia?

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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28 de setembro de 2009

Guerra às drogas. Cabeças cortadas são deixadas em estrada mexicana. Procurador geral admite cartéis infiltrados no Estado.

walterfm1 às 16:00

No final de semana três cabeças humanas congeladas foram encontradas em bolsas térmicas deixadas na estrada que liga Ciudad Juarez a Chihuahua.

A estratégia de decapitar e expor cabeças para difundir o medo na população, volta a ser empregada no México, desta vez  pelo potente cartel de Juarez, que atua na fronteira com a cidade norte-americana de El Passo.

Neste ano de 2009 e até o último domingo, a “guerra às drogas” conduzida pelo presidente mexicano Felipe Calderon, já contabilizava 600 mortes só na Ciudad  Juarez.

 Na sexta-feira passado, 25 de setembro, a polícia e os soldados do Exército envolvidos na “guerra às drogas” em Juarez amargaram outra derrota, quando a população ainda se mostrava traumatizada com as três cabeças congeladas encontradas numa bolsa térmica. Ou seja, mais  nove corpos, todos crivados de balas, foram abandonados na periferia. Um desses nove corpos empilhados na periferia de Juarez tinha a cabeça separada do corpo.

Na falida “war on drugs” promovida pelo presidente mexicano Felipe Calderon, e que contou com apoio do ex-presidente George W.Bush, morrem, até agora,  mais civis inocentes do que narcotraficantes e policiais.

Para se ter idéia dos trágicos resultados dessa “war on drugs”, na quinta-feira 24, o jornalista mexicano Norberto Miranda Madrid foi morto dentro da redação do jornal onde trabalhava. A redação fica em Casas Grandes, cerca de 180 km da cidade de Juarez.

Cinco homens encapuzados invadiram a redação e com golpes de pistola automática realizaram disparos contra o jornalista.

O falecido  Miranda Madrid cuidava do site da Radio Vision e, nas últimas semanas, havia publicado matérias sobre violência no estado de Chihuahua e a atuação de grupos de narcotraficantes.

No final de semana, a tragédia não se resumiu a Juarez, No lado do Pacífico, onde atuam os cartéis de Tijuana , Golfo da Califórnia e Guadalajara,  a violência fez-se presente. Na estrada federal entre Acapulco e Zihuatanejo, a polícia localizou, ao lado de um veículo,  cinco cadáveres de mulheres, entre 25 e 35 anos de idade. As cabeças foram metralhadas e as faces todas desfiguradas.

Isso tudo parece ter sido a recepção que os narcos reservaram a Arturo Chavez, novo procurador geral da Justiça do México.

Em entrevista coletiva para falar sobre as últimas cenas de sangue, o procurador Chavez surpreendeu a todos. Contou que na sua procuradoria Geral, além de corrupção e a certeza de impunidade por parte de funcionários públicos, existe o grave problema da infiltração pela criminalidade organizada.

Chavez assumiu a semana passada a procuradoria Geral. Antes atuava como procurador-chefe no estado de Chihuahua e recebeu críticas por não ter conseguido desvendar os misteriosos assassinatos de uma centena de mulheres em Juarez.

PANO RÁPIDO. O presidente Calderon perde a guerra que deu início logo ao assumir o cargo. Seu prestigio despencou e não vem obtendo sucesso nas tratativas  para conseguir ajuda financeira do presidente Barack Obama. Do atual czar antidrogas da Casa Branca já teve que ouvir que a “guerra às drogas” representou  uma política equivocada e  fracassada de governos anteriores ao de Obama 

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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27 de setembro de 2009

Com odor de Máfia, Berlusconi é recebido pelo papa Bento XVI

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“Sobre cavalos, ele não entendia nada”, disse o procurador de Justiça que atua junto à Corte de Apelação de Palermo a respeito do “cavalariço” Vittorio Mangano, um mafioso de ponta contratado, de 1973 a 1975, para cuidar do valioso plantel de cavalos do  haras de luxo de Sílvio Berlusconi, na sua fazenda em Arcore (norte da Itália).

“Não entendia de cavalos”, virou a frase-piada carimbada no premier Silvio Berlusconi na última sexta-feira, tão logo ele retornou dos EUA, onde, no palácio de vidro das Nações Unidas em Nova York, procurou a ribalta e só conseguiu destaque de canto de página. Isto em razão de ter passado alguns minutos preso no elevador do célebre hotel Waldorf Astorias, por problemas técnicos.

Na Corte de Apelação de Palermo tramita um processo por associação mafiosa contra o senador siciliano Marcello Dell´Utri, amigo fraterno de Berlusconi, co-fundador com ele do partido Forza Itália  e seu exclusivo correspondente na Sicília.

Por sentença de primeiro grau, o senador berlusconiano Marcello Dell´Utri está condenado a 9 anos de prisão por associação à Máfia.

Sexta feira, na Corte de Palermo, o procurador de Justiça Antonino Gatto lembrou ter sido Dell´Utri a indicar o mafioso Mangano para trabalhar para Berlusconi na fazenda de Arcore.

Só para lembrar, Mangano foi condenado à prisão perpétua por ser mafioso e responsável por dois homicídios perpetrados a mando da Cosa Nostra: ele morreu em 2000, com um câncer no cérebro.

Gatto lembrou que Dell´Utri era o braço direito de Berlusconi para negócios na Sicília: “Mangano era o símbolo vivo de como a Cosa Nostra tutelava Berlusconi”. E acrescentou Gatto: “Mangano foi chamado para cultivar interesses diversos para os quais foi oficialmente contratado”.

No final da sua manifestação perante a Corte de Apelação de Palermo, indagou o procurador: - “O que fazia um cavalariço de fachada e  mafioso na fazenda de Berlusconi em Arcore ?”

Numa investigação conduzida pelo magistrado Paolo Borsellino, — dinamitado pela Máfia em 1992–, figurava Vittorio Mangano. Para Borsellino ele era o “testa de ferro” que cuidava dos negócios da Cosa Nostra no norte da Itália. Esse juízo de Borsellino foi lembrado pelo magistrado Gatto, em função de representante do ministério Público.

Apesar do odor de máfia a impregnar em Berlusconi no momento, ele conseguiu, antes de o papa Ratzinger embarcar para Praga, agendar um encontro.

Sem saber o que dizer, Berlusconi, ontem, foi logo dizendo: - “Santidade, trago-lhe um afetuoso abraço do presidente Barack Obama”.

Com um cinismo nada cristão, Ratzinger emendou: - “Presidente (do Conselho de Ministros), que alegria em encontrá-lo”.

PANO RÁPIDO. Como não mais está entre nós, só podemos imaginar que tenha ficado o mafioso Mangano, –que em vida nunca montou ou tratou de cavalos–, admirado com o diálogo entre Berlusconi e o papa Bento XVI.

Nem Totó Riina, o encarcerado “capo-dei-capi” (chefe dos chefes) da Máfia poderia imaginar  um trato diplomático igual.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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25 de setembro de 2009

Descoberta célula da Al-Qaeda que atacaria metrô de Nova York, garante ministro da Justiça

walterfm1 às 8:52

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O ministro da Justiça dos EUA, Eric Holder, acaba de declarar  que uma célula al-qaedista foi desarticulada. Isto quando já era iminente um ataque ao metrô de Nova York.

A célula seria comandada por Najibullah Zazi, um americano de pais afegãos.

Zazi foi preso no Colorado, onde  morava e trabalhava como motorista no aeroporto local.

O acusado teria admitido a agentes do FBI  competir-lhe  a tarefa de coordenar ataques  a causar destruições em massa.

Mais ainda, teria confessado Zazi que aprendeu a confeccionar bombas potentes num campo de adestramento da Al-Qaeda, no Paquistão.

O processo tramitará perante o Grande Júri de Nova York.

No mesmo processo, e a responder por crime de falso testemunho, figura Mohamed Wali Zazi, que é pai de Najibullah Zazi: ele teria mentido ao negar as ligações do filho com os al-qaedistas.

O terceiro réu responderá o processo em liberdade, depois do pagamento de fiança. Trata-se do líder comunitário e religioso Ahmad Wais Afzali. Esse imã xiita é acusado de apoiar a célula e como fiança à Justiça pagou US$ 1,5 milhão.

Para as autoridades, a meta de Zazi seria atacar o metrô de Nova York. O ataque, no entanto, teria proporção maior do que os ocorridos nas estações de Londres e Madrid.

Os três acusados proclamaram-se inocentes para o juiz que presidirá o Grande Júri.

PANO RÁPIDO. O ministro da Justiça fez uma afirmação grave e preocupante. Só que, na entrevista coletiva, não mostrou nenhuma prova. Disse que todas elas estão na posse do Ministério Público e foram juntadas aos autos do  processo que tramitará perante o Grande Júri.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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24 de setembro de 2009

Vôo da Morte. Do juiz argentino Torres ao futuro ministro Toffoli

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Atenção leitor. Caso tenha se utilizado da ponte-aérea Amsterdã-Valência, operada pelo consórcio KLM-Air France-Transavia, o piloto pode ter sido o argentino Julio Alberto Poch, aquele dos vôos assassinos.

Poch era o piloto dos vôos destinados a jogar no oceano Atlântico ou no rio da Prata, sem pára-quedas, presos políticos da ditadura argentina (1976 a 1983).

Pelos cálculos do juiz argentino Sergio Torres foram mais de mil presos políticos atirados de aviões pilotados por Poch.

Segundo dizia Poch, com a insensibilidade moral de um psicopata, todos esses “terroristas de esquerda” tinham sido dopados antes de ingressarem no avião e, assim, “não sentiam nada”.

Poch deixou a marinha da Argentina em 1981. Com o título de capitão de fragata, fixou residência na Holanda e passou a trabalhar como piloto de aviões. Imaginava, pelo decurso do tempo, que tinham esquecido dele e o som das “madres de Plaza de Mayo” não ecoavam em Amsterdã.

Num trabalho do juiz federal argentino Sergio Torres, encarregado dos processos sobre pessoas desaparecidas durante a ditadura militar, muitas testemunhas contaram sobre os chamados “vôos da morte”, em aviões pilotados por Julio Alberto Poch.

No curso dos processos, o juiz Sergio Torres descobriu que Poch, hoje com 57 anos, vivia em Amsterdã e trabalhava como piloto de aviões.

Na terça feira passada, em cumprimento a mandado internacional de prisão expedido pela Justiça argentina, Poch foi preso a bordo de um “low-cost”, no aeroporto de Valência (Espanha).  O vôo atrasou cerca de duas horas para decolar, tempo levado para a substituição de Poch por outro piloto.

Hoje, chegou ao cárcere de Picassent, em Valência, onde está encarcerado Poch, a nota da expedição de pedido de extradição pela Argentina.

PANO RÁPIDO. Na Argentina, foram declaradas inconstitucionais as leis de anistia, Ponto Final e Obediência Devida, que conferiram impunidade a cerca de 1.800 militares envolvidos com torturas e assassinatos, durante a ditadura.

Enquanto o juiz argentino Sergio Torres processa assassinos da ditadura militar argentina, no Brasil, aguarda-se a chegada de José António Toffoli para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.

Toffoli, como Advogado Geral da União, sustentou tese que beneficiou o coronel Brilhante Ustra. O referido coronel Ustra comandou o DOI-CODI, onde eram torturados e desapareciam presos políticos.

No Brasil, a lei de anistia foi feita pelo regime militar. Ela, ao contrário do entendimento de Toffoli, não se aplica aos casos de terrorismo de Estado, que foi o que tivemos no Brasil, durante a ditadura.
–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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23 de setembro de 2009

Obama prestes a avalizar a liberação da maconha nos EUA

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Para os que lutam pela legalização da maconha para uso recreativo, Obama dará, em breve, um segundo passo na direção da liberação do consumo lúdico.

O primeiro passo, afirmam os analistas norte-americanos, foi a ordem expressa para acabar com a perseguição determinada na era W.Bush, com relação aos que fazem uso terapêutico da marijuana. Com isso, Obama enquadrou, de fato, a cannabis terapêutica na 21ª.emenda, sobre liberdade para consumo de bebidas alcoólicas.

Bush, –como se sabe e foi destacado várias vezes neste blog Sem Fronteiras de Terra Magazine–, bateu às portas da Corte Suprema para obter uma declaração de inconstitucionalidade de leis estaduais que autorizavam o consumo da maconha para fim terapêutico, mediante prescrição médica. A competência para o tema drogas seria da União, sustentou Bush, junto à Corte Suprema.

Em outras palavras, Bush incomodou até os portadores de males incuráveis e de dores insuportáveis, como, por exemplo, a usuária que tinha câncer no cérebro e só conseguia inibição da dor ao fumar maconha.

Como vários estados federados, a começar pela Califórnia, fingiram que a decisão da Corte, favorável à tese de Bush, era genérica, não se incomodaram. Em síntese, W. Bush ganhou, mas não levou.

 A propósito, a Corte só disse apenas da competência para legislar. Ou seja,  não nominou estados e não cassou leis. Enfurecido com o entendimento de que o julgado não servia para um estado não mencionado pela Corte Suprema, W.Bush soltou a policia federal (FBI) para prender os usuários. Alguns idosos doentes, na Califórnia, exibiram a carteira plástica de autorizados a usar maconha, mas nada adiantou. Então, deixaram as praças e passaram a fumar maconha em casa.

Obama, com a sua ordem para deixar em paz os que usam maconha com objetivo terapêutico, acabou, também, por chancelar leis de 13 estados-federados, que permitem tal emprego.

O otimismo é grande por parte dos adeptos da liberação. E não vem o otimismo  apenas da velha geração. Aquela dos tempos de Woodstock ou dos Beatles. Animadíssimo com a iminente legalização está o fundador do National Organization to Reform Marijuana Laws (NORML), que, há 30 anos, luta pela liberação das drogas leves.

Até o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, não quis deixar passar a oportunidade, diante das permanentes manifestações populares. Ele lembrou der dito, na campanha de 2001, que havia fumado maconhado e sentido muito prazer. A última grande manifestação acabou de ocorrer em Boston e reuniu mais de 100 mil pessoas, presumidamente usuários lúdicos.

Outro contente com o andar da carruagem  é o magnata George Soros, de origem húngara como o presidente francês Sarkozy. Além de doações para organizações não governamentais, Soros, em sete cidades americanas, mantém escritórios para informações e promoção de campanhas liberalizantes da cannabis. Nesses escritórios trabalham 45 pessoas.

Pano Rápido. A revista Fortune, que acaba de chegar nas bancas americanas, reproduz os mais de 40 anos de debates sobre a legalização das drogas. E o oportunista Fernando Henrique Cardoso, que no seu governo não quis nem transformar o porte de droga em infração administrativa e não mais criminal, já levanta a bandeira do pioneirismo. Na verdade, trata-se de adesista de última hora.

O THC (tetra-hidro-cannabionol) é o princípio ativo da maconha, já consumido por Clinton e Al Gore, como lembrar sempre cartazes carregados em passeatas nos EUA. Com a legalização, será estabelecido o porcentual a caracterizar a maconha como droga como leve.

Conforme comentário irônico recebido pelos operadores deste blog Sem Fronteiras, no Brasil,  fomos cientificados que o princípio ativo da maconha vai mudar de nome. Não mais será THC, mas FHC, de fernando hidro-cannabinol.

A respeito, alerto que se deve dar preferência ao original (THC), sob risco de enjôos e efeito colateral, caracterizadps por impulsos de adesões a teses privatizantes e permanentes obsessões pelo estado-mínimo. Melhor explicando: um efeito que já experimentamos.

Para fechar: apóiam a legalização da maconha Brad Pitt e Quentin Tarantino. E eles entraram nessa luta cinco anos antes de FHC.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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22 de setembro de 2009

Racismo volta aos Estádios e Federação se omite. Vergonha, no país campeão do mundo.

Tags: - walterfm1 às 9:00

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Balotelli, da Inter de Milão

Balotelli, da Inter de Milão

Lamentável o silêncio de ontem à noite da Federação Italiana de Futebol (FIGC-Federazione Italiana Giuoco Cálcio), diante da manifestação racista ocorrida, no final de semana, durante a partida entre o Cagliari e a Inter de Milão, na Sardenha.

Na tradicional reunião das segundas feiras, para analisar a rodada, os dirigentes da FIGC preferiram o silêncio, interpretado por muitos  como lamentável  conivência.

O coro “buuuu”, –que surgiu nos estádios em 2005 quando o atacante Zoro  do time do  Messina tocava na bola–, voltou com força. E foi ouvido quando Mario Balotelli e Samuel Eto’o, ambos atacantes da equipe da Inter, pegavam na bola.

Por duas vezes, o serviço de altofalante do estádio do Cagliari alertou os torcedores, a recordar que a legislação esportiva prevê a suspensão da partida e a perda dos pontos.

O único que não escutou o coro, e nada colocou na súmula da partida, foi o árbitro Orsato. Vale recordar que o código de justiça desportiva prevê, preventivamente, a interrupção da partida por até três minutos. A falta de registro na súmula, ao certo, serviu de pretexto para a omissão da FIGC.

O endurecimento das regras esportivas teve uma causa próxima e outra remota, esta última referente ao ano de 2005, em face das ofensas ao mencionado jogador Zoro, nascido na Costa do Marfim.

A causa próxima, localiza-se em 2006, num assustador episódio transcorrido no estádio Olímpico de Roma, na partida Lazio x Livorno.

Nos alambrados, junto às bandeiras de córner e para a televisão mostrar, os torcedores da Lazio colocaram faixas estampadas com a cruz suástica nazista: a cruz gamada ( da letra grega gama), entre os budistas, era símbolo de felicidade. Com Hitler, virou símbolo da superioridade da raça ariana e de tragédias.

Não bastasse a marca da intolerância presa nos alambrados, no meio do estádio, em espaço reservado aos “ultra” (torcida organizada) da Lazio, enormes faixas nazi-fascistas foram esticadas. Durante a partida  entoaram-se hinos e gritos de guerra de conteúdos racistas, xenófobos e antissionistas.

Racismo, no Estádio Olpico de Roma

Racismo, no Estádio Olímpico de Roma

A propósito, a Lazio era o time do coração do ditador Benito Mussolini: chamou-se Benito porque o pai do futuro  “duce” quis homenagear o revolucionário mexicano Benito Juarez. 

 Com efeito. Os dirigentes da FIGC, em face do ocorrido na última rodada entre Cagliari e Inter, parecem ter esquecido 2006 e a omissão poderá resultar em novas manifestações racistas.

Ainda bem que o presidente do Cagliari não adotou a mesma postura  da FIGC. Ele estava nos EUA e assistiu ao jogo por televisão a cabo. Imediatamente, comunicou-se com a mídia italiana e reprovou com dureza a torcida do Cagliari, responsável por envergonhar internacionalmente o “calcio” italiano, atual campeão do mundo.

Só para lembrar e homenagear, Balotelli, nascido em Palermo (Sicília) no ano de 1990, é filho de pobres imigrantes de Gana. Ele foi deixado pelos pais, diante de uma enfermidade, em um hospital público. Abandonado, acabou, posteriormete, adotado pela família Balotelli. Aos 18 anos e segundo a lei, o simpático Balotelli adotou a cidadania italiana e brilhou na seleção italiana sub-20. Samuel Eto’o é camaronês, atleta exemplar e recém contratado pela Inter, depois de brilhante passagem pelo Barcelona.

Pano Rápido. No referido jogo de 2005, a torcida da Inter, onde hoje jogam Balotelli e Eto’o, promoveu estridente manifestação racista contra Zoro, do Messina.

Com muita dignidade, Zoro colocou a bola debaixo do braço e rumou em direção aos vestiários. Então, contou com a solidariedade de Adriano, que imperava no futebol italiano. Adriano fez a torcida silenciar e convenceu Zoro a voltar para o jogo.

Para mim, esta foi a melhor atuação de Adriano e jamais esquecerei de recordar quando o tema for racismo no futebol. Vida longa e feliz a Balotelli, Eto’o, Zoro e Adriano.

–Wálter Fanganiello Maierovitch

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21 de setembro de 2009

No Afeganistão, uma criança-bomba vale de 7 a 14 mil dólares. Funerais de Estado: multidão cobra saída do Afeganistão.

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manifestação na basìia de São Paulo

manifestação na basília de São Paulo

Hoje, uma multidão lotou, em Roma, a praça e a enorme basílica de San Paolo fuori mura (fora da marulha). Isto para a  última homenagem aos seis paraquedistas dinamitados em Cabul: Matteo Mureddu, 26 anos, Davide Ricchiuto, 26 anos, Giandomenico Pistomani, 28 anos, Massimiliano Randino, 32 anos, Antonio Fortunato, 35 anos e Roberto Valente, 37 anos.

A emoção fez-se acompanhar de outro sentimento, ou seja, da inutilidade da presença de militares italianos no Afeganistão. Isto porque a população está consciente do insucesso da “missão Isaf” no Afeganistão. E pelos dados recém-revelados, os italianos sabem que novas tragédias acontecerão.

Muitos cidadãos carregavam, durante o cortejo fúnebre, uma foto de Simone Valente, de dois anos de idade. Simone aparece com a boina de paraquedista do tradicional grupo Folgore e a foto foi publicada com destaque em vários jornais italianos. A foto foi tirada ontem, com Simone Valente à espera, no aeroporto militar, da chegada dos espólios do pai Roberto.

Até o momento não se sabe  se a explosão em Cabul deveu-se a uma ação de homens bombas ou ao acionamento da carga de dinamite, estimada em 150 kg,  por telecomando.

A carga explosiva estava no interior de um automóvel Toyota, estacionado na rua onde passariam os dois blindados italianos Lince, com os seis paraquedistas.

A explosão provocou a abertura de um buraco com 70 metros de diâmetro e dois metros de profundidade. Além dos seis paraquedistas, faleceram 15 civis afegãos.

Com a presença do presidente Georgio Napolitano e a leitura de mensagem do papa Bento XVI, o monsenhor Pelvi, responsável pela celebração, lembrou que os seis paraquedistas integravam uma missão de paz, de apoio aos cidadãos afegãos.

No particular, a Itália integra a Isaf (Força Internacional de Assistência e Segurança), comandada pela NATO. E a Itália  mantém no Afeganistão 2.800 militares, não para combater, mas para dar segurança à população e auxiliar nas missões de paz.

Desde 7 de outubro de 2001, quando forças armadas dos EUA e da NATO resolveram intervir no Afeganistão, já faleceram 21 militares italianos e 830 norte-americacos. 

No final do toque de silêncio na basílica de San Paolo ecoou, no meio da multidão, uma voz que deixou o premier Berlusconi sem ação, emparedado: -“ Retire-os logo. Por quantos mortos devemos esperar ainda ?”.

O premier Berlusconi, apesar da grande comoção e da pressão pela volta dos militares, assegurou que os italianos deverão continuar no Afeganistão. A palavra de Berlusconi coincidiu com a do presidente Barack Obama, que frisou, hoje, que a luta contra o terror prosseguirá no Afeganistão.

PANO RÁPIDO. Dados de hoje, pelos serviços de inteligência da Alemanha, França, Canadá, Grã Bretanha e EUA, revelam que os talebans controlam de 75% a 80% do território afegão.

Em junho de 2008, consumaram-se 308 atentados suicidas com emprego de dinamite. Já em junho de 2009, foram 736 atentados. Isso mostra que os talebans já estão plenamente reorganizados, depois das baixas e  dos recuos a que foram obrigados em 2002 e 2003.

E os talebans, nos ataques sucidadas, usam crianças. Cada criança-kamicase é vendida numa faixa entre US$7,0 mil a US$14,0 mil.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

………………………….

Vale a pena Conferir.

Caro Wálter,

quando vejos relatos tais, por um átimo, penso que dever-se-ia abandonar à propria sorte os países que insistem nessa toada de terror e que não deveríamos nos envolver com o problema deles, para não gerar ingerências indevidas, mas, então, me lembro da poesia do Brecht:

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário (comunista)

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Não foi tal indiferença a força motriz a qual fez com que Hitler quase dominasse a Europa e o mundo?!

Não podemos nos render!

Com estima,
Jeová Barros de A. Júnior.

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