Terra Magazine

31 de outubro de 2009

Ao contrário de Bush, presidente Obama recebe corpos e autoriza fotos de urnas mortuárias de agentes mortos no Afeganistão

walterfm1 às 14:03
desembarque de espólio de agentes da DEA.

desembarque de espólio de agentes da DEA.

As regras mudaram no governo Barack Obama e a imprensa internacional está a destacar o seu lado humano, sensível e transparante. E faz comparações com o seu antecessor, George W.Bush, que proibia fotografias de urnas fúnebres de militares mortos no Afeganistão ou no Iraque.

Os corpos dos caídos em combate, desde o tempo de W.Bush, chegam aos EUA em aviões militares (C-17 da Air Force) que aterram na base-militar de Dover. Essa base-militar fica cerca de 40 minutos de vôo da Casa Branca.

Perto da meia noite de quinta-feira, 18 corpos de norte-americanos mortos no Afeganistão chegaram à base de Dover.

Dentre os mortos, estavam  três corpos de agentes da Drug Enforcement Agency (DEA). A DEA é a principal agência de inteligência antidrogas dos EUA.

Os agentes da DEA foram metralhados por traficantes afegãos. Isto quando próximos do helicóptero usado para movimentação em área de plantio de papoula e de distribuição de ópio: ópio em grego significa suco. Ou melhor, cortada a cápsula de sustentação das pétalas da papoula, escorre um líquido branco que é chamado de ópio.

A surpresa no desembarque consistiu na presença do presidente Obama, em terno escuro e emocionado.

Obama revogou a proibição e os caixões foram fotografados.

Além dos corpos dos três agentes da DEA, o presidente Bush ,– como chefe de estado e de governo–, recebeu os corpos de 15 soldados caídos no Afeganistão, durante ataque promovido pelos talebans.

O gesto de Obama teve um valor altamente simbólico e marcou, também, o fim das proibições voltadas a evitar a sensibilização do cidadão. Coisa apropriada para um desalmado do tipo W. Bush.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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30 de outubro de 2009

Travestis brasileiros protagonizam novo vídeo com três celebridades

Natalia, que disse ser noiva de Marrazzo, concede entrevista.

Natalia, que disse ser noiva de Marrazzo, concede entrevista.

Depois do escândalo com Piero Marrazzo, o governador da Lazio-Roma que renunciou em face de um filme de sexo com a transsexual brasileira Natalia, aguarda-se, para as próximas horas, um novo e bombástico vídeo.

O novo vídeo, segundo corre por toda a Itália, mostraria três celebridades mantendo relações íntimas com travestis brasileiros.

Uma das celebridades, comenta-se, seria um político de centro-direita e vice-ministro do conselho presidido pelo premier Silvio Berlsuconi.

A segunda celebridade envolvida também seria um político. Mas, da oposição de centro esquerda.

Quanto ao terceiro vip, fala-se de um jornalista muito conhecido por seus artigos e aparições na televisão.

Enquanto isso, alguns mistérios referentes ao escândalo do ex-governador Marrazzo ainda tiram os sonos dos investigadores.

Por exemplo, os três cheques passados pelo governador aos quatro policiais que invadiram o apartamento de Patrizia e exigiram dele 60 mil euros para silenciar, não foram compensados no banco sacado. E a extorsão ocorreu no final do mês de julho.

Um outro mistério inquientante. Por que  o governador descia do carro oficial cerca de 100 metros de distância do apartamento de Natalia, na via Gradoli, 96 ?

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festa gay, em reduto da Roma-Norte.

festa gay, em reduto da Roma-Norte.

No percurso, o governadore passava e era saudado por dezenas de travestis, que lhe exibiam os seios. Todos os travestis do local (Roma-Norte) sabiam que Marrano frequentava o reduto e se relacionava com vários trans. Daí a indagação do por que saltar do veículo 100 metros antes, como a evitar fosse visto por transeuntes.

O vídeo de Marrazzo com a transcanarinho Natalia está em segredo de Justiça e a instruir processo criminal por extorsão, com quatro policiais militares presos preventivamente.

Apesar do segredo, os travestis de Roma Norte  que se relacionaram com Marrazzo garantem que nunca havia, nas relações, penetrações. Ou seja, apenas apalpações e masturbações.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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29 de outubro de 2009

Travesti que derrubou governador vai voltar ao Brasil.

foto Ferrario-GMT-Itália

Natalia:foto Ferrario-GMT-Itália

Natalia, - clandestino travesti brasileiro filmado mantendo relações sexuais com o então governador da Lazio (Roma) -, já foi comunicada que deverá voltar ao Brasil tão logo seja concluída a instrução do processo criminal.

Hoje, Natalia recebeu uma autorização provisória de permanência em solo italiano: permesso di soggiorno provisorio.

A primeira audiência está marcada para o próximo sábado e será no Tribunale del Reesame. Os acusados são os quatro policiais militares que chantagearam o então governador Piero Marrazzo.

No processo, Marrazo, o governador que renunciou depois do escândalo, está relacionado como vítima de extorsão.

Pano Rápido. Confira, nas lentes do italiano FERRARIO-GMT-Itália, as fotos de Natalia, que se declarou noiva de Marrazzo em depoimento policial e o local do encontro. 

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Ntalia, na porta do apartamento da via Gradoli, 96, local do encontro. Foto Ferrario-GMT-Itália

Natalia, na porta do apartamento da via Gradoli, 96, local do encontro. Foto: Ferrario-GMT-Itália

 

 

 

 

 

 

 

 

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28 de outubro de 2009

As mulheres são indestrutíveis, fala esposa do ex-governador envolvido com travestis brasileiros.

apresenadora do telejornal da TG3-Rai.

apresenadora do telejornal da TG3-Rai.

Este blog Sem Fronteiras de Terra Magazine informou e comentou sobre o drama de Piero Marrazo, que hoje renunciou ao governo da região Lazio-Roma.

A propósito, informamos ontem  que a renúncia era iminente.

Marrazzo assinou a renúncia no interior de um convento-abadia, onde se encontra em recolhimento espiritual. Ele já havia se auto-afastado em razão do escândalo, que hoje ingressa no seu quinto dia. 

A Itália não é uma federação, mas um estado unitário. Administrativamente, há separação por regiões, que nas federações são chamadas de estados (unidades federativas). O governador da região recebe o título de presidente.

Marrazo foi governador (presidente) da região-estado Lazio e eleito pelo partido Democrárico (PD), de centro-esquerda.  Com a sua renúncia, serão marcadas eleições, antecipadamente.

O mencionado Marrazzo foi filmado durante um encontro amoroso com um trans brasileiro conhecido por Natalia (em italiano o acento recai no “i”).  No quarto em que se encontrava havia grande quantidade de cocaína.

Durante a relação, o apartamento foi invadido por quatro policiais militares, que, para não prenderem em flagrante o governador por posse de cocaína (a que estava numa mesa do apartamento de Natalia), exigiram e receberam dinheiro. Mais ainda, sumiram com a cocaína.

Supracitado vídeo acabou negociado com uma agência de propaganda e, também, com o responsável pela direção da revista “Chi” (Quem). Houve apreensão policial antes da sua difusão: o vídeo disponibilizado no You Tube, conforme informado pelas autoridades policiais italianas, é falso.

A filmagem, segundo suspeita a polícia, teria sido feita pela travesti Brenda, também brasileiro: confira suas fotos no post-abaixo.

Na posse do vídeo, os policiais continuaram a extorquir o governador. Um deles exigiu a sua transferência para outra unidade policial, pois estava sendo investigado por uso de drogas proibidas.

Os quatro policiais autores das extorsões estão presos preventivamente.

Por inquérito, continuam as apurações sobre uma eventual co-autoria das travestis brasileiras.

PANO RÁPIDO. Ontem, no auge do escândalo e com pressão político-partidária para a renúncia de Marrazzo, a esposa do então governador, conceituada jornalista da estatal RAI (rádio e televisão italiana),  não deixou de atender um compromisso assumido há meses.

Roberta Serdoz, bem vestida, sem traços de angústia, maquiada e penteada com esmero, presidiu, com maestria, um encontro sobre o “Papel da Mulher no Mundo do Trabalho”.

Dispensável dizer algo sobre o seu profissionalismo e dignidade.

No debate, não faltou a pergunta esperada. Quando formulada, pareceu constrangedora. Mas, Roberta Serdoz, sem apreensão ou constrangimento, respondeu: “Não deixarei Piero. A família continua unida. As mulheres são indestrutíveis”.

Uma frase, em especial, emocionou os presentes: “Mostro che le donne non crollano”, disse Roberta, que fez lembrar Hillary Clinton.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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27 de outubro de 2009

Travestis brasileiros e cocaína: Cresce para cinco o número de travestis brasileiros envolvidos com governador da Lazio-Roma

Thaynna, a baiana que comanda em Due Ponti.

Thaynna, a baiana que comanda em Due Ponti.

 

1)  O governador da região-estado Lazio, cuja capital é Roma, foi surpreendido quando mantinha relações sexuais com a transsexual brasileira alcunhada Natalia. E no  quarto do apartamento de Natalia havia grande quantidade de cocaína.

A relação sexual mantida entre o governador e a travesti brasileira Natalia foi filmada clandestinamente.

Até o momento, atribui-se à trans Brenda, também brasileira, a autoria da gravação, realizada com um aparelho celular.

Brenda nega a acusação, mas é apontada como a responsável por Natalia e por Thaynna, esta natural da Bahia. As demais, a naturalidade ainda é desconhecida.

O computador e o celular de Thaynna , ambos com fotos de celebridades e autoridades, restaram apreendidos por policiais do ROS (Raggruppamento Operativo Speciale).

Durante a relação amorosa, o quarto do apartamento de Natalia, na célebre via Gradoli, foi invadido por quatro policiais militares (arma dos carabinieri) e teve inicio um longo período de extorsões, do final de julho até este mês de outubro.

Num primeiro momento e ainda no quarto de Natalia, o governador Piero Marrazo entregou três cheques aos  policiais, no valor total de 20 mil euros (cerca de R$60.000,00).

Por programa, Natalia recebia do governador de 1.500 euros (R$4.500,00) e não se sabe, até agora, se estava incluído o preço da cocaína e eventual uso.

 

Brenda, a brasileira suspeita.

Brenda, a brasileira suspeita.

2) Com relação aos fatos, os policiais do ROS apuravam tráfico de cocaína realizado pela facção Casalese (de Casal di Príncipe) da Camorra napolitana (região Campania). Ou seja, nada suspeitavam com relação a crime de  extorsão a vitimar o governador de outra região-estado, ou seja, a região de Lazio.

Interceptações ambientais e telefônicas revelaram um fato novo. Em Roma, um grupo de policiais militares (carabinieri), por um interposto fotógrafo (paparazzi), negociava a venda de um vídeo a envolver o governador Marrazzo com transsexuais.

O vídeo foi oferecido à revista italiana ‘Chi’ (Quem) e estava sendo, também, negociado por uma agência de propaganda.

Referida agência ofereceu o vídeo à editora Mondadori, de propriedade do premier Silvio Berlusconi e administrada pela sua filha. Informado sobre o vídeo, Berlusconi avisou Marrazzo, que é filiado ao partido de oposição.

Logicamente, Berlusconi não perdeu a oportunidade de afirmar que não faria o que a oposição fez com ele, numa referência às suas aventuras com prostitutas.

O certo, no entanto, é que Berlusconi temeu que a divulgação do vídeo fosse atribuída a ele: o jornal do irmão do premier (atua como testa de ferro) publicou um grande escândalo, a envolver relação homossexual do diretor da revista Avvenire, que é uma publicação dos bispos da Igreja romana.

3) O governador Marrazzo deve renunciar hoje ao cargo.

Ontem, ele se autodeclarou suspenso do encargo e o vice-governador assumiu.

Diante da forte pressão, a renúncia de Marrazzo é quase certa e as eleições serão antecipadas.

No momento, Marrazzo está em recolhimento espiritual numa abadia. A esposa, que é jornalista da RAI, já anunciou a separação.

 

em retiro espiritual numa Abadia

Marrazzo: em retiro espiritual numa Abadia

4) A trans brasileira Luana, ouvida ontem no inquérito conduzido pelo ROS, afirmou que Marrazzo era muito conhecido entre os travecos.

Quando ele passava, destacou Luana,  todos colocavam os seios para fora “a fim de que ele escolhesse um para fazer programa”. E “ele pagava bem”, daí a agitação quando passava.

5) Outra brasileira, a travesti Brenda, disse não conhecer Marrazzo.

Só que o namorado de Brenda, em depoimento policial, ressaltou que Marrazzo contratava Brenda e “pagava muito bem porque ela não roubava nada do cliente”, ao contrário das outras.

Para Natalia, que afirmou ser “fidanzata” (namorada-noiva) de Marrazzo e com ele se relacionar durante anos, a travesti Brenda é perigosa e trafica drogas:

- “Dizia sempre a ele:  Piero (Marrazzo), fique atento com quem sai. Deixe a Brendona (Brenda), aquela drogada acaba por te colocar numa encrenca”.

6) Sobre drogas e tráfico por trans, a baiana Thaynna, uma espécie de líder entre os transssexuais que fazem trottoir no bairro Due Ponti (Roma-Norte), acusa Brenda e diz, também, já haver feito “programa amoroso” com o governador Marrazzo, muito conhecido “no pedaço”.

Brenda, tra�da por declaração do namorado.

Brenda, traída por declaração do namorado.

7) Da lista de trans brasileiras dada como clientes do governador Marrazzo consta uma tal Paloma e a recém falecida Tabata.

PANO RÁPIDO. Como se percebe, não só jogadores de futebol brasileiros fazem sucesso na Itália. E de travestis brasileiros freqüentados pelo governador Marrazzo dá para formar um time de futebol de salão, com reservas no banco.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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26 de outubro de 2009

Travestis brasileiros derrubam governador italiano. Protagonistas Natália e Brenda em litígio

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mote da sua vitoriosa campanha a governador.

Marrazzo: mote da sua vitoriosa campanha a governador.

Natália e Brenda — duas travestis brasileiras que moram em Roma — são os protagonistas do escândalo que colocou fim à carreira política de Piero Marrazzo, governador da região (estado) italiana Lazio e que tem Roma como capital.

Em entrevista ao Corriere della Sera de hoje, com direito a fotografia, a brasileira Natália disse : “Com Marrazzo sai algumas vezes, mas ele nunca entrou no meu apartamento. Assim, não sou eu aquela que aparece no vídeo divulgado”: o mostrado no YouTube é falso, conforme avisa a polícia italiana.

Para a trans-brasileira, a filmagem teria sido realizada no apartamento da travesti brasileira Brenda, que divide morada com a francesa Michelle. Uma filmagem com celular e feita por pessoa que estava no quarto, mas não percebida pelo governador Marrazzo.

Sobre a acusação, Brenda (com foto no Corriere della Sera na edição de ontem) mantém-se em silêncio. Só que ela tem uma porta-voz, que disparou ataque verbal contra Natália: “Natália é má e invejosa”.

A porta-voz de Brenda é a transexual conhecido por Thayanna e seria, como escreveu a imprensa italiana, “um veado, como a brasileira Brenda” .

Marrazzo, em fim de mandato, se autossuspendeu do cargo e deu posse ao vice-governador.

Como as eleições estão marcadas para 28 e 29 de março de 2010, Marrazzo — que disse estar envergonhado e querer sumir — foi orientado pelo seu partido (PD-Partido Democrático) a não renunciar.

A renúncia levaria à imediata eleição, ou seja, antecipação eleitoral. E isso é tudo que Berlusconi, do PDL, deseja: ele já elegeu o prefeito de Roma, um ex-membro da juventude fascista. Agora, quer um governador direitista para a região (estado).

Tudo começou quando policiais do Raggruppamento Operativo Speciale (ROS ) investigavam a potente Camorra napolitana. Mais especificamente, a facção camorrista de Casal di Principe: a camorra casalese (Casal di Principe) é objeto do primeiro capítulo do meu modesto livro A Criminalidade dos Potentes, já esgotado nas livrarias.

Numa das interceptações telefônicas realizadas com autorização judicial, colheu-se o relato de que quatro carabineiros (policiais militares) estavam a chantagear o governador Marrazzo e usavam uma filmagem de encontro sexual dele com travestis, em quarto onde havia carreiras de cocaína em cima de uma mesa.

Para os quatro policiais militares (carabinieri), conforme investigação do ROS e da magistratura do Ministério Público, Marrazzo forneceu três cheques de 20 mil euros (R$ 50 mil). Era o primeiro preço de uma chantagem sem fim.

Os quatro policiais militares — já presos preventivamente — tentavam negociar os vídeos com a revista italiana Chi (Quem) e com o grupo Mondadori, de propriedade do premier Silvio Berlusconi.

Marrazzo — casado com uma jornalista e pai de duas filhas dessa união — não foi perdoado pela esposa, fato que aumenta a dramaticidade e o coloca no “fundo do poço”. Ele teve a dignidade de assumir a transgressão.

O escândalo em questão, pois houve vazamento e os jornais noticiaram, abalou Roma. Mais do que os escândalos imperiais e os contos e pinturas eróticas com ninfas e faunos.

Pelo que se percebe, o problema é que o ocorrido não é visto apenas como algo pertencente à esfera privada.

Como lembrou Massimo D’Alema, ex-comunista e ex-premier, “o comportamento privado de um homem público tem relevância pública. É um princípio que vale para todos”.

De se acrescentar que D’Alema é um dos líderes do Partido Democrático, ao qual pertence Marrazzo.

Os encontros amorosos filmados, por incrível, deram-se em prédio de apartamentos localizado na via Gradoli, 96 (Roma-norte).

Nesse mesmo prédio, há mais de 30 anos, as Brigadas Vermelhas mantiveram em cárcere privado o sequestrado Aldo Moro, ex-primeiro-ministro e presidente do então Partido Democrata Cristão. Moro foi lá julgado e executado pelos terroristas brigadistas.

PANO RÁPIDO. Ao Ministério Público, a “traveca” brasileira Natália disse ser a “fidanzata” (noiva-namorada) do governador Marrazzo.

Há pouco, o premier Berlsuconi anunciou que o seu grupo editorial (Mondadori) havia sido procurado e a ele ofertado um segundo vídeo sobre Marrazzo. Tal vídeo ainda não foi apreendido pela polícia e ainda não foi exibido.

O intermediário da oferta de venda do primeiro filme à imprensa teria sido, segundo noticiado,  o fotógrafo Massimo Scarfone.

Coube a Scarfone fotografar o ministro-secretário do ex-premier Romano Prodi. Isto quando o ministro Silvio Sircana, dentro do seu automóvel, acertava um “programa” com uma travesti brasileira.

Em Roma, os “trans”, conforme matérias jornalísticas, mudaram do parque de Vila Borghese para as vias Gradoli e Del Due Ponti e o largo Sperlonga. Cada “programa”, sem cocaína, custa 1.500 euros.

Como dito por um entrevistado pelo jornal La Repubblica de domingo, os “veados” brasileiros são os mais requisitados e isso por serem mais desinibidos.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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24 de outubro de 2009

Agressões e Barracos. Falha Pulseira Eletrônica para Proteção de Molestações.

Tags:, , - walterfm1 às 15:58

Enquanto o Brasil atrasa no âmbito da Justiça criminal em implantar um sistema eletrônico para controle de presos em regime aberto, semi-aberto ou domiciliar, a Espanha deu um passo avançado no campo de litigiosos divórcios e de separações matrimoniais e de conviventes.

Desde o final do verão europeu, estavam sendo empregadas em Madrid (Espanha) 186 pulseiras eletrônicas. Elas têm formato de relógio. Ou seja,  quem é obrigado a usar  “não dá bandeira”, como informa a minha caneta-falante e assessora Isadora Dolores, apelidada ‘La Pasionaria’: ela não guarda parentesco com a falecida comunista Isidora Dolores Ibárruri Gómez, de dentadas históricas e  também conhecida como La Pasionaria

O alarme dessas pulseiras dispara quando da aproximação do presumido molestador: ex-cônjuge ou a ex-companheiro convivente, dado pelo juiz  como violento ou inconformado com a separação a ponto de causar “barracos”.

A distância para soar o alarme é de 500 metros do outro (a).

Para os técnicos espanhóis em telemática e em conflitos, a distância de 500 metros é suficiente para o potencial molestado esconder-se e chamar a polícia. E lá se pode contar com a chegada rápida da polícia.

Dois sinais sonoros são emitidos simultaneamente. Assim, eles colocam em alerta a central de fiscalização judiciária e a vítima.

O sistema funciona como um “GPS”.

Tal sistema foi desenvolvido com base num sofisticado sistema israelense de guerra. O sistema é protegido da interferência de sinais capazes de bloquear o disparo do alarme.

A concorrência pública para colocação do equipamento à disposição das autoridades acabou ganha pela empresa privada “Ero & Staff”.

Desde a manhã deste sábado, as assessoras deste blog Sem Fronteiras de Terra Magazine começaram a verificar se a empresa privada “Ero & Staff” forneceu equipamentos de bloqueadores de celulares para presídios paulistas e cariocas.

Assim como não funcionam os bloqueadores nos nossos presídios, o equipamento da “Ero & Staff” começou a falhar em Madrid.

Dispensável relatar, pelas falhas apresentadas pelo equipamento da Ero & Staff,  algumas situações resultantes em olhos roxos e canelas rompidas.

Depois de pouco mais de um mês da implantação, a experiência acaba de ser suspensa em Madrid, por determinação da autoridade de vigilância.

Essa decisão administrativa carece de confirmação judiciária. Caso confirmada, haverá rescisão do contrato de proteção telemática de vítimas em potencial. E um novo sistema será testado.

PANO RÁPIDO. Fico a dever a informação sobre o sexo mais molestado em face de escândalos públicos.

A respeito de agressões físicas, o papelão e a covardia ficam por conta dos espanhóis. E são os mesmos s homens que promoviam a violência física no curso da união.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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23 de outubro de 2009

Autódromos. Limitado o consumo de cerveja.

walterfm1 às 16:38

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O espírito do médico psiquiatra Cesare Lombroso baixou na Austrália.

Na obra L´Uomo Delinquente (O Homem Delinquente), publicada em 1876, Lombroso lembrou  uma lenda árabe ao fazer a correlação entre embriaguez etílica e tragédias.

Pela lenda, Adão, já pecador, plantou a primeira videira e o diabo, na calada da noite, irrigou-a com sangue de três animais: macaco, leão e porco.

Esses três animais passaram a simbolizar as três fases da embriaguez.

Na primeira fase alcoólica, o indivíduo se tornaria irrequieto, desatento, buliçoso: macaco.

Depois, na segunda fase etílica, o homem vira violento e agressivo: leão.

A sonolência e o estado comatoso surgiriam na fase terceira: porco ( como se nota, o meu Palmeiras parece, no campeonato brasileiro, ter ingressado nessa fase)

 No nosso cotidiano, sempre topamos com esses três animais na direção de automóveis, ônibus, caminhões e motos. Também nos estádios, discotecas, eventos, etc.

 Agora, nota-se a preocupação australiana com alcoolizados que podem invadir autódromos e causar acidentes.

Na Austrália, a partir de hoje, o freqüentador de autódromos  não pode consumir mais de 4 litros de cerveja em 24 horas.

Ou melhor, o expectador de uma corrida automobilística na Austrália, segundo as normas baixadas pelas autoridades desportivas, não pode consumir mais de 24 latas de cerveja no dia do evento esportivo.

Como na Austrália existem cervejas de baixa graduação (ligth) alcoólica, o limite sobe, nesse caso, para 36 latinhas.

O equipamento para verificação é moderno, com teste de saliva. Nada de “bafômetro”. O suspeito que não quiser se submeter  ao teste será convidado a deixar o autódromo.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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22 de outubro de 2009

Emprego: vaga para experimentador de maconha

Tags:, - walterfm1 às 17:09

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O anúncio sobre a procura de um experimentador de maconha acabou de ser publicado na revista Westword, com redação na cidade de Denver, estado do Colorado.

Trata-se de uma revista alternativa.

A revista Westword pretende contratar um analista canábico. Ele teria a incumbência de escrever semanalmente uma coluna. Isto sobre as qualidades das ervas canábicas disponíveis no mercado.

Mais ainda, o selecionado assumiria a tarefa de aconselhar os leitores sobre os melhores produtos, já que são mais de 100 ofertas, ou seja, mais de 100 diferentes produtores.

Com efeito, o Colorado é um dos 14 estados americanos a permitir o uso de maconha para fim terapêutico. Daí, o interesse da revista em publicar uma coluna semanal.

Até o momento, 120 candidatos ao emprego já se inscreveram. Sobre remuneração, o anúncio nada informa. Também não se sabe a respeito de contagem de milhas em programas de viagens.

A procura desse emprego é grande e a revista deverá realizar uma seleção rigorosa sobre conhecimentos teóricos e práticos.

Como se sabe, a maconha vem sendo utilizada em várias terapias e é considerada um inibidor de dor eficiente nos casos de câncer.

Aviso aos navegantes.

Existe um requisito básico para concorrer ao emprego de crítico canábico, que será o primeiro na mídia escrita.

O candidato deverá ser portador de doença que justifique, por motivos terapêuticos, a utilização de maconha.

A inscrição não pode ser realizada por internet. O candidato ao posto de trabalho deve residir nos EUA.

PANO RÁPIDO. Não tive oportunidade de perguntar a opinião do jornalista Bob Fernandes, responsável pelo Terra Magazine, sobre a iniciativa da revista Westword.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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21 de outubro de 2009

Colarinhos-brancos agitados. Derrubada tese do ministro Jobim. MP pode investigar

Da toga à farda, a encantar de serpentes.

Da toga à farda, encantador de serpentes.

O ministro Nelson Jobim — que confessou em livro laudatório haver inserido na Constituição de 1988 artigos não apreciados pelos seus pares de Assembleia Nacional Constituinte — sustentou, na sua pouco gloriosa passagem pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a tese da ilegitimidade do Ministério Público para promover investigação criminal.

Segundo Jobim — que conquistou com a tese, por exemplo, a admiração de criminosos do colarinho-branco, dos mensaleiros, do juiz apelidado Lalau e dos seus parceiros envolvidos na roubalheira da construção do prédio do Tribunal Regional Eleitoral —, apenas a polícia judiciária pode investigar, à luz da Constituição de 1988. Em outras palavras, seriam nulos todos os processos e as condenações, ainda que já definitivas, nas quais o inquérito apuratório ocorreu por iniciativa do Ministério Público.

Não percebeu ou não quis perceber o ministro Jobim que, pelo sistema persecutório criminal contido na anterior e na atual Constituição, o Ministério Público é titular da ação penal pública, em nome da sociedade. A polícia judiciária, em face de crime, exerce atividade auxiliar de apuração em inquérito policial da autoria e da materialidade de crimes. Tanto que ela prepara o inquérito policial para a opinião do Ministério Público, que tem, pela Constituição de 88 maculada por Jobim, poder correcional sobre a polícia. Mais ainda, o Ministério Público não precisa do inquérito policial para propor a ação penal, pois pode ter outros elementos de informação.

Assim, está claro que, pelo sistema constitucional abraçado, o Ministério Pùblico pode investigar e denunciar com base no que apurou: caso do juiz conhecido por Lalau, por exemplo.

Ontem, a 2ª. Turma julgadora do Supremo Tribunal Federal desmontou a tese do ministro Jobim, agora no Ministério da Defesa e já com garantidos proventos da aposentadoria no STF.

O policial Emanoel Loureiro Ferreira, da polícia civil do Distrito Federal, animou-se com a tese de Jobim. Ele ajuizou habeas corpus a fim de anular o processo criminal em que foi condenado por torturar um preso, com a finalidade de obter confissão sobre autoria de um crime. Para ele, com base na tese de Jobim, o Ministério Público não poderia ter realizado a investigação, mas apenas um delegado de polícia.

Por unânime decisão da referida 2ª. Turma do STF, concluiu-se que “o Ministério Público tem competência para realizar — por sua iniciativa e sob sua presidência — investigação criminal para formar sua convicção sobre determinado crime, desde que respeitadas as garantias constitucionais asseguradas a qualquer investigado. A polícia não tem o monopólio da investigação criminal. E o inquérito policial pode ser dispensado pelo Ministério Público no oferecimento de sua denúncia à Justiça”.

PANO RÁPIDO. A tese foi examinada pela 2ª. Turma do STF. Existe, para exame de todos os ministros, em sessão plenária ainda não agendada pelo ministro Gilmar Mendes, caso em que a tese de Jobim será apreciada.

Este  blog Sem Fronteiras, de Terra Magazine, fez contato com o falecido chefe do Esquadrão da Morte, delegado Sérgio Paranhos Fleury.

Como não temos fronteiras, partimos para a busca do contato. Fomos informados, por um espírito que habita local de altíssimas temperaturas, que o delegado Fleury apresenta-se como mentor de Nelson Jobim.

Em 1971, a tese de Fleury de que o Ministério Público não podia investigar — e os investigadores do Esquadrão da Morte tinham sido os então procuradores Hélio Bicudo e Dirceu de Melo — foi afastada pelo STF, em decisão unânime e cujo relator fora o saudoso ministro Luiz Gallotti.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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