Terra Magazine

13 de outubro de 2009

Nova lei “salva Berlusconi”. Premier prega boicote aos jornais e quer reforma judiciária.

Berlusconi no evento de ontem na Confindustria.

Berlusconi no evento de ontem na Confindustria.

Ontem, em encontro de jovens industriais promovido pela Confederação das Indústrias (Confindustria), o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, perdeu as estribeiras  e se  desesperou.

O desespero de Berlusconi decorreu do fato de a maioria dos italianos aprovar recente decisão da Corte Constitucional. Uma decisão  que cassou o privilégio de o premier  não ser julgado por crime comum enquanto no cargo.

Berlusconi sabe da iminência da sua condenação perante o tribunal de Milão, isto em primeiro grau de jurisdição e  por crime de corrupção.

No cível, — conforme informado neste blog Sem Fronteiras–, Berlusconi foi, há pouco, condenado a pagar alta indenização por corromper um juiz e um perito que elaborou falso laudo em seu favor.

Uma condenação criminal, ainda que não definitiva,  sujará a ficha de Berlusconi e poderá, pela grande repercussão interna e internacional, inviabilizar os seus projetos de (1) permanecer no cargo de premier até o final do mandato (faltam 3 anos e meio) e de se (2) tornar, na seqüência, presidente da república italiana, em escolha pelo Parlamento.

Apesar de recomendado pelo presidente da Confindustria para baixar o tom das críticas, Berlusconi não deu bola e atacou a imprensa e os magistrados.
Berlusconi ameaça apresentar um projeto de reforma judiciária para acabar com as perseguições.

Por outro lado, os seus assessores  e advogados providenciam um projeto de lei ordinária para lhe conceder imunidade, de modo a evitar a condenação criminal pelo Tribunal de Milão.

Benito Mussolini.

Benito Mussolini.

Para os seus advogados, o Lodo Alfano (lei ordinária dada como inconstitucional pela Corte ao privilegiar com a suspensão dos processos criminais as quatro mais altas autoridades do estado italiano) pode ser emendado.

E emendado para completar o elenco de privilegiados, ou seja, todos os parlamentares, que também são órgãos de poder. Assim, não mais haveria violação ao princípio da igualdade, dado como violado pela Corte Constitucional.
   
No encontro de ontem com jovens industriais, Berlusconi pediu o boicote ao jornal La Repubblica, de maior circulação na Itália.

Também recomendou o boicote  às publicações italianas que, na sua visão, alimentam a mídia estrangeira, com informações escandalosos e voltadas a denegrir a imagem da Itália.

Como Mussolini, o premier Berlusconi fala que foi eleito pelo povo, ao contrário dos membros da Corte Constitucional e dos magistrados. Na sua visão, só o povo poderá lhe tirar o mandato.

Para Berlusconi, o povo será por ele convocado para sair às ruas caso haja ameaça de perder o cargo de premier. Talvez, teremos uma nova Marcha sobre Roma, como a elaborada por Mussolini.

Berlusconi disse sofrer, há 15 anos, ataques da Magistratura, dos “juizes de toga vermelha” (comunistas). Para Berlusconi, “o seu governo continuará  até o fim da legislatura, por mais 3 anos e meio”.

Depois de afirmar ter sido o melhor governante italiano dos últimos 150 anos, Berlusconi soltou, ontem, uma nova pérola: - “Os chefes de governo dos outros países me falam, admirados, que sou duro, com grande capacidade para resistir e que outros políticos, pelo mundo, não teriam resistido metade dos ataques de que fui vitima”.

PANO RÁPIDO. A Itália, na sua história, já teve um Mussolini. Por isso, a Constituição de 1948 elaborou um seguro sistema de freios e contrapesos para evitar novas surpresas.

Vamos esperar que esse sistema constitucional continue a funcionar a fim de conter novos Mussolini.

Até agora, tudo está a contento, com a Corte Constitucional tendo cumprido, admiravelmente, o seu papel de evitar privilégios e de cassar instrumento legislativo  voltado a produzir, “ad personam” (Berlusconi), impunidade.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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27 de setembro de 2009

Com odor de Máfia, Berlusconi é recebido pelo papa Bento XVI

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“Sobre cavalos, ele não entendia nada”, disse o procurador de Justiça que atua junto à Corte de Apelação de Palermo a respeito do “cavalariço” Vittorio Mangano, um mafioso de ponta contratado, de 1973 a 1975, para cuidar do valioso plantel de cavalos do  haras de luxo de Sílvio Berlusconi, na sua fazenda em Arcore (norte da Itália).

“Não entendia de cavalos”, virou a frase-piada carimbada no premier Silvio Berlusconi na última sexta-feira, tão logo ele retornou dos EUA, onde, no palácio de vidro das Nações Unidas em Nova York, procurou a ribalta e só conseguiu destaque de canto de página. Isto em razão de ter passado alguns minutos preso no elevador do célebre hotel Waldorf Astorias, por problemas técnicos.

Na Corte de Apelação de Palermo tramita um processo por associação mafiosa contra o senador siciliano Marcello Dell´Utri, amigo fraterno de Berlusconi, co-fundador com ele do partido Forza Itália  e seu exclusivo correspondente na Sicília.

Por sentença de primeiro grau, o senador berlusconiano Marcello Dell´Utri está condenado a 9 anos de prisão por associação à Máfia.

Sexta feira, na Corte de Palermo, o procurador de Justiça Antonino Gatto lembrou ter sido Dell´Utri a indicar o mafioso Mangano para trabalhar para Berlusconi na fazenda de Arcore.

Só para lembrar, Mangano foi condenado à prisão perpétua por ser mafioso e responsável por dois homicídios perpetrados a mando da Cosa Nostra: ele morreu em 2000, com um câncer no cérebro.

Gatto lembrou que Dell´Utri era o braço direito de Berlusconi para negócios na Sicília: “Mangano era o símbolo vivo de como a Cosa Nostra tutelava Berlusconi”. E acrescentou Gatto: “Mangano foi chamado para cultivar interesses diversos para os quais foi oficialmente contratado”.

No final da sua manifestação perante a Corte de Apelação de Palermo, indagou o procurador: - “O que fazia um cavalariço de fachada e  mafioso na fazenda de Berlusconi em Arcore ?”

Numa investigação conduzida pelo magistrado Paolo Borsellino, — dinamitado pela Máfia em 1992–, figurava Vittorio Mangano. Para Borsellino ele era o “testa de ferro” que cuidava dos negócios da Cosa Nostra no norte da Itália. Esse juízo de Borsellino foi lembrado pelo magistrado Gatto, em função de representante do ministério Público.

Apesar do odor de máfia a impregnar em Berlusconi no momento, ele conseguiu, antes de o papa Ratzinger embarcar para Praga, agendar um encontro.

Sem saber o que dizer, Berlusconi, ontem, foi logo dizendo: - “Santidade, trago-lhe um afetuoso abraço do presidente Barack Obama”.

Com um cinismo nada cristão, Ratzinger emendou: - “Presidente (do Conselho de Ministros), que alegria em encontrá-lo”.

PANO RÁPIDO. Como não mais está entre nós, só podemos imaginar que tenha ficado o mafioso Mangano, –que em vida nunca montou ou tratou de cavalos–, admirado com o diálogo entre Berlusconi e o papa Bento XVI.

Nem Totó Riina, o encarcerado “capo-dei-capi” (chefe dos chefes) da Máfia poderia imaginar  um trato diplomático igual.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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12 de setembro de 2009

Por qué no te callas, Berlusconi? Zapatero justifica ter preferido o silêncio

Mara Carfagna, ministra da Igualdade de Berlusconi, continua em silêncio

Mara Carfagna, ministra da Igualdade de Berlusconi, continua em silêncio

As mulheres espanholas e todos os democratas espanhóis  não gostaram do silêncio do primeiro-ministro espanhol Zapatero e das ministras Elena Salgado (Economia) e Carme Chacón (Defesa Interna), quando da fala do premier italiano Silvio Berlusconi.

No encerramento da summit Itália-Espanha, na Sardenha (La Maddalena), Berlusconi resolveu falar sobre mulheres (donne), antes de entrar em considerações acerca dos objetivos e dos temas do encontro bilateral.

Como sempre, o premier com pretensões a superar Casanova, pisou feio na bola ao diminuir as mulheres. Disse Berlusconi: “As mulheres são o melhor presente que Deus deu aos homens”.

Apertado pela imprensa europeia, o premier Zapatero justificou o silêncio, apesar da cara de poucos amigos: “Todos sabem da minha posição sobre a igualdade entre homens e mulheres”. Apenas silenciei por respeito às instituições”.

Zapatero já havia passado por tensão anterior. Ou seja, o café da manhã foi oficialmente marcado para a Villa Certosa, que é a cinematográfica residência de praia de Berlusconi, em Porto Rottondo (Sardenha).

Sobre festas e bacanais na Villa Certosa, o jornal espanhol  El País publicou surpreendentes fotos. Por exemplo, do ex-premier da República Tcheca nas piscina. Com mulheres nuas ao lado, o premier foi fotografado de pênis ereto e não se tratava de crise circulatória de priapismo.

A ministra Elena Salgado também tinha uma explicação, por não ter soltado a Berlusconi a frase dita pelo rei Juan Carlos ao presidente venezuelano Chávez ( Por qué no te callas?): “O nosso silêncio, naquele momento, deve ser interpretado apenas como dever de cortesia, em face dos nossos anfitriões”.

Carmen Quintanilla, que preside o “Comitê Parlamentar para a Igualdade”, e ela é  do partido que faz oposição a Zapatero, afirmou, da tribuna, haver entendido o silêncio: “Apesar de nos sentir feridas pelo comentário de Berlusconi, tinha de ser defendido, em primeiro lugar, o interesse da Espanha”.

Ontem, o Conselho Superior da Magistratura italiana, que é presidido por Giorgio Napolitano, chefe de Estado italiano, desagravou os magistrados ofendidos por Berlusconi e que atuam no processo criminal conhecido por Caso Mills, no qual Berlusconi é corréu.

David Mills, advogado contratado por Berlusconi para corromper, foi condenado à pena de 4 anos e 6 meses de prisão. O corréu Berlusconi conseguiu uma lei ad personam. Ou seja, de paralisação do processo criminal quando envolvidas altas autoridades da República Italiana. A constitucionalidade dessa lei está sendo apreciada pela Corte Constitucional da Itália.

Com a condenação de Mills, que já recorreu, Berusconi sentiu-se, como coautor e mandante do crime, a um passo da cadeia. Daí, a lei ad personam.

preferiu engolir o agravo às mulheres

Zapatero: preferiu engolir o agravo às mulheres

Pano Rápido. O premier Casanova, em duas semanas, meteu-se em três rumorosas confusões: (1) brigou com os bispos e cardeais da Comissão Episcopal Italiana, espécie de CNBB; (2) foi desafiado pela “garota de programa” Patrizia D’Addario (com a qual fez michê na residência oficial) para um debate público; (3) saiu a atirar depois de divulgado que, por pessoa amiga (o empresário Tarantini), foram colocadas à sua disposição 30 prostitutas. As arregimentadas por Tarantini recebiam hum mil euros por ato sexual.

Sobre todas as aventuras e todas as confusões do Premier-Casanova, confira as publicações deste blog Sem Fronteiras, de Terra Magazine.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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11 de setembro de 2009

Berlusconi pagava mil euros por transa e fala que jornalista espanhol está com inveja

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michê com Berlusconi.

D'Addario: michê com Berlusconi.

Silvio Berlusconi imaginava que o jornal espanhol El País —com o qual litiga na Justiça por este ter publicado fotos das bacanais promovidas na sua cinematográfica casa de praia da Sardenha — não fosse enviar um correspondente para cobrir o seu encontro com o premier José Luis Zapatero, em La Maddalena.

Enganou-se. Lá estava o jornalista Miguel Mora, do referido El País, com microfone sem fio na mão e perguntas que provocaram sorriso amarelo e situação desconfortável para o visitante Zapatero.

Na bucha, perguntou Miguel Mora: “Os encontros com garotas de programa que sua excelência promovia acabam com a imagem da Itália no exterior. Não estaria na hora de renunciar?”

Berlusconi, impulsivo, respondeu: “ O senhor está com inveja”.

Na sequência, disse que os processos que promoverá contra a escort Patrizia D’Addario acarretarão para ela 18 anos de prisão.

Para o premier, a sua intimidade foi violada e a “garota de programa” tinha em mente, quando compareceu ao encontro, causar um posterior escândalo, virar celebridade e faturar muito dinheiro com isso.

Perguntado sobre o pagamento do programa, Berlusconi disse que, na sua vida, nunca tinha pagado para fazer sexo com mulheres. Frisou que o valor maior está na conquista da mulher e o pagamento impede isso.

Diante das respostas do premier Berlusconi, o El País resolveu ouvir a escort D’Addario, nascida e moradora em Bari (sul da Itália).

D’Addario desafiou Berlusconi para um debate público sobre o acontecido no Palazzo Grazioli, a preparação feita pelo empresário Tarantini e outras questões a respeito de “sexo, conquistas, relações entre homem e mulher, desempenho sexual e poder”.

Pelo jeito, D’Addario não se intimidou com os 18 anos de cadeia, mencionados na ameaça de Berlusconi. Desde que ficou famosa, corre a Europa para faturar dinheiro com a sua imagem e participa de eventos e  festas noturnas. Em síntese, fatura como celebridade e não mais como prostituta.

D’Addario, hoje e por exemplo, voltou às primeiras páginas dos jornais europeus, nesse embate que só Berlsuconi perde.

Berlusconi, se julga irresistöelBerlusconi,  julga-se

irresistível

Pano Rápido. No processo investigatório sobre exploração de mulheres e tráfico de drogas, conduzido pelo Ministério Público e que corre na cidade Bari, acaba de ser ouvido o empresário Tarantini: ele fabrica próteses hospitalares, participa de licitações para venda dos seus produtos e virou amigo íntimo de Berlusconi.

Tarantini admitiu que arregimentava prostitutas para levar às festas de Berlusconi na Sardenha (Porto Rotondo, onde Berlusconi tem uma cinematográfica casa de praia, conhecida por Villa Certosa) e no romano palácio que serve de residência oficial para os primeiros-ministros italianos.

Contou o empresário Tarantini que, no total, arregimentou 30 belas “garotas de programa” para atender Berlusconi. Tudo corria por sua conta, como passagens aéreas, alimentação, hospedagens em hotéis e os “programas sexuais”.

A garota que fizesse sexo nos “eventos” berlusconianos recebia um extra de hum mil euros por “programa na cama”. A saída do quarto e posterior volta para outra relação sexual contava como sendo “novo programa”, ou seja, mais hum mil euros (quase R$ 3.000,00).

Berlusconi finge não saber se alguém pagava as contas das “garotas de programa”. E faz de conta quenem indiretamente pagava a “fatura”. Por isso, diz nunca ter favorecido Tarantini.

“Todos vocês sabem bem que, para quem ama as mulheres, a satisfação realizadora está na conquista”, não cansa de dizer Berlusconi.

Wálter Fanganiello Maierovitch–

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6 de setembro de 2009

Igreja Católica x Berlusconi: a vingança do premier foi tiro no pé

Tags:, , , - walterfm1 às 16:49

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A vingança falou mais alto. E o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi vestiu, politicamente, uma camisa de sete varas, com reflexo no segundo desdobramento das eleições administrativas que se aproximam.

Vingança é prato que se come frio, ensina a sabedoria popular.

Berlusconi resolveu comer quente, a revelar a sua imensa vaidade e a arrogância de matriz neofascista,  sempre exibida quando contrariado.

Mal saiu do episódio do escândalo referente a desfrutamento de “garotas de programa”, Berlusconi resolveu dar, por tabela, um troco na Igreja. Para isso escolheu o jornalista Dino Boffo.

Melhor explicando, Berlusconi resolveu desmoralizar a publicação Avvenire, dos bispos católicos italianos e controlada pela fortíssima Conferência Episcopal Italiana (CEI). O Avvenire, pelo seu diretor de jornalismo Dino Boffo, criticara o escândalo Berlusconi-garotas de programa. Lógico, sob o prisma dos valores ético-morais.

Na vingança foi usado o diário Il Giornale. O Giornale pertence à família Berlusconi e é administrado pelo irmão do premier. A edição de 28 de agosto saiu com matéria de capa e a seguinte manchete: “O Supermoralista  foi condenado criminalmente por Molestação Sexual”.

O moralista, segundo o Giornale, era o jornalista Dino Boffo, do Avvenire e das redes de televisão e de rádio da Cei. O artigo se referia a um sentença criminal condenatória de Dino Boffo, com pena pecuniária, já paga, superior a 500 euros.

Pela matéria-montada, que se referia a fato ilícito ocorrido na cidade de Terni, o jornalista Dino Boffo, homem da mais absoluta confiança da Igreja e a ocupar posto-chave reservado a um leigo, tinha tido em 2002 um relacionamento homossexual com homem casado. E, pelo seu celular, molestava a esposa do parceiro de relacionamento, objetivando a separação familiar.

A Cei, comandada pelo cardeal papável Angelo Bagnasco, hipotecou solidariedade a Boffo.

O papa Ratzinger, que já afirmara ser leitor assíduo do Avvenire quando do episódio Berlusconi-garotas de programa, telefonou a Bagnasco. Isto para expressar toda a sua estima e confiança. Em outras palavras, solidarizou-se com o Avvenire e, por tabela, com o jornalista Boffo, com o qual estivera pela última vez, numa reunião, em 23 de abril de 2005.

As mídias italianas, com exceção as de propriedade e em mãos de Berlusconi — num absoluto “conflito de interesses” —, colocaram Berlusconi no centro da impostura, que distorceu fatos processuais. Na verdade, Boffo perdeu o celular, que foi utilizado para molestar a esposa de um morador de Terni.

Na quinta feira, dizendo-se massacrado por inverdades publicadas, o jornalista Boffo deixou as direções do Avvenire e dos canais de rádio e televisão. Continua forte, no entanto. Ou seja, não abriu mão de funções maiores, em especial no conselho de administração e editorial.

O premier Berlusconi, que afirma não ter tido interferência no episódio, ontem, abotoou, após encontro com o respeitado presidente da República Giorgio Napolitano, definitivamente, a referida camisa de sete varas. Disse que a grande imprensa italiana não consegue divulgar informações verdadeiras, a insinuar ter o Giornale relatado corretamente a verdade sobre  o processo Boffo.

Os juízes de Terni — e por ter o processo corrido em segredo de Justiça — autorizaram a divulgação de apenas alguns atos processuais, que, efetivamente, não comprometem o jornalista Boffo.

Outro papável e ex-presidente da Cei, Camilo Ruini, rebateu a matéria e falou da sua estima e confiança em Boffo, que, como frisado acima, fora defendido pelo cardeal Bagnasco, presidente da Cei e “mandachuva” do Avvenire.

Quando ocorreu o escândalo de Berlusconi com as “garotas de programa” e a adolescente que o chamava de “papi”, a Igreja ficou em má posição. Sem nunca ter sido desmentido, Berlusconi se apresentava como um soldado Vaticano na luta contra pesquisas com células-tronco, casamentos gays etc. As publicações do Avvenire, no entanto, indicavam a desaprovação da Igreja, no episódio das gandaias berlusconianas.

Berlusconi, apesar dos escândalos com as “garotas de programa”, conseguiu vitória nas eleições regionais, mas sentiu um abalo nas europeias, onde imaginava sair como o grande vencedor eleitoral e se habilitar  para se tornar a maior liderança popular europeia.

PANO RÁPIDO. No momento, o embate é direto com a Igreja, que Berlusconi, para atacar, atirou farpas, com a mão do gato Il Giornale, no poderoso jornalista Boffo.

Para analistas, desta vez Berlusconi foi longe demais. O eleitorado católico é imenso e fiel ao comando da Igreja. Nas paróquias, as hostilidades contra Berlusconi serão ecoadas.

Não bastasse, até em jogo do Milan, onde manda e desmanda, o premier Berlusconi tem de sair 15 minutos antes do término. Tudo para fugir às vaias e hostilidades dos ultrà (torcida organizada).

Sua opção por Ronaldinho, e as ordens de como deve se posicionar taticamente no campo, não estão dando certo. E fica claro que o brasileiro Leonardo, colocado por Berlusconi como técnico, é um mero laranja.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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8 de julho de 2009

G8: vinhetas sobre as aventuras de Berlusconi roubam a cena

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jornal português Expresso.

Jornal português Expresso

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vinheta do jornal L´Espresso.

Vinheta da revista italiana L'Espresso

Pelo jeito, os temas da agenda de hoje do G8 não estavam atraentes para os jornais europeus. Eles preferiram ironizar o premier italiano Silvio Berlusconi, presidente da summit, e que passou recibo.

Berlusconi ficou nervoso com as vinhetas publicadas. E furioso com o comentário do jornal inglês The Guardian.

Segundo o Guardian, em breve a Itália sairá do G8. Motivo: não estará entre os sete países mais industrializados do planeta. E o jornal anunciou a  Espanha, com melhores resultados, como substituta da Itália, cuja decadência é atribuída a Berlusconi.

Para Berlusconi, ocorreu provocação por parte de “um pequeno jornal”.

Amanhã, a summit passará a G14, ou melhor, G8 + G5 e + Egito.

O tema inicial de amanhã  versará sobre Desenvolvimento nos Países Pobres.

Dois outros temas importantes fecharão a agenda da quinta-feira: clima e comércio global.

O presidente da Itália, o respeitado Giorgio Napolitano, receberá, amanhã,  os participantes do encontro para um lauto almoço. Lógico, regado a vinho Trebbiano, da região do Abruzzo, onde, na cidade de L’Aquila, transcorre a summit.

Como este blog Sem Fronteiras, de Terra Magazine, registrou (conferir post abaixo), as primeiras-damas não cruzarão com Berlusconi. Assim, não ocorrerão constrangimentos, e nem oportunidade para Berlusconi fazer cafajestadas.

PANO RÁPIDO. Meus avós, Bernardino e Margherita Fanganiello, nasceram na região dos Abruzzo: com a divisão administrativa feita quando já estavam no Brasil, o local de nascimento passou a pertencer a Molise.

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do jornal alemão Stern

Da revista alemã Stern

A minha saudosa avó fazia, nas “esmeraldinas manhãs” (só um palmeirense pode entender o significado da expressão), o “rigatoni con zucchine e pistilli di zafferano abruzzese”. Esse prato tradicional foi servido, no almoço de hoje, aos chefes de Estado e de governo que participam do G8.

O segundo prato do almoço foi carne: “vitello alle erbe aromatiche degli Abruzzi”.

Imagino que, depois de saborear o “vitello”, o presidente Barack Obama vai ter dificuldade em terminar um hambúrguer do McDonald’s.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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30 de junho de 2009

Escândalo Berlusconi: presidente da Itália pede trégua até final do G8. Cai prestígio do premier entre as eleitoras

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diz não pagar michê por ser conquistador.

Berlusconi: diz não pagar michê por ser conquistador

Giorgio Napolitano, presidente da Itália, completou ontem, 29 de junho, 84 anos de idade. Ele aproveitou a presença da imprensa para pedir uma  trégua com relação aos escândalos protagonizado pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

A trégua pedida terminaria no final do G8, summit que terá início na próxima semana, na cidade de L’Áquila, em reconstrução depois de forte terremoto.

Pelo jeito, a trégua não foi aceita e vários jornais europeus dedicaram, hoje, comentários sobre o escândalo.

O londrino Times, por exemplo, reservou uma página inteira às festas de Berlusconi, com participação de garotas de programa e, conforme se está apurando pela magistratura de Bari, uma eventual circulação de cocaína.

Anota o Times que Berlusconi se coloca, como todos os líderes políticos envolvidos em escândalos internos, ativíssimo no campo da política externa. Trata-se de referência à coletiva de ontem de Berlusconi, a bordo do magnífico navio Fantasia, onde ficarão hospedados os chefes de governo e de Estado membros do G8.

Richard Owen, correspondente do Times, bateu pesado: “A escolha de uma coletiva a bordo de um navio de turismo foi singular. Serviu para recordar as origens de Berlusconi como ‘cantor de piano-bar’ em cruzeiros e com seu olhar particular para as belas mulheres. No Fantasia, o “cenário era perfeito, pois havia um piano. Podia-se até esperar que o premier se  levantasse e iniciasse a cantar as canções napolitanas que o fascinam”.

Durante a coletiva no Fantasia, Berlusconi se apresentou, sem modéstia, como o líder político europeu de maior aceitação popular.

Por evidente, Berlusconi esqueceu-se da pesquisa do último domingo, pós-escândalo com as três garotas levadas a pagamento para encontro com ele no Palazzo Grazioli (residência oficial).

Entre as eleitoras italianas, a popularidade de Berlusconi caiu 4%: em janeiro ele tinha 51%, e caiu em junho para 47%.

Qaunto aos jovens, na faixa entre 18 a 24 anos, Berlusconi despencou e a sua avaliação é negativa. Seis meses atrás era positiva sua avaliação, ou seja,  antes dos escândalos com Noemi Letizia, pivô da sua separação, e com as garotas de programa que eram contatadas por Gianpaolo Tarantini, apelidado de o “Rei das Próteses”.

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palco da coletiva dada ontem por Berlusconi.

Navio Fantasia: palco da coletiva dada ontem por Berlusconi.

Parêntesis aberto.  Tarantini está sendo investigado em Bari por suspeita de fraude na venda de próteses cirúrgicas a hospitais públicos: ele tem uma empresa que fornece produtos hospitalares. Também está sendo investigado — diante do revelado por interceptações telefônicas realizadas pela Guarda de Finanças da Itália — por crime de exploração de prostituição.

O terceiro inquérito contra Tarantini diz respeito a tráfico de cocaína. Numa festa em casa alugada na requintada e alpina Cortina d’Ampezzo (sem presença de Berlusconi), Tarantini e os seus amigos ofereciam cocaína às mulheres: sexo e cocaína, diziam nos telefonemas interceptados pela Justiça.

No momento, existe investigação para saber se Tarantini fornecia cocaína para as inúmeras garotas de programa que encaminha para as festas de Berlusconi, na sua cinematografica mansão sarda, em Villa Certosa. Parêntesis fechado.

PANO RÁPIDO. O grande temor de Berlusconi diz respeito aos eleitores católicos, em grande número na Itália. Eles são mais fiéis às cartilhas vaticanas do que aos programas dos partidos políticos.

Pela última pesquisa pós-escândalo com as garotas a pagamento, Berlusconi, entre eleitores católicos praticantes, caiu de 61% para 54%. Parece que sua esperança está na “remissão dos pecados”, que Ratzinger poderá lhe conceder. E minha caneta-falante, Concetta Rompi-Coglione, já resmunga sobre quanto lhe custará uma penitência.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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5 de junho de 2009

Peladões e Peladonas,como o presidente da União Européia, podem virar as eleições do final de semana e derrotar Berlusconi

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presidente da União Européia erecto na villa de Berlusconi

foto El Pais: presidente da União Européia erecto na villa de Berlusconi

Ontem, no vídeo semanal (confira post abaixo), contei que a Justiça italiana havia realizado a apreensão de fotografias tiradas, por um “paparazzi”, na cinematográfica casa do premier Silvio Berlusconi. A casa fica na Costa Esmeralda, Sardenha. É conhecida por Vila Certosa.

Sobre as fotos, destaquei que o presidente da União Européia, Mirek Topolanek, aparecia “nu”, ladeado por duas loiras de seios à mostra. Ficou registrado que Topolanek afirmara não vira a voto e poderia ser montagem.

O premier Berlusconi, hoje, deu entrevista e sustentou que as fotos não tinham nada de mais e eram “inocentes”. Na seqüência, posicionou-se como vítima de violação de privacidade. O mesmo argumento Berlusconi usa com relação ao escândalo Naomi (confira post deste blog) e que levou sua esposa, Verônica Lario, apresentar uma ação judicial de divórcio litigioso: Noemi era menor de idade quando teria iniciado relacionamento amoroso com Berlusconi.

Parêntese. Noemi chama Berlusconi de “papi”. Ontem, o jornal Corriere della Sera esclareceu que o apelidado de “papi” já tinha sido anteriormente dado a Berlusconi. Por uma brasileira, residente em Milão, de prenome Renata. Parêntese fechado.

Depois das declarações de Berlusconi, o jornal espanhol El Pais publicou, a desmentir Berlusconi e Topolanek, novas fotos, “nada inocentes”. Parece que o “paparazzi” só entregou “disquetes” para a Justiça italiana e manteve os negativos. Estes, acabaram no espanhol El Pais.

Numa das fotos, como se pode verificar acima, Topolanek está excitado: este blog Sem Fronteiras de Terra Magazine aposta na excitação, pois, pelo que se sabe, o presidente da União Européia, Topolanek, não sofre de priapismo.

Na foto, Topolanek está com uma pulseira que recebeu, dias antes, de dissidentes cubanos. Como se nota, Topolanek homenageia, na Villa Certosa e com “pênis esrectus”, a dissidência cubana.

PANO RÁPIDO. Acabo de ligar para amigos italianos. Eles contam que Berlusconi está apavorado, pois, diante das fotos e das mentiras, poderá, amanhã e domingo, ter surpresas nas urnas: no sábado e no domingo serão realizadas eleições para o Europarlamento e o premier Berlusconi é cabeça de chapa.
–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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7 de fevereiro de 2009

Battisti tem livros editados por Berlusconi

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as faces cômicas de Berlusconi

As faces cômicas de Berlusconi

O meu dia começou azedo.

Nada surpreendente.

Como ensina a minha caneta-falante Concetta Rompe-coglioni, os dias são doces, amargos ou azedos. E essa minha assessora especial, a Rompe-coglioni, sempre alerta que os sabores mudam ou se misturam no curso da jornada.

Pois bem. Depois de nove meses preso pela polícia de São Paulo com 60 comprimidos de ecstasy para traficar ilegalmente, descobriu-se que o traficante Manoel Oliveira Ortiz, nascido na cidade mineira de Borda da Mata, não era brasileiro.

Nos nove meses passados no Centro de Detenção Provisória II e no curso das investigações pelo Departamento de Narcóticos de São Paulo (Denarc-SP) ninguém desconfiou do mineiro Manoel.

Desconfiar por quê ?

Afinal, todo o mineiro é maneiro, não se expõe e nunca sai de cima dos muros da vida.

A propósito, não se deve levar em conta um certo e já distante dia-azedo do Otto Lara Resende. Aquele que escreveu que mineiro só é solidário no câncer. Para quem não lembra, lá vai:

“Tenho para mim que sei, como todos os brasileiros, os três primeiros minutos de qualquer assunto.
O único erro humano que merece a pena de morte é o de revisão.
Abraço e punhalada a gente só dá em quem está perto.
A tocaia é a grande contribuição de Minas à cultura universal.
O mineiro só é solidário no câncer.”

Voltando ao Manoel. Nos nove meses de investigações do Denarc ninguém foi a Borda da Mata. Ninguém telefonou para o cartório de Registro Civil de Borda da Mata para saber sobre a lavratura de um assento de nascimento de Manoel Oliveira Ortiz.

Em resumo. Ninguém do Denarc-SP teve a curiosidade sobre o motivo de o então mineiro Manoel só falar espanhol e não saber o português. Nem se cogitou de Manoel, quando bebê, ter sido adotado por casais espanhóis e passado a viver em país de língua espanhola.

Como a polícia pode contar com intérpretes juramentados, não haveria problemas de Manoel só falar espanhol.

Parênteses: lembro de uma grande calúnia do megatraficante Abadia, preso por pressão da DEA (agência americana de arapongas antidrogas) !!!

Depois de anos a traficar cocaína e a lavar dinheiro no Brasil do mega-cartel colombiano do Vale Norte, o tal Abadia disse que para o nosso país combater o narcotráfico precisaria fechar o Denarc-SP.

Quem descobriu que o Manoel era o mega-traficante Carlos Ruiz Santamaría, apelidado na Espanha de “El Negro”, foi o delegado Adalberto Barbosa, do Departamento de Investigações Criminais (Deic-SP). Isto porque investigava empresas fantasmas para lavagem de dinheiro.

O delegado Barbosa (do Deic e não do Denarc) chegou no nome de um dos fantasmas. Descobriu que estava preso e era fugitivo da Justiça da Espanha, onde “El Negro” é acusado de narcotráfico internacional.

Graças ao delegado Barbosa, o traficante não vai continuar, como se diz no jargão policial, “a dar uma de Mané”. Diga-se, “Mané-mineiro”.

Mas, a minha assessora, a caneta-falante Concetta-Rompicoglioni, salta do bolso da minha camisa e avisa que está interessada na história de o Berlusconi, pela suas editoras Enaudi e Mondatori, editar livros do Battisti.

O jornalista Marco Travaglio, na sua coluna na revista L´Espresso que acaba de chegar às bancas ( a L´espresso é do grupo do jornal La Repubblica), lembra que nas livrarias italianas qualquer pessoa pode entrar e adquirir os livros policiais do escritor Cesare Battisti.

Os livros de Battisti, conforme destaca Marco Travaglio, são editados pela Mondatori e Enaudi, ambas empresas cujo controle acionário está em mãos de Sílvio Berlusconi, atual primeiro ministro italiano.

Como a regra prevalente ensina que “negócios são negócios e ideologias não contam”, o grupo editorial de Berlusconi pode concluir que se trata apenas de uma isenta atuação empresarial.

Battisti, por seu turno e quanto aos seus livros serem editados por Berlusconi, deve achar que ainda é válido o velho princípio do Império Romano, ou seja, “pecunia non olet” ( o dinheiro não tem cheiro). Nem o que sai do bolso do Berlusconi, o homem mais rico da Itália, que está no cargo de premier (chefe de governo) apoiado por direitistas e neofascistas. No momento, ele litiga com o presidente Giorgio Napolitano (chefe de Estado), um comunista histórico e que goza de grande e merecido respeito na Europa.


PANO RÁPIDO
. Battisti e Berlusconi são dois farsantes. Um com pendores mussolinianos. O outro, da gauche-caviar (esquerda-caviar).

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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8 de janeiro de 2009

Beckham: cachê fora de campo

Tags:, , , - walterfm1 às 9:00

O polêmico Sílvio Berlusconi, além do cargo de primeiro-ministro e da condição de empresário mais rico da Itália, é o manda-chuva da Associazione Calcio Milan, embora, formalmente, só apareça como presidente de honra.
 
Berlusconi é quem escolhe os jogadores que devem ser contratados. E dá sinal verde para as renovações contratuais. Em cima de grandes nomes do “cálcio” (futebol), faz seu marketing, pois quer passar aos eleitores italianos a imagem de empresário de sucesso e de  empreendedor eficiente.

 
Para o Milan, Berlusconi levou Ronaldo e, recentemente, Ronaldinho gaúcho. Como Ronaldo havia se consagrado na rival Inter de Milão, antes de seguir para o Real Madrid, Berlusconi contratou-o, ainda que gordo e  fora de forma. Ronaldo não correspondeu às expectativas. Sem preparo físico, acabou contundindo-se com gravidade. Mas, recebeu regiamente até o final do seu contrato. Ainda em fase recuperação e com excesso de peso, Ronaldo foi dar com os costados no Corinthians Paulista, numa outra grande jogada de marketing: de Milão para a Marginal sem-número, diriam os palmeirenses despeitados.
 
A última de Berlusconi, e sempre sem consultar o conformado técnico Ancelotti, foi o empréstimo, por três meses (vence em 9 de março), de David Beckham, de 33 anos de idade. O empréstimo do meio-campista inglês foi conseguido junto à inexpressiva esquadra do Los Angeles Galaxy.

Para Beckham, que veste a camisa de número 32 do Milan, foi mais um bom negócio financeiro. E sair do Galaxy para atuar no badalado Milan poderá até melhorar a sua posição na lista da revista Forbes: ele ocupa o quinto posto na lista das celebridades de 2008. Não se deve esquecer, ainda, que Beckham, para os jornalistas esportivos, é considerado o jogador que mais fatura anualmente: cerca de 31 milhões de euros no ano de 2008.

Embora esteja com o Milan em Dubay, Beckham teve, ontem, de driblar os jornalistas italianos. Estes,  interessados em saber da veracidade do publicado na revista chamada Tv-Sorrisi&Canzone.

Na matéria da supracitada revista semanal e que está nas bancas italianas, Beckham teria exigido um cachê de 500 mil euros para estar presente no Festival de Sanremo. Igual quantia seu  staff  teria solicitado para uma sua visita aos participantes do Big Brother 9 ( Il Grande Fratello).

Convém lembrar que o Grande Fratello é transmitido pela rede televisiva Mediaset, de propriedade de Sílvio Berlusconi. 
 
PANO RÁPIDO. Como celebridade, Beckham faz negócios dentro e fora das quatro-linhas. E o pobre Ancelotti, que só pode escalar 11 jogadores e dispõe de uma miríade de jogadores extraordinários, usa de substituições e revezamentos a impedir o entrosamento e uma melhor classificação do time no campeonato italiano. Enquanto isso, Beckman tem três meses para embolsar uns trocados extras.

…………………………

AVISO.

 

Entram em Campo.

Para quem não sabe, tenho uma equipe de assessoria. Essa equipe cuidará de respostas aos cinco comentários postados, sempre com respeito e bom humor.

A chefe da equipe será uma das minhas canetas falantes, a Concetta Rompi-coglione. Sempre tomo muito cuidado com ela. Muitas vezes, surpreendo-me como a minha postura. Sinto-me, com relação a posição dos braços e das mãos em concha, como se estivesse, num jogo de futebol, numa barreira, e o cobrador da falta com o apelido de “Canhão”.

Para questões futebolísticas, teremos uma outra caneta-falante, a Enza Rompi-pallone. Caberá ao lápis-fanlante de sangue azul, o  Duca d´Alba, a função de “fazedor de média”. Ele estava muito doente, consumido por um apontador. Salvou-se a tempo e usa uma bengala, ou melhor, um grafite reserva.

Teremos, também, a assessoria das canetas falantes radicais, como a francesa Margot Sansculotte, da italiana Margherita Carbonária, etc,etc,etc.

Ao trabalho.

Wálter Fanganiello Maierovitch.

PANO RÁPIDO DOS COLABORADORES.

1.        O autor escreve esse artigo como se o Beckham fosse um jogador fraco, que só foi para o Milan por ter marketing. Lamentavel.

Comentário por Juliano — 8 de janeiro de 2009 @ 10:30

Responde a caneta-falante Enza Rompi-pallone. Caro Juliano. Fraco, não. Se fosse perna- de- pau não teria  jogado  na seleção inglesa, Real Madrid e Milan. Só no meu Palmeiras, com ou sem  Luxemburgo de técnico.

2.        O Beckham é um jogador médio, nada mais do que isto. Bonitinho, mas ordinário. Com a capacidade técnica dele, tem uns dez no Brasil jogando naquela posição. Considerando que ele é atleta apenas nas horas vagas, entre uma sessão de fotos e outra, nenhum time que pretenda ser campeão de alguma coisa pode contar com ele como peça fundamental. É apenas marketing…

Comentário por Robert Hyde — 8 de janeiro de 2009 @ 10:51

Responde a caneta-falante Ercule Rompi-mura. Caro Roberto. Bonitinho é você quem afirma. Prefiro pensar no mulherão que ele tem ao lado. Lembra do saudoso Stanislaw Ponte-Preta? Ele diria que com uma mulher dessa não sairia mais do quarto.

 

3.        “de Milão para a Marginal sem-número”

anti-corinthiano detectado –’

Comentário por Paulo — 8 de janeiro de 2009 @ 10:52

Responde a caneta-falante Mílvia Palestrina. Caro Paulo. Na marginal já funcionou a Lavanderia São Jorge, de um russo que tinha um testa-de-ferro e um monte de laranjas brasileiros.

4.        Claro que foi marketing, e pros dois lados, ou com elenco que tem o Milan precisa do Beckham capengando em campo???

Comentário por Robson Soares — 8 de janeiro de 2009 @ 11:00

 Responde o lápis-falante Duca d´Alba. Prezado Robson. Três lados: e o Berlusca (Berlusconi) ?

5.        Fico estarrecido de ver um jurista do calibre de Walter Fanganiello Maierovitch escrever coisas de uma banalidade sem precedentes, quem quiser pagar esse valor, que pague, cada um sabe do seu bolso. Que tal Vossa Excelência escrever algo atinente ao tráfico de drogas que continua crescendo no país, a miséria, a violência desenfreada, a seca no nordeste, os indios que morrem na amazônio sem que o governo federal faça por eles. Vergonhoso, Dr Maierovitch, decepção total…

Comentário por Hudson Carlos — 8 de janeiro de 2009 @ 11:19

Responde a caneta-falante Alessandra Canábica. Prezado Hudson.  Tem um site legal: www.ibgf.org.b. É do Institudo Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais, onde o Wálter escreve sobre drogas, crimiladade, direitos humanos, etc. No blog, ele tem direito de escrever sobre temas variados, conforme combinado com o Bob Fernandes.

 

 

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