Terra Magazine

4 de novembro de 2009

Travesti brasileiro que derrubou governador foi miss no Rio e, como celebridade, vira capa de revista italiana

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A carioca Natalia, em foto da revista Novella.

A carioca Natalia, em foto da revista Novella.

Natalia, -a travesti carioca filmada na cama e em atividade sexual com o então governador da região Lazio-Roma-, estará, amanhã, em todas as bancas européias.

Ou melhor, Natalia será capa da revista italiana Novella, que é campeã de vendagens. E capa em duas edições.

A transcanarinho emplacará duas edições. Isto porque, -como pesquisou a revista-, tem  muita gente curiosa por conhecer, -além dos detalhes de um escândalo onde o governador mudou três vezes de versão-, a sua vida e os seus amores.

Depois do escândalo que provocou a renúncia do governador Piero Marrazzo, esta será a primeira, entrevista de Natalia a uma revista. Natáli que foi registrada, em cartório civil carioca, como José Alessandro Vidal Silva.

Na entrevista, Natalia fala do seu sucesso nas passarelas.

Ela conquistou o título de Miss Transex Internacional, em 2004, na cidade de Florença. Como diz com vanglória, virou a rainha dos gays espalhados pelos mundo.

Em 2006, Natalia esteve no Rio de Janeiro para participar do concurso Scala Gay. Emplacou o primeiro lugar e guarda o cetro no seu apartamento romano, na via Gardoli: no mesmo prédio, os terroristas das Brigadas Vermelhos, nos anos 70, mantiveram em cativeiro, e depois mataram, Aldo Moro, ex-primeiro ministro e presidente do partido da Democracia Cristã.

Os pais de Natalia moram no Rio. Ela é de família de classe média e sempre  visita os genitores. Na entrevista à revista Novella, a travesti Natalia conta do bom relacionamento com a família, de um namorado carioca de prenome Marcelo e de um terminado casamento de oito meses.

No casamento, pelo que vazou da entrevista, Natalia assumiu o papel de marido. No particular e com relação ao ex-governador Marrazzo, não revelou detalhes, fantasias e preferências manifestadas nos encontros íntimos.

Natalia, -já rainha dos transgays do planeta-,  conheceu o ex-governador Piero Marrazzo em 2001, quando ele trabalhava como jornalista na RAI 3, que é estatal italiana de rádio e televisão. Em 2005, “pararam de se frequentar”. O reeencontro só ocorreu em 2006, quando Marrazzo já era governador.

PANO RÁPIDO. Na entrevista à revista Novella, —segundo apurado por este blog Sem Fronteiras de Terra Magazine—, não foi feita nenhuma pergunta sobre os planos de Natalia a respeito dos jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

A nossa assessora, - a caneta falante Concetta Rompi-coglione-, foi informada que Natalia exigiu a publicação de uma foto vestida e maquiada como Marilyn Monroe. E foi atendida.

Não se sabe, -agora que ela virou celebridade-, quanto recebeu da revista pela exclusividade.

E não sabe, também, o quanto realmente cobra por um programa amoroso, de 4 horas: “Mi sono fermata com Piero (Marrazzo) al massimo quattro ore” (ficava com Marrazzo no máximo por 4 horas).

Natalia afirmou que Marrazzo, -ao qual só chama de Piero e a conheceu em 2001-, pagava 5 mil euros ( R$15.000,00) por programa íntimo.

Marrazo, em depoimento ao ministério Público, declarou que pagava a Natalia, pela prestação sexual,  1 mil euros (R$3.000,00). Ou seja, 1 mil euros por quatro horas.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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